Busque…

A maior habilidade que uma pessoa pode escolher para desenvolver nessa época em que vivemos, sem dúvidas, é a interpessoal, que nada mais é do que a capacidade de se relacionar bem com o seu semelhante. É evidente, que muitas pessoas encontram dificuldades em executar de forma eficiente essa questão, haja vista, que em qualquer tipo de relacionamento existem inúmeras variáveis que tornam essa questão um grande desafio para todos nós. Ciente dessas dificuldades, todos podemos exercitar pequenas atitudes para que possamos nos relacionar melhor diariamente.

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BUSQUE…

…gostar das pessoas: tenha interesse pelas pessoas, incite sua curiosidade por elas e principalmente, demonstre para as mesmas, que você aprecia aquilo que elas fazem. Em outras palavras, use sua simpatia para demonstrar para as pessoas a importância que elas tem para a sua vida e o quanto você valoriza isso.

…ser bem humorado: a maior característica de uma pessoa de marketing pessoal forte é o sorriso. Não há dúvidas de que, o bom humor conquista/seduz as pessoas, pois, é algo que faz com que as mesmas se sintam valorizadas e queridas.  Digo isso, porque você está lidando com seres humanos, cheios de dúvidas, medos, incertezas, inseguranças e instabilidade, sendo assim, transmita emoções positivas, para que assim, você consiga ganhar a confiança das pessoas.

…ouvir as pessoas: acredite, algumas pessoas não querem as soluções para os seus respectivos problemas, e sim que exista alguém que esteja disposto a ouvi-los. Sendo assim, uma das habilidades imprescindíveis  de relacionamento saudável é exatamente saber ouvir as pessoas. Algo valioso que aprendi em minha vida, foi que estimular as pessoas a falarem de si mesmas, é uma atitude ímpar para que as mesmas criem um vínculo afetivo comigo, fazendo de mim, uma pessoa interessante.

…perdoar as pessoas: somos seres muito diferentes uns dos outros, portanto, é natural que haja atritos, divergências e desgastes em um relacionamento. A questão é a seguinte: como você administra esses conflitos? O segredo é olvidar, pois, é preciso aceitar que algumas pessoas irão nos machucar de vez em quando, mas, por acreditarmos nelas, devemos praticar o ato de perdão.

…aceitar a diversidade: a heterogeneidade é algo que deve ser valorizado pelas pessoas, e não o contrário. Examine-te a ti mesmo e responda para si próprio, se você é uma pessoa que expede julgamentos por conta de religião, classe social, etnia, opção sexual, enfim, tudo aquilo que você discorda, e repare se é capaz de enxergar as pessoas de forma igualitária e justa.

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BUSQUE…

…desejar para as pessoas tudo aquilo que deseja para si mesmo: colhemos exatamente aquilo que plantamos, ou seja, se desejar sucesso para você, aprenda a desejar o sucesso para os outros também. Fazendo isso, esse desejo voltará para você multiplicado por cem. Além disso, busque agir em prol das pessoas e sempre esteja disposto a ajudá-las quando preciso, pois, o universo conspira a favor daqueles que praticam a bondade e a caridade.

…agradar as pessoas: busque, sem perder sua autenticidade, satisfazer as necessidades dos outros. Por exemplo: se for conversar com alguém que gosta de falar sobre futebol, procure se adequar a isso (conheça o time de coração dele, o último título conquistado, qual a posição do mesmo no campeonato, etc.) para que assim, você torne a conversa interessante para ambas às partes. Outro bom exemplo, é que você pode descobrir qual é o presente que uma pessoa gostaria de receber e fazer uma surpresa para ela. Enfim, busque ser uma pessoa sempre disposta a fazer a diferença de forma positiva na vida das pessoas.

…elogiar as pessoas: saiba reconhecer as qualidades alheias e apreciá-las, para que assim, as pessoas se sintam autoconfiantes ao seu lado, e principalmente, abertas para contar seus problemas e frustrações. Além disso, busque contar um pouco de suas experiências (positivas e negativas) para a outra parte, pois assim, você estará sendo transparente e sincero, e essas, são duas qualidades muito bem valorizadas pelas pessoas.

…ter empatia: tente se colocar no lugar da outra pessoa, buscando entender seus sentimentos e desejos, para que assim, você possa ajudá-la de alguma forma. Digo isso, porque muitas das vezes, somos egoístas e somente vemos o nosso lado, negligenciando os problemas da outra parte, sendo assim, devemos otimizar nossas habilidades de sentir e perceber o nosso próximo.

…valorizar mais os pontos positivos do que os negativos: com relação aos defeitos de uma pessoa, você deve entender que também é um ser errante, e que possui, inúmeros pontos negativos que a outra parte também percebe e despreza. Portanto, volte suas atenções para as coisas boas e esqueça as ruins (isso não quer dizer que você não irá dar um conselho para ajudar uma pessoa, se perceber um equívoco da mesma), haja vista, que todas as pessoas do mundo, possuem qualidades e aptidões únicas, que fazem com que o mundo seja múltiplo, e dotado de uma diversidade ímpar.

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BUSQUE…

…otimizar suas habilidades de comunicação: trabalhe sua linguagem verbal (dicção, eloquência, tom de voz, etc.) e também sua linguagem não verbal (postura atenta, olhos fixados na outra parte, etc.) para que assim, as pessoas consigam ter facilidade de compreender a sua mensagem. Algumas pessoas falam rápido demais, possuem um conjunto de palavras desordenadas, são ansiosos e não conseguem deixar de interromper a fala do outro, ou, até mesmo, demonstram falta de interesse pelo assunto em questão, enfim, fazem tudo errado.

…ter iniciativa: seja uma pessoa que busca interagir com as outras, ou seja, demonstre para o mundo que você existe, haja vista, que é impossível estabelecer um networking inteligente se você for tímido, introvertido e comedido, sendo assim, busque ser alguém que toma iniciativa e procura interatuar com os outros.

…reconhecer seus erros: o problema não é errar, e sim não corrigir o erro. O homem que reconhece seu erro, demonstra, além de cordialidade e nobreza, uma grande humildade. Em outras palavras, não seja orgulhoso e prepotente, como um deus na terra, que não tem capacidade para reconhecer os próprios erros cometidos.

…sempre fazer com que a pessoa tenha a sensação de que teve participação ativa no sucesso de uma meta: você precisa aprender a dividir seus êxitos com as pessoas, haja vista, que em um relacionamento, é sempre mais benéfico dar do que receber. Além disso, partilhe seus conhecimentos e informações para as outras pessoas constantemente, afinal de contas, o que você fará com isso tudo sozinho?

…não constranger as pessoas: cuidado para não envergonhar uma pessoa, principalmente, se a mesma for tímida. Sendo assim, busque agir educadamente, sempre respeitando as pessoas e procurando ser gentil com as mesmas.

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BUSQUE…

…ter autocontrole: autocontrole significa a sua capacidade de gerir seus próprios sentimentos e pensamentos, de forma que o meio termo, é a chave para a consecução eficiente desse fator. Em outras palavras, a paciência deve ser um dos pilares da pessoa, para que assim, a mesma consiga suportar as objeções e importunações que a vida certamente trará.

…ser respeitoso com as pessoas: aprenda a respeitar as opiniões alheias, ou seja, não aja como um juiz, sempre pronto para julgar a causa do próximo. O negócio não é defender suas ideias, e sim ajudar as pessoas a entenderem as delas.

…abnegar de algumas coisas: sempre que possível, abra mão de algumas coisas para que uma pessoa seja ajudada por você, ou seja, às vezes, você terá que perder uma coisa no presente para ganhá-la no futuro. Vale lembrar que, sempre quando for praticar uma boa ação, faça de bom grado, nunca por obrigação, pois assim, estará agindo de maneira nobre e inteligente.

…copiar algumas pessoas: você conhece alguma pessoa que possui facilidades de relacionamento? Se sim, porque não observa o comportamento da mesma, e busca, tentar trazer para si, alguns atributos que fazem com que a mesma tenha tanto prestígio?

…atacar o problema, não a pessoa: se tiver que criticar uma pessoa, busque atacar os fatos, ou seja, não faça ataques pessoais. É evidente, que nossos amigos, por muitas vezes, precisarão de nosso auxílio, todavia, pense bem antes de externar um pensamento e quando o fizer, saiba ser sutil, para que a outra parte não se sinta atacada, pois, lembre-se, o que uma pessoa espera de um amigo é o sorriso e não a espada.

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A melhor maneira de crescer internamente e profissionalmente é investindo nos relacionamentos, pois, esse é o grande segredo para qualquer pessoa vencer não só no mercado de trabalho, mas também na vida, sendo assim, que possamos criar, dentro de nós mesmos, essa insigne habilidade.

~ Pablo de Paula para o Administradores.

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Como fazer o elogio perfeito

Muitas pessoas sempre enfiam uma crítica no meio dos seus elogios. Por quê?

Deve ser inconsciente. Pra não parecer que estão puxando o saco. Pro outro não ficar se achando.

Dizem: “adoro seu texto, pena que você não sabe usar crase”; “excelente trabalho, só não esqueça de grampear tudo dessa vez”; “muito bem feito, Maria, você esqueceu apenas esse pontinho aqui.”

Sempre tem um “mas”.

E, como todo mundo presta mais atenção no negativo do que no positivo, o indivíduo sai dali ruminando a pequena crítica ao invés de apreciando todos os elogios que vieram antes. O poder do elogio é completamente neutralizado. Não adiantou de nada.

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Mas cuidado com o auto-elogio. O gato que se achava leão foi pisoteado pela gazela.

Pouca gente entende a força de um elogio sem reservas, absoluto, incondicional.

Como ex-professor e ex-empresário, sempre fiz um esforço consciente para não sabotar meus elogios. Quando alguém faz uma coisa boa ou precisa de estímulo, dou um elogio completo. Naturalmente, sempre existem críticas, mas elas podem e devem esperar. Feitas juntas, uma gota de crítica contamina um litro de elogio.

Então, primeiro eu elogio o Paulinho ter acertado todos os exercícios de compreensão auditiva, seu ouvido é ótimo, adorei, parabéns! Depois, outro dia, eu chamo ele e digo que estou preocupado com sua redação, ele cometeu muitos erros nos tempos verbais, precisa se dedicar mais. Cada coisa na sua hora.

Não estrague a força do seu elogio. Elogio é poder.

Autor: Alex Castro. Fonte: Papo de Homem.

Uma era de abas e papadas iluminadas

 

Proponho um desafio: leia esse texto, até o fim, sem sair da frente do computador, sem trocar de aba do navegador ou sem desviar a atenção para a televisão que está próxima a você.

Semana passada, eu estava no metrô, ouvindo música no meu celular e lendo um livro, quando, distraído, reparei nas pessoas no vagão. Contando por cima, havia uns 20 indivíduos ali, dos quais mais da metade tinha algo para “matar o tempo” (música, jornal, joguinho, e-book, tablet…). No mesmo dia, reparei na diferença das expressões inglesas kill time e spend time. Kill time se refere a arranjar algo para matar o tempo perdido, como horas em que você fica no metrô sem fazer nada, ou no aeroporto esperando por um avião. Spend time, por outro lado, se refere ao uso do seu tempo propriamente dito: você pode spend your time passeando durante o fim de semana, ou estudando para uma prova difícil da semana que vem.

Entenderam a diferença? Pois bem, eu não.

Não entendo, por ver constantemente gente killing e spending time ao mesmo tempo. Há umas duas semanas, estávamos spending time com uns amigos em um bar, quando reparei que uma menina não desgrudava os olhos do celular. De dois em dois minutos, o Whatsapp notificava que alguém, em outro lugar do mundo, também estava olhando fixamente para o celular para responder a ela.

De imediato, minha vontade foi dizer que não é legal ficar prestando atenção no celular enquanto ela estava ali, com pessoas reais ao seu redor. E, pior: falar o quanto a luz do celular embaixo do seu rosto ressaltava sua papada num ambiente escuro. Considerando sua vaidade, aposto que pelo menos o segundo argumento teria algum impacto. Mas quanto ao primeiro, fiquei pensando. Será que, para ela, a realidade era a mesma? Talvez não, poderia ser o inverso. Talvez, na ótica dela, o celular fosse a prioridade, e nós, o bar, a bebida e o mundo físico, o segundo plano naquele momento.

Percebi, então, que estamos acostumado a falar de foco, em um tempo em que essa palavra já não existe mais.

“Foco é coisa do passado. No mundo moderno, queremos sentir tudo o tempo todo. Não faz sentido em apenas dar um passeio no parque quando podemos também ouvir música nos fones de ouvido, mastigar um cachorro-quente, vestir solas vibratórias no seu máximo, e observar o carnaval ambulante da humanidade. Nossas escolhas berram o credo de uma nova ordem mundial: estímulo! O pensamento e a criatividade se tornam subservientes à meta singular de saturar nossos sentidos. Mas sou da velha escola. Se você não estiver preparada para se concentrar em mim quando estiver comigo – conversa, toque, nosso momentâneo entrelaçar das almas –, então sai da minha frente e volte para seus 500 canais de vida com som surround.” (Neil Strauss)

Assistimos a vídeos no YouTube, enquanto escrevemos para blogs e respondemos no Facebook. Lemos e ouvimos músicas ao mesmo tempo. Assistimos TV com o notebook no colo e o celular na mão. Acreditamos, sem dúvida alguma, que temos cérebros multitarefas e que, assim como nos navegadores, podemos abrir tantas abas quanto quisermos.

E isso vicia. Faça um experimento: a cada dia, comece a colocar 5% de sal a mais nas suas refeições a partir de hoje. Em quinze dias, quando a quantidade de sal terá praticamente dobrado, volte a comer com o tempero que você come agora. A resposta vai estar ali, naquele prato sem gosto, que há quinze dias era delicioso para você.

 

Os textos e os parágrafos estão diminuindo, enquanto as cores e intensidade das TVs e dos telões estão aumentando. Precisamos ser estimulados cada vez mais, precisamos matar nosso desejo por mais e mais sal, fugimos a todo custo do grande inimigo da nossa geração: o tédio.

Tédio é abstinência de estímulos: é o silêncio agressivo para os que estão acostumado com fones de ouvidos escandalosos; é a palidez de um dia nublado para os acostumados com a alta resolução 3D de um televisor gigante; é a chatice de uma conversa a dois, para os acostumados a conversar com vinte amigos no bolso; é, por fim, a incômoda sensação de precisar pensar, para os que estão acostumado apenas a sentir.

Beethoven, meus caros, não escreveu a Nona enquanto conversava no Facebook. Hemingway não escreveu seus contos em frente a uma TV. Da Vinci não criaria milhares e milhares de invenções, se tivesse milhares e milhares de abas abertas em seu navegador. Freud não conheceria a fundo o funcionamento humano, se observasse apenas papadas iluminadas. Devemos muito, portanto, ao tédio – por ter dado a alguns gênios tempo para mudar nossa vida de hoje.

E quanto a nós?

Queremos continuar gastando mais de cinco horas diárias no Facebook, sem produzir absolutamente nada, e mentir para nós mesmos que estamos, pelo menos, sendo sociáveis?

Queremos reduzir nossa produtividade para matar nosso desejo pelo sal?

Queremos perder um aprendizado importantíssimo de um texto ótimo, só por trocar a aba para o YouTube?

Foco é resultado de exercício. Faça o teste inverso: tire 5% do sal da sua comida, diariamente, acostume-se com o gosto, e em quinze dias repare em como você aproveita mais os diferentes sabores da sua refeição. Esforce-se, por mais difícil que seja, para dar 100% de sua atenção para sua atividade principal, e perceba a visível melhora no resultado. Desligue as notificações de seu celular e note como as pessoas ao seu redor são interessantes. Passe vinte minutos parado, pensando, e perceba o quanto isso pode melhorar seu dia.

Se nada disso funcionar, lembre-se de como você fica feio com sua papada iluminada, e tenha o bom senso de guardar o celular.

Autor: Gustavo Di Lorenzo. Fonte: Comunicadores.