Contos mal contados

De vez em quando a gente se depara com páginas no Facebook, Tumblr ou Pinterest que se tornam um alento pra nossa alma. Pessoas que expõe sua alma de forma digital e conseguem alcançar o mundo inteiro com o alcance de um clique do mouse. Confesso que não são fáceis de encontrar. E é isso que as torna um verdadeiro tesouro.

Contos Mal Contados é uma página de poesias, contos e curtas histórias criada por João Pedro Doederlein, que se auto-denomina “um poeta que nasceu da necessidade, não da simples opção”. Ele e mais outras talentosas escritoras acrescentam a esse lindo portfólio imagens e escritos que tocam fundo dentro dos nossos coraçãozinhos, que mais se parecem com cebolas cheias de camadas.

Particularmente, o que mais me chamou atenção no seu trabalho foram uma série de definições dadas à palavras eventualmente banais, mas que se tornam recheadas de significados, como um dicionário mais humano e menos racional das coisas.

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Geralmente os textos postados aqui seguem indicação de outros sites. Esse aqui é meu mesmo! 🙂

P.S.: Me lembra um pouco (talvez muito!) o Minidicionário das Pequenas Grandes Coisas.

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Selfies do pôr-do-Sol

O que acontece quando você tem um bocado de papelão à disposição e mais um tanto de imaginação na cabeça? Com John Marshall, um produtor de TV estadunidense, rolou o projeto Sunset Selfies, em que ele faz fotos criativíssimas usando apenas recortes de papelão e a iluminação em contraluz do pôr-do-Sol.

John, que vive em Frye Island, utiliza principalmente papelão descartado no lixão de sua cidade. Ele faz tudo sozinho e não usa ferramentas especiais para os recortes (apenas tesouras baratas e faca de cozinha). “Depois de ver lindos crepúsculos na porta de casa, decidi criar um projeto criativo chamado Sunset Selfies. Quando estou na ilha, eu faço um recorte de papelão por noite e tiro uma foto com ele”, escreve John Marshall, em sua página no Facebook.

“Minha esperança é que os outros, principalmente as crianças, vejam que podem fazer isso também. Eu adoraria ver o que elas inventam. Para mim, há algo de mágico nessas imagens. Eu amo ver meus recortes crus criarem vida em silhuetas e, então, as pessoas comentarem sobre elas”.

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O autor ainda tem contas no Twitter e Instagram.

~ Indicação do Tastefully Offensive, texto do Pavablog.

O grande cansaço

Compartilho com você meu sonho para 2015 2016. Em vez de chamar sua mente discursiva, falo de coração com a vida misteriosa que agora encara essa tela.

Desejo que voltemos das férias muito cansados. Não renovados, não dispostos: exaustos!

Cansados de carregar o dia inteiro para dentro de cada noite, de trazer nosso passado por trás dos olhos, ano após ano, encardidos de certezas sobre a vida, acumulando experiências, incapazes de soltar e dizer para a pessoa que acabamos de encontrar: “Oi, prazer, acabei de chegar…”

Cansados de compartilhar frases de sabedorias que não sabemos praticar. Cansados de falar mal dos outros, sem reconhecer que vemos fora o que temos dentro. Cansados de tentar o caminho do controle, como uma mosca batendo no vidro, de novo e de novo, sem desconfiar que talvez não seja uma boa ideia condicionar o brilho de nosso olho ao movimento de outros olhos. Cansados de ser tão repetitivos, monotemáticos, tão nós mesmos.

Cansados de nos ocupar, como se relaxar fosse errado. Cansados de buscar o sucesso e temer o fracasso, não importa o quão refinado seja o nosso jogo. Cansados de ceder ao ciúme do outro, de fazer cafuné em seus hábitos negativos, de negociar com cada aflição que nos tiraniza. Cansados de aceitar migalhas de alegria.

Sem título

Cansados de desejar tanta mediocridade para nós mesmos, como se fossem aspirações elevadas (“Que eu passe no concurso! Que eu me case!”), quando poderíamos mirar no céu: “Que minha simples presença possa beneficiar mais e mais pessoas!”

Cansados de confundir nossa bolha com a realidade, sem perceber que os seres não caminham pelo nosso mundo: cada um deles está no centro de um outro mundo. Cansados de reagir e reagir e reagir e reagir, sem nunca estalar os dedos. Cansados de se cansar tão facilmente.

