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Surrealismo 2.0

Um dos grandes nomes do surrealismo, o pintor belga René Magritte morreu em 1967 – algumas décadas antes da popularização dos equipamentos digitais, da internet e, consequentemente, das redes sociais.

O designer e ilustrador brasileiro Jorge Barros resolveu dar um ar contemporâneo às obras de Magritte e criou algumas releituras para quadros clássicos do pintor, que é um dos artistas favoritos da namorada de Jorge.

Para a série “Magritte 2.0“, foram inseridos elementos comuns ao nosso tempo como símbolos do Twitter, WhatsApp, iPhones, pau de selfie, etc.

[N. do E.: As imagens da esquerda representam a releitura de Jorge Barros, enquanto na direita são apresentadas as obras originais de Magritte, assim como as interpretações abaixo das imagens.]

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Isto não é um Cachimbo (em francês: Ceci n’est pas une Pipe), está localizada no Museu de Arte do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos. “A palavra cachimbo não é o próprio cachimbo, é a representação gráfica, escrita, daquilo que no mundo extralinguístico realmente seja o objeto cachimbo. O objeto é a coisa em si; o desenho, a foto, a pintura, a palavra são apenas simulações e representações de um referencial, de um objeto. De fato, o desenho ou a foto de um cachimbo não são o próprio cachimbo, não podem ser fumados”, interpretação de Torres Matrice.

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A Reprodução Proibida (em francês: La Reproduction Interdite), está localizada no Museum Boijmans Van Beuningen em Roterdã, na Holanda. “A pintura não deve ser considerada como a arte da reprodução da realidade, ou como um espelho da realidade. Pessoalmente, eu gostaria de ver nela uma declaração sobre a análise de si mesmo. Tudo é subjetivo, no entanto, penso que é ainda mais difícil ser objetivo sobre nós mesmos. Vejo nesta pintura uma afirmação de que nunca se pode ver a si mesmo em sua totalidade”, interpretação de Brendan Donnet.

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Golconda (em francês: Golconde), está localizada no Menil Collection em Houston, Estados Unidos. “O pintor possivelmente associa sua pintura à cidade arruinada de Golconda na Índia e à possibilidade de caminhar pelo céu na terra, tanto quanto a expressão poética sugerida pelos homens comuns e contudo portadores de uma singularidade que o banal chapéu de coco reduz à unidade”, interpretação de Regina Sardoeira.

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O Domínio de Arnheim (em francês: Le Domaine d’Arnheim), está localizada no Museu de Belas Artes em Bruxelas, na Bélgica. Representa um ideal de paisagem descrito por Edgar Allan Poe em seu romance homônimo, e ainda a aproximação do pintor com os autores de sua época.

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O Filho do Homem (em francês: Le Fils de l’Homme), está localizada em uma coleção particular. Possivelmente uma das obras mais conhecidas (assim como o primeiro item desta lista), representa um auto-retrato do pintor. “Tudo o que vemos esconde outra coisa e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos. Segundo ele próprio [Magritte] a mente adora imagens cujo significado é desconhecido, uma vez que o próprio significado da mente é igualmente desconhecido”, interpretação de Mauro Condé.

~ Diego Bravo para o Somente Coisas Legais. As interpretações das obras possuem suas próprias fontes linkadas ao texto.

  1. 8 agosto, 2015 às 10:15 pm

    Adorei o texto.
    Gosto das pinturas do Surrealismo e de René Magritte em especial.
    Muito interessantes essas releituras das obras dele.

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