Os felinos mais famosos da Internet

Gatos são esculpidos e pintados há milênios. Na era da internet, eles são filmados e postados em blogs, sites e no YouTube, tornando-se famosos por suas aparências, caretas, brincadeiras, características particulares e alguns até por suas histórias cativantes. E este post é dedicado a eles. Reunimos aqui alguns dos gatos mais famosos da internet:


Maru (まる, que significa círculo ou redondo) é um Scottish Fold japonês. Ele tem angariado fãs no YouTube por anos com sua divertidas travessuras. Em abril de 2013, alguns de seus vídeos com Maru foram exibidos mais de 200 MILHÕES de vezes. Deslizando em caixas de papel ou se escondendo em latas de lixo, Maru já fez de tudo. Clique aqui para conhecer mais sobre o Maru!

Most-Famous-Felines-001

Most-Famous-Felines-002

Most-Famous-Felines-003

Most-Famous-Felines-004

Tardar Sauce (Molho Tártaro), ou, como é mais conhecido: gato mal-humorado, na verdade é uma celebridade feminina facilmente reconhecida por sua expressão facial icônica. Sua “mãe”, Tabatha Bundesen, diz que seu rosto permanentemente mal-humorado é devido uma doença felina. Ela se lançou ao estrelato em 2013, depois que várias imagens foram compartilhadas no Reddit. Clique aqui para conhecer mais sobre a Tauder Sauce!

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-24

Most-Famous-Felines-006

Most-Famous-Felines-007

Most-Famous-Felines-008

Snoopy the Cat é uma das gatas mais populares do mundo, especialmente na China. Como você pode perceber, ela é muito gordinha e “abraçável”, além de possuir olhos realmente grandes. Clique aqui para conhecer mais sobre a Snoopy!

Most-Famous-Felines-009

Most-Famous-Felines-010

Most-Famous-Felines-011

Most-Famous-Felines-012

Lil Bub é celebridade norte-americana conhecida por sua aparência sempre zombeteira e com a linguinha pra fora. Suas fotos foram publicadas primeiro no Tumblr, e então decolou depois de ser apresentado no site de notícias sociais Reddit. Ela nasceu com várias mutações genéticas que explicam o motivo pelo qual sua língua fica para fora permanentemente, além de ter sido diagnosticada com uma doença óssea rara, osteopetrosis. Clique aqui para conhecer mais sobre o Lil Bub!

Most-Famous-Felines-013

Most-Famous-Felines-014

Most-Famous-Felines-015

10507908_677528795659451_108988340_n

Colonel Meow era um gato persa que alcançou sua fama em 2012 e, desde então, ganhou centenas de milhares de fãs (ou minions, como “ele” os chama nas redes sociais). Quando a notícia da doença do gatinho se espalhou pela web, fãs veterinários e também médicos correram para mostrar seu apoio. Recentemente, ele conseguiu um lugar no Guinness World Records por ser o gato com o pêlo mais longo, com uma média de nove polegadas. Infelizmente, faleceu em janeiro do ano passado. Clique aqui para conhecer mais sobre o Colonel!

colonel

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-35

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-36

11954592_612905388851745_1439527908296292733_n

Cooper é um velho gato americano de pêlo curto vivendo em Seattle. Uma vez por semana ele usa uma câmera digital leve presa à sua coleira, registrando cada um de seus movimentos a cada 2 minutos. Clique aqui para conhecer mais sobre o Cooper!

Most-Famous-Felines-020

Most-Famous-Felines-021

Most-Famous-Felines-022

Most-Famous-Felines-023

Nala um gata vesga adorável que vive no conforto de Los Angeles, Califórnia, famosa por suas palhaçadas divertidas no Facebook. Há toda uma série de mercadoria Nala se você é um fã, incluindo Nala casos de telefone móvel, t-shirt e arco colares. Clique aqui para conhecer mais sobre a Nala!

Most-Famous-Felines-024

Most-Famous-Felines-026

nala1

nala13

Cingapura possui seu próprio gato gangster, e que tem sido destaque em todo o mundo. Ele tem vários ferimentos no rosto devido à brigas com outros gatos machos, daí o seu nome: Scarface. Ele possui até o seu próprio calendário, produzido pela Welfare Society. Clique aqui para conhecer mais sobre o Scarface!

10438204_463010450525700_2259627401726393396_n

Most-Famous-Felines-030

11181309_466818746811537_3204906564720435406_n

11377161_457124207780991_2967468874354116781_n

Hamilton the Cat Hipster possui um bigode real que é melhor do que qualquer bigode que já andou neste planeta. Clique aqui para conhecer mais sobre o Hamilton!

Most-Famous-Felines-034

Most-Famous-Felines-035

Most-Famous-Felines-036

Most-Famous-Felines-037

O artista de rua James Bowen, e seu fiel gato cor de gengibre Bob, se encontraram em 2007, quando suas vidas estavam em baixa. Sua fantástica história é até contada no livro Um Gato de Rua Chamado BobClique aqui para conhecer mais sobre o Bob!

Most-Famous-Felines-031

Most-Famous-Felines-032

Most-Famous-Felines-033

11147011_714374165339060_2836558869759958822_n

Pra terminar, algumas outras fofuras em bolas de pêlos:

Spangles, o vesguinho:

Shinoreko, o dorminhoco:

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-2

Garfi, o zangado:

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-5

Sam, o expressivo:

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-12

Venus, o “Duas-Caras”:

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-21

Fukumaru, o “olho ímpar”:

Os-Gatos-Mais-Famosos-da-Internet-Blog-Animal-32

~ Compilado dos sites Cutestpaw, Hypeness, O Globo, Blog Animal e Patas Fofas.

Anúncios

Baixa eficiência, parte 1

Em editorial intitulado “Baixa eficiência”, a Folha de S. Paulo de 10 de abril de 2007, constata que “não é exatamente uma novidade” o fato de o Congresso brasileiro trabalhar mal.

Apresentando argumentos que comprovam o desempenho insatisfatório de nossos parