Selfies do pôr-do-Sol

O que acontece quando você tem um bocado de papelão à disposição e mais um tanto de imaginação na cabeça? Com John Marshall, um produtor de TV estadunidense, rolou o projeto Sunset Selfies, em que ele faz fotos criativíssimas usando apenas recortes de papelão e a iluminação em contraluz do pôr-do-Sol.

John, que vive em Frye Island, utiliza principalmente papelão descartado no lixão de sua cidade. Ele faz tudo sozinho e não usa ferramentas especiais para os recortes (apenas tesouras baratas e faca de cozinha). “Depois de ver lindos crepúsculos na porta de casa, decidi criar um projeto criativo chamado Sunset Selfies. Quando estou na ilha, eu faço um recorte de papelão por noite e tiro uma foto com ele”, escreve John Marshall, em sua página no Facebook.

“Minha esperança é que os outros, principalmente as crianças, vejam que podem fazer isso também. Eu adoraria ver o que elas inventam. Para mim, há algo de mágico nessas imagens. Eu amo ver meus recortes crus criarem vida em silhuetas e, então, as pessoas comentarem sobre elas”.

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O autor ainda tem contas no Twitter e Instagram.

~ Indicação do Tastefully Offensive, texto do Pavablog.

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O grande cansaço

Compartilho com você meu sonho para 2015 2016. Em vez de chamar sua mente discursiva, falo de coração com a vida misteriosa que agora encara essa tela.

Desejo que voltemos das férias muito cansados. Não renovados, não dispostos: exaustos!

Cansados de carregar o dia inteiro para dentro de cada noite, de trazer nosso passado por trás dos olhos, ano após ano, encardidos de certezas sobre a vida, acumulando experiências, incapazes de soltar e dizer para a pessoa que acabamos de encontrar: “Oi, prazer, acabei de chegar…”

Cansados de compartilhar frases de sabedorias que não sabemos praticar. Cansados de falar mal dos outros, sem reconhecer que vemos fora o que temos dentro. Cansados de tentar o caminho do controle, como uma mosca batendo no vidro, de novo e de novo, sem desconfiar que talvez não seja uma boa ideia condicionar o brilho de nosso olho ao movimento de outros olhos. Cansados de ser tão repetitivos, monotemáticos, tão nós mesmos.

Cansados de nos ocupar, como se relaxar fosse errado. Cansados de buscar o sucesso e temer o fracasso, não importa o quão refinado seja o nosso jogo. Cansados de ceder ao ciúme do outro, de fazer cafuné em seus hábitos negativos, de negociar com cada aflição que nos tiraniza. Cansados de aceitar migalhas de alegria.

Sem título

Cansados de desejar tanta mediocridade para nós mesmos, como se fossem aspirações elevadas (“Que eu passe no concurso! Que eu me case!”), quando poderíamos mirar no céu: “Que minha simples presença possa beneficiar mais e mais pessoas!”

Cansados de confundir nossa bolha com a realidade, sem perceber que os seres não caminham pelo nosso mundo: cada um deles está no centro de um outro mundo. Cansados de reagir e reagir e reagir e reagir, sem nunca estalar os dedos. Cansados de se cansar tão facilmente.

O problema é que a gente não se esgota o suficiente — só 50% não leva à transformação. As coisas só tem o poder de nos cansar porque nós ainda não nos cansamos delas. Lembro de um retiro com o professor Alan Wallace listando as causas desse desgaste sem saída até culminar com força, como se falasse em caixa alta, seco, preciso, cortante: “BASTA!”

É um gesto radical que rompe o loop de sofrimento, parecido com o de Chögyam Trungpa, que virou até caligrafia na entrada de sua casa: deveríamos aprender a proclamar um gigantesco e definitivo “Não” para nossa confusão autocentrada.

Que possamos interromper nosso falatório incessante. Que possamos enfim parar. Começando agora!

No grande cansaço, nessa completa desistência, bem quietos, deitamos. Daqui a pouco um ser brincante, desses completamente livres, vai nos levantar pelo braço: “Venha! Há muito trabalho para quem não mais se cansa.”

~ Gustavo Gitti. Texto recebido por e-mail.

Newsworthy #1

newsworthy | adjetivo
  1. interessante.
  2. que merece ser publicado.
    “você precisa cobrir uma extensão muito grande de informações para encontrar alguma coisa interessante”

Uma amiga minha costuma dizer que sou um garimpeiro, pois encontrar alguma coisa bacana nessa montanha de informações que é a internet é um trabalho muito complexo. E apesar de ser extenuante, eu gosto muito do que faço. Em alguns momentos acho que estou fazendo isso por você, que está lendo estas palavras tão fora de contexto, mas concluo que tudo o que está publicado neste blog é uma extensão de mim mesmo. Faço isso por mim. Exteriorizo a bagunça que acontece aqui dentro. E como é bom encontrar outras pessoas que compartilham deste mesmo sentimento. Que não se saciam com o pouco. Que estão sempre procurando algo mais amável em suas vidas. E puxa, como é ótimo compartilhar isso com vocês!

Apesar de muitos projetos inconcluídos, ou até mesmo rascunhados e não publicados, aqui está mais um! A intenção deste espaço é compartir ideias, textos, imagens e vídeos especiais, que chamaram minha atenção em algum milésimo de segundo, mas que não tiveram a oportunidade de ganhar um post próprio. Mas que, nem por isso são menos interessantes. Segue um rascunho do que consegui reunir durante a semana (e se quiser saber mais sobre o assunto, é só clicar na imagem para ser redirecionado à fonte):

Cenas divertidas com monumentos e recortes de papel

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O artista de recortes de papel Rich McCor, cria pequenas silhuetas com papel picado, que ganham vida ao serem justapostas com monumentos e grandes marcos europeus. Posicionando os recortes simples em um ângulo perfeito, McCor dá a sensação aos seus espectadores de que edifícios, estátuas e fontes estão interagindo diretamente com seu trabalho, fotografando as divertidas cenas, frutos desta mistura, e postando em sua conta no Instagram.

Duas vezes ao ano, o pôr do sol fica perfeitamente alinhado com este píer

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A foto incrível que você vê aqui em cima mostra o píer Scripps, que fica em La Jolla, Califórnia. A imagem capturou um momento raro: essa composição perfeita do sol se pondo entre os pilares da estrutura só acontece duas vezes ao ano. Segundo o site Bored Panda, os dias exatos do alinhamento variam, mas costumam cair no começo de maio e na primeira quinzena de agosto. Quando o momento chega, a praia fica repleta de fotógrafos ávidos por registrar a cena.

Árvore da vida

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Degree é o artista por detrás da obra intitulada Árvore da Vida, uma litografia com anéis internos de uma árvore formados por pequenos animais da fauna mundial. O objetivo é destacar a responsabilidade que temos em deixar animais selvagens prosperarem em seu habitat natural; a escolha inerente à preservação da natureza que constitui a base das atitudes sociais para com a nossa Mãe Natureza.

Baptiste Debombourg e sua incrível arte com grampos

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O artista francês Baptiste Debombourg surpreendeu recentemente com seu trabalho “Aggravure”, que justapõe imagens clássicas com grampos como uma espécie de gravura contemporânea “maneirista”, e é difícil não se impressionar. A delicadeza e sutileza com que os grampos são apoiados sobre a tela formando impressionantes imagens, é linda. Taí uma coisa que você pode tentar fazer em casa.

Entre a arte de rua e a cultura pop!

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Arte de rua, mashups e cultura pop, assim podemos definir os trabalhos do artista americano Jerkface, com sede em Nova Iorque, que produz algumas obras de arte e murais coloridos, inspirado por personagens de desenhos animados, como Homer Simpson, Bob Esponja, Pernalonga, Bunny, Pantera Cor-De-Rosa, entre outros.

Recortes da natureza

A beleza da natureza por si só já é algo maravilhoso de se admirar, mas Nikolai Tolstyh conseguiu uma outra forma de extrair ainda mais dessa perfeição, na sua série de fotos intitulada My Lightweight World.

A ideia deste artista é simples: em folhas de papel, ele faz recortes das silhuetas de diferentes tipos de animais e preenche o vazio interno com as diversas cores que a natureza proporciona. O resultado é simplesmente fascinante! Confiram alguns a seguir:

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~ Monique Costa para o Nerd Geek Feelings.

Poemas inspiradores #2

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AINDA ASSIM ME LEVANTO

de Maya Angelou

Você pode me inscrever na história
Com as mentiras amargas que contar
Você pode me arrastar no pó,
Ainda assim, como pó, vou me levantar

Minha elegância o perturba?
Por que você afunda no pesar?
Porque eu caminho como se eu tivesse
Petróleo jorrando na sala de estar

Assim como a lua ou o sol
Com a certeza das ondas no mar
Como se ergue a esperança
Ainda assim, vou me levantar

Você queria me ver abatida?
Cabeça baixa, olhar caído,
Ombros curvados como lágrimas,
Com a alma a gritar enfraquecida?

Minha altivez o ofende?
Não leve isso tão a mal
Só porque eu rio como se tivesse
Minas de ouro no quintal

Você pode me fuzilar com palavras
E me retalhar com seu olhar
Pode me matar com seu ódio
Ainda assim, como ar, vou me levantar

Minha sensualidade o agita
E você, surpreso, se admira
Ao me ver dançar como se tivesse
Diamantes na altura da virilha?

Das choças dessa história escandalosa
Eu me levanto
De um passado que se ancora doloroso
Eu me levanto
Sou um oceano negro, vasto e irrequieto
Indo e vindo contra as marés eu me elevo
Esquecendo noites de terror e medo
Eu me levanto
Numa luz incomumente clara de manhã cedo
Eu me levanto
Trazendo os dons dos meus antepassados
Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto

~ Indicação por e-mail através do curso “Beautiful Inspirational Poems” do Highbrow, tradução de Francesca Angiolillo publicado na Folha de S. Paulo.