Três provas de que o futuro já chegou

Já estamos no ano de 2012. Faz tempo que sobrevivemos ao bug e chegamos ao novo milênio. Nisso, pergunto: onde diabos estão os carros voadores, armas de laser, teletransporte e naves espaciais?

Essa pergunta é meio boba. Ainda estamos na época dos “arcaicos” carros movidos a combustível fóssil, mas muita coisa mudou.

A ciência evoluiu drasticamente desde Galileu Galilei (1564 – 1642), pai da Ciência Moderna. Evoluímos muito. Mas essa ciência está tão integrada à sociedade que às vezes não conseguimos enxergar coisas maravilhosas que estão ao nosso redor, coisas indistinguíveis de magia por um observador deslocado para frente no tempo.

Internet. Skype em vídeo. Celular. Caixa eletrônico. Computadores que ganham de humanos no xadrez. Delivery de pizza.

Por causa disso, resolvi mostrar três projetos em que a ciência atual mostra seu poder. Quero ver você continuar com a sensação de que o futuro anda não chegou.

Planetary Resources

“O valor de inspiração do programa espacial é provavelmente de importância muito maior para a educação do que qualquer investimento em dólares. Uma geração inteira está crescendo e sendo atraída para as disciplinas de ciência e engenharia pelo romantismo do espaço.”

– Arthur C. Clarke

Vários jovens (alguns chamam eles de “nerds”) cresceram lendo livros de ficção do Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, crescem e se tornam milionários. O que acontece com eles? Eles investem em seus sonhos. Foi assim que surgiu a Planetary Resources, a primeira empresa de exploração espacial do mundo.

Diferente da NASA, eles não estão aqui para passear pelo espaço. Eles querem dinheiro e sabem como conseguir isso. Ao invés de levarem astronautas, eles querem mandar máquinas e fazer mineração em asteroides. Impossível? Não, só é caro.


O projeto tem um cronograma de dez anos (começou em 2010) para ser realizado. Ele é separado em 3 fases:

  1. Satélites
    Durante os primeiros anos eles vão enviar telescópios para o espaço, assim podem encontrar asteroides e identificar seu tamanho, distância e composição. A vantagem é que esses telescópios são pequenos e podem pegar caronas em outras naves, diminuindo em muito o custo de colocá-los em órbita.
  2. Extração de materiais voláteis
    Depois de localizados, vem a parte da extração. Mas ao invés de metais valiosos, eles visam materiais como água, nitrogênio e oxigênio. Pois é muito caro enviar esses materiais da terra para o espaço. Sendo assim, eles já estando por lá é como se houvesse um ponto de gasolina com uma loja de conveniência ao lado da estação espacial.
  3. Mineração
    Depois de dominarem a extração de materiais voláteis, eles vão investir em metais. Ouro, prata, platina etc. Além desse tipo de metal ser valioso como jóias, muitos são isolantes térmicos ou ótimos condutores. O barateamento deles vai ajudar a tecnologia a crescer ainda mais. Processadores de computador, por exemplo, ficarão cada vez mais rápidos e baratos.

Pode parecer impossível, mas são pessoas respeitadas: Larry Page e Eric Schmidt, fundadores do Google; James Cameron, diretor de cinema e terceiro homem a ir até a Fossa das Marianas, apenas por diversão. Além da paixão por ciência, há também a questão do lucro.

Chuto eu que em 10 anos eles provavelmente serão uma das empresas mais poderosas do mundo.

Projeto E.Chromi

Você tem medo de bactérias? Provavelmente usa aqueles sabonetes que mata 99,9% das bactérias, né? (Na verdade eles não matam tudo isso, mas deixemos esse assunto para outro post.

E se um dia você fosse no médico e ele te receitasse um iogurte que contém uma bactéria chamada E.Chromi, você tomaria?


Em 2009, alguns designers e biólogos começaram a trabalhar na modificação do DNA de algumas bactérias bem especiais. Elas secretam alguns pigmentos coloridos, visíveis ao olho humano. Depois disso eles inseriram esse DNA na bactéria E.Coli, para ela secretar cores como vermelho, azul, amarelo, verde, laranja ou violeta ao entrarem em contato com determinados vírus/bactérias/substâncias que fazem mal ao ser humano.

Ou seja: mergulhe um papel com essa bactéria na água, se ela esta contaminada, a bactéria reage e ele adquire alguma cor. Tome o iogurte com essa bactéria, se suas fezes saírem coloridas, você está contaminado com alguma coisa. Uma revolução em diagnósticos.

A longo prazo eles querem implementar isso até na meteorologia, mas, convenhamos, apenas com esse uso medicinal isso já será uma revolução.

Carro autônomo do Google

Imagine você saindo com o carro de casa para a balada. Bebe, passa mal no banheiro, pega o carro, vai pra casa. Notou algo errado, certo? Beber e dirigir é perigoso. Mas não com o novo carro do Google.

Começou com um projeto feito no tempo livre de um funcionário (o Google tem uma política para garantir que os funcionário podem usar 20% do seu tempo e os recursos da empresa para projetos pessoais), o prof. Sebastian Thun. Ele quis fazer um carro que pudesse dirigir sozinho nas ruas, sem nenhum interferência humana.

Pode parecer impossível, mas basta juntar algumas das tecnologias já existentes e um pouco de programação avançada.


Esse é Steve Mahan, deficiente visual. Agora ele pode “dirigir” até uma lanchonete e pegar sua roupa na lavanderia, sem precisar da ajuda de ninguém.

O mais legal desse projeto é que não foi desenvolvido nenhum outro tipo de tecnologia, apenas usaram as que já estão disponíveis. Lasers, câmeras e computadores. Um laser em cima do carro mapeia todo o território em volta, criando um mapa 3D do terreno. Com esse material, o computador pode identificar as ruas, carros, pedestres, árvores e tudo mais, criando uma rota para transitar.

Além disso o carro se “comporta” como um motorista-modelo. Para na faixa, dá seta, respeita semáforo, dá passagem pros outros e obedece o limite de velocidade. Se todos os motoristas do mundo fossem assim, não existiria trânsito ou acidentes.

Isso pode até parecer um futuro distante, mas saiba que o carro já percorreu mais de 500.000km sozinho, rodando em vias públicas. Dizem as más línguas que o único acidente ocorrido foi quando um humano quis assumir o volante.

Autor: Daniel Oshiro. Fonte: Papo de Homem.

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