A montanha russa da morte e da vida

Julijonas Urbonas é um engenheiro lituânio que teve uma ideia peculiar: construir uma montanha russa tão absurda que ninguém pudesse sair vivo dela. Sim, você teria que concordar em morrer para andar nela. É um mecanismo de eutanásia.

Ela é apenas uma série de loops. Nada demais. Mas depois de uma subida de dois minutos (no alto da qual você ainda pode mudar de ideia), você desce e é submetido a uma força centrífuga constante por um minuto. Enquanto você sobe e desce a uma velocidade escrota, o sangue é jogado para as suas pernas e não consegue subir até o cérebro. Você está naquela velocidade toda, naquela euforia toda, sua visão vai se afunilando, você vai ficando tonto, perde a consciência… e morre.

Segundo ele, toda a ideia é “tirar a vida de uma pessoa de forma humana, com elegância e euforia”.

Mas isso não significa que ela não exista. Se você achou a ideia maluca, lembre-se que já estamos nela. Ela é a montanha russa da vida. Caímos nesse mundo em alta velocidade, rodopiamos infinitamente e, no fim, depois de muitas subidas e descidas interdependentes entre si, morremos. Já estamos nisso. Você já está sentindo a tontura?

Texto de Fabio Bracht. Publicado em Papo de Homem.

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