Terror em forma de criança

Alex Solis (apesar de não saber) é um grande parceiro deste blog, sempre com sua arte conceitual fenomenal (você pode conferir mais trabalhos dele nesta tag). Aproveitando que hoje é o Dia da Criança, e que no finalzinho deste mesmo mês os americanos (e um pouquinho de nós brasileiros) comemoram o Dia das Bruxas, apresentamos mais um trabalho ao Alex, que incorpora personagens de nossa cultura pop em sua forma pura e inocente, quase angelical, isso se não fossem vilões do terror que ocupam o obscuro de nossas psiques.

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Os clichês do Cristianimo

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Antoine de Saint-Exupéry era aviador e vivia pelos céus quando – segundo relata – teve uma pane no Saara e lá se encontrou com seu Pequeno Príncipe pela primeira vez.

Cristo saiu do seu assento celeste para descer à Terra e encontrar com todos os demais filhos de seu Pai.

Citações do Pequeno Príncipe são clichês, falar dos Evangelho é quase a definição de clichê. Porém, foi já ciente de como o coração humano pode se encher de altivez e presunção que Jesus deixou uma advertência para aqueles que buscam adentrar o Reino dos Céus:

Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos Céus.

Quem ignora o conselho está fadado a viver feito gente grande no próprio asteroide, sozinho.

~ Daniel Serrano para o *catavento.

O que a infância te ensinou, e você esqueceu

Todo mundo sente um pouco falta da vida que levava quando criança. As coisas, no geral, pareciam mais simples, não tínhamos  tantas preocupações com o que estava ou não acontecendo a nossa volta, se teríamos dinheiro para pagar a fatura do cartão de crédito no fim do mês ou se o peguete da balada ia ligar no dia seguinte. Mas o tempo voa, e quando menos esperamos, toda essa simplicidade parece ter ficado tão distante como se fizesse parte de outra vida. Aqui estão algumas coisas simples que fazíamos crianças, para você tentar se lembrar e aplicar à vida adulta também.

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1. Felicidade está nas coisas simples

Conforme vamos ficando mais velhos, ganhando nosso dinheiro e aprimorando nossos gostos, vamos criando uma necessidade de sempre querer mais, de sempre “achar pêlo em ovo” para desvalorizar aquilo que já temos. Isso é diferente de fazer planos. Aqui, a gente espera tanto de todas as coisas que esquece de valorizar o que é simples, do dia a dia, que acontece sem que a gente perceba, mas que faz toda diferença para nossa felicidade. Às vezes, um dia ensolarado, um sorriso despretensioso no metrô ou um simples elogio já faz com que nosso dia tome uma nova cara e melhore 100%.

2. Tudo bem pedir colo para os pais

Não sei quem foi que disse que, depois de mais velhos, admitir que está com medo ou simplesmente chorar por causa de uma decepção é mostrar sinal de fraqueza. Em parte essa pessoa está certa. PORÉM, não precisamos, de verdade, mostrar que somos fortes e imbatíveis 100% do tempo. Tem horas que a gente precisa descer do salto e nos dar o direito de não estarmos seguros. E nada melhor do que chorar nossas mágoas com quem já aguentou muito choro nosso e que oferece carinho sem nada em troca (ok, talvez em troca de alguns pratos lavados e a cama arrumada). Aproveitem mais o colo de seus pais, não sintam vergonha de pedir qualquer conselho para quem já te ensinou quase tudo.

3. Tempo livre é para se divertir

Depois que chegamos nessa tal fase adulta e começamos a trabalhar, nos preocupar com as contas chegando, a promoção no trabalho, o TCC na faculdade ou na pós-graduação, envolvemos e desgastamos tanto nossos pensamentos nesses objetivos que, ao sinal de qualquer tempo livre, só queremos dormir para nos recuperar para mais um dia de labuta. A vida feita só de coisas sérias e obrigações fica chata demais, e quando você menos perceber, os anos se passaram sem que você os visse e os aproveitasse. Então, aproveite sua vida da forma mais feliz e completa possível, encaixando sucesso e diversão, foco e brincadeiras, momentos sérios e gargalhadas sinceras. Relaxar é preciso!

Playing Hide and Seek

4. Não se preocupar com o que vão pensar

A gente acaba criando tantos pudores e preconceitos dentro de nós mesmos que, muitas vezes, nos prendemos em uma gaiola e deixamos de fazer muita coisa com medo do que as outras pessoas poderão pensar. Se você é assim, só te digo uma coisa: liberte-se destes seus medos! Lógico que você não deve magoar os outros (lembre-se do bom senso), mas originalidade e atitude são coisas admiráveis e que estão em extinção hoje em dia. Se mostre ao mundo como você é de verdade, sem medo ou vergonha do que irão pensar!

5. Saber perdoar

Lembro das vezes que brigava com minhas amiguinhas por coisas idiotas (mas que na época pareciam o fim do mundo), e no dia seguinte já estávamos lá brincando sem nem lembrar do ocorrido. Crianças tem uma inocência e uma leveza única e muito admirável. Hoje em dia é cada vez mais difícil perdoar os erros que cometem com a gente, e claro que muitas vezes é preciso colocar nosso amor próprio em primeiro lugar para não fazer papel de idiota, mas será que daqui uns anos não acharemos essas brigas idiotas também como hoje achamos as da época de criança? Saber perdoar é uma virtude que precisamos criar dentro de nós. Não apenas agir dessa forma “pra gringo ver”, mas acreditar nisso e deixar realmente o que passou lá para trás.

6. Se sujar sem frescura

Que saudade que tenho de poder subir em árvore, rolar na grama, brincar na areia da praia sem ninguém me olhar pensando que eu sou maluca. Era muito bom ser livre para aproveitar todas as coisas sem nos preocupar se o cabelo armaria ou se a roupa sujaria. É claro que tem momentos que não podemos (e nem devemos) nos dar a esse luxo (já imaginou você indo a uma reunião todo sujo de terra?), mas quando o nosso dia permitir, aproveite seus momentos sem se importar se o cabelo irá embaraçar. Afinal, já dizem por aí que tudo que é bom na vida despenteia!

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7. Ser sincero com o que está pensando e sentindo

Quantas vezes temos a sensação de estar acumulando tanta coisa dentro de nós que estamos prestes a explodir? Queria muito voltar a ter aquela coragem infantil de sempre falar quando não queria alguma coisa, quando não gostava de algo ou quando estava chateada com alguém. Mas temos essa mania de juntar tudo dentro de nós e ir arrastando isso pela nossa vida. Minha mãe sempre me disse que “é melhor uma verdade doída do que uma mentira mal contada” e eu acho que ela está certa. Mais do que ter sinceridade com os outros, precisamos ser sinceros com nós mesmos, nos permitir agir da maneira que achamos melhor e fazer uma limpeza em todo esse lixo acumulado (incluindo aquele juntado por anos embaixo do tapete).

8. Comer o que estiver com vontade sem sentir culpa

Que delícia aqueles salgadinhos e docinhos de festa infantil, não é? Lógico que a saúde e a satisfação com o próprio corpo vem sempre em primeiro lugar, mas, às vezes é necessário ceder a um pequeno capricho destes para nossa alegria, sem nos preocupar com a quantidade de calorias. Só não vale comer 20 brigadeirinhos e depois reclamar, hein?

9. Fazer planos para quando for “gente grande”

Quem disse que já chegamos na tal idade de ser “gente grande” como falávamos quando crianças? Eu sou da opinião – e me perdoe quem não concordar – que sempre temos alguma coisa para aprender, para atingir. É muito chato e simplista não almejar absolutamente nada mais para sua vida (sejam grandes feitos ou coisinhas simples). Eu ainda não sou gente grande, e nem sei se algum dia vou chegar lá, porque sou dessas pessoas que sempre estão com novos planos e pensando em novas possibilidades, novos objetivos. É importante que a gente não se considere nesse tal grupo de “gente grande” para continuar esperando (e ir atrás) de novidades para a vida, não se contentar com o que ainda não te fez totalmente realizado e satisfeito.

~ Carol Sassatelli para o Entre Todas as Coisas.

Crianças encontram solução para fome no mundo

Observar as complexas questões do mundo e da existência sob uma ótica infantil costuma proporcionar reflexões bastante relevantes. Crianças já definiram de forma leve e divertida as mais diversas palavras e até mesmo sentimentos complexos como o amor. Em um experimento curioso, organizado pela Action Against Hunger, elas conseguiram dar uma solução simples e eficiente para combater a fome no mundo.

Vinte crianças foram divididas em pares e convidadas a entrarem em uma sala. Na mesa, havia dois pratos cobertos e, assim que a tutora avisava que iria se ausentar por cinco minutos, tempo suficiente para encontrar um suposto fotógrafo, os pequenos eram convidados a fazerem um lanchinho com o que havia nos pratos. A surpresa: enquanto um dos pratos trazia um sanduíche, o outro estava vazio.

Confira a reação dos pequenos:


É interessante observar a reação das crianças ao perceberem a diferença. O espanto, em ambas as faces, é logo resolvido: compartilhar o sanduíche é uma ação natural; nem se pensa duas vezes. De acordo com o texto mostrado ao fim do vídeo, cerca de 3,5 milhões de crianças ainda morrem de fome todos os anos, sendo que o planeta tem condições para produzir muito mais alimentos do que o necessário para nutrir todos os seus habitantes.

Este vídeo foi produzido em 2012, mas recentemente voltou a ser pauta de discussão na internet. A empatia das crianças, percebida no ato de compartilhar, poderia ser o começo para a resolução de problemas como a fome e a desigualdade social. Mas por que nós deixamos essa característica de lado à medida que crescemos? Este experimento simples nos faz desejar um mundo em que as pessoas se tornem adultas, porém sem deixar para trás a simplicidade e a empatia de uma criança.

~ Hypeness.

Chão de giz

A produção desse vídeo é realmente sensacional, em poucos minutos ele consegue demonstrar o sentimento de uma criança que deve estar sentindo falta de alguma coisa. Essa criança pega meia dúzia de giz e desenha no chão aquilo que deixa as pessoas impressionadas e emocionadas ao mesmo tempo.

Só vendo o vídeo para saber do que estou falando, realmente foi de emocionar o que essa criança fez para suprir sua necessidade:

“Alguns de nós, ao contrário dos mais privilegiados, valoriza e deseja o amor materno. Ame e seja amado incondicionalmente. Adote uma criança.”

~ Indicação do Awebic.