O problema é que a gente não se esgota o suficiente — só 50% não leva à transformação. As coisas só tem o poder de nos cansar porque nós ainda não nos cansamos delas. Lembro de um retiro com o professor Alan Wallace listando as causas desse desgaste sem saída até culminar com força, como se falasse em caixa alta, seco, preciso, cortante: “BASTA!”

É um gesto radical que rompe o loop de sofrimento, parecido com o de Chögyam Trungpa, que virou até caligrafia na entrada de sua casa: deveríamos aprender a proclamar um gigantesco e definitivo “Não” para nossa confusão autocentrada.

Que possamos interromper nosso falatório incessante. Que possamos enfim parar. Começando agora!

No grande cansaço, nessa completa desistência, bem quietos, deitamos. Daqui a pouco um ser brincante, desses completamente livres, vai nos levantar pelo braço: “Venha! Há muito trabalho para quem não mais se cansa.”

~ Gustavo Gitti. Texto recebido por e-mail.

Newsworthy #1

newsworthy | adjetivo
  1. interessante.
  2. que merece ser publicado.
    “você precisa cobrir uma extensão muito grande de informações para encontrar alguma coisa interessante”

Uma amiga minha costuma dizer que sou um garimpeiro, pois encontrar alguma coisa bacana nessa montanha de informações que é a internet é um trabalho muito complexo. E apesar de ser extenuante, eu gosto muito do que faço. Em alguns momentos acho que estou fazendo isso por você, que está lendo estas palavras tão fora de contexto, mas concluo que tudo o que está publicado neste blog é uma extensão de mim mesmo. Faço isso por mim. Exteriorizo a bagunça que acontece aqui dentro. E como é bom encontrar outras pessoas que compartilham deste mesmo sentimento. Que não se saciam com o pouco. Que estão sempre procurando algo mais amável em suas vidas. E puxa, como é ótimo compartilhar isso com vocês!

Apesar de muitos projetos inconcluídos, ou até mesmo rascunhados e não publicados, aqui está mais um! A intenção deste espaço é compartir ideias, textos, imagens e vídeos especiais, que chamaram minha atenção em algum milésimo de segundo, mas que não tiveram a oportunidade de ganhar um post próprio. Mas que, nem por isso são menos interessantes. Segue um rascunho do que consegui reunir durante a semana (e se quiser saber mais sobre o assunto, é só clicar na imagem para ser redirecionado à fonte):

Cenas divertidas com monumentos e recortes de papel

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O artista de recortes de papel Rich McCor, cria pequenas silhuetas com papel picado, que ganham vida ao serem justapostas com monumentos e grandes marcos europeus. Posicionando os recortes simples em um ângulo perfeito, McCor dá a sensação aos seus espectadores de que edifícios, estátuas e fontes estão interagindo diretamente com seu trabalho, fotografando as divertidas cenas, frutos desta mistura, e postando em sua conta no Instagram.

Duas vezes ao ano, o pôr do sol fica perfeitamente alinhado com este píer

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A foto incrível que você vê aqui em cima mostra o píer Scripps, que fica em La Jolla, Califórnia. A imagem capturou um momento raro: essa composição perfeita do sol se pondo entre os pilares da estrutura só acontece duas vezes ao ano. Segundo o site Bored Panda, os dias exatos do alinhamento variam, mas costumam cair no começo de maio e na primeira quinzena de agosto. Quando o momento chega, a praia fica repleta de fotógrafos ávidos por registrar a cena.

Árvore da vida

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Degree é o artista por detrás da obra intitulada Árvore da Vida, uma litografia com anéis internos de uma árvore formados por pequenos animais da fauna mundial. O objetivo é destacar a responsabilidade que temos em deixar animais selvagens prosperarem em seu habitat natural; a escolha inerente à preservação da natureza que constitui a base das atitudes sociais para com a nossa Mãe Natureza.

Baptiste Debombourg e sua incrível arte com grampos

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O artista francês Baptiste Debombourg surpreendeu recentemente com seu trabalho “Aggravure”, que justapõe imagens clássicas com grampos como uma espécie de gravura contemporânea “maneirista”, e é difícil não se impressionar. A delicadeza e sutileza com que os grampos são apoiados sobre a tela formando impressionantes imagens, é linda. Taí uma coisa que você pode tentar fazer em casa.

Entre a arte de rua e a cultura pop!

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Arte de rua, mashups e cultura pop, assim podemos definir os trabalhos do artista americano Jerkface, com sede em Nova Iorque, que produz algumas obras de arte e murais coloridos, inspirado por personagens de desenhos animados, como Homer Simpson, Bob Esponja, Pernalonga, Bunny, Pantera Cor-De-Rosa, entre outros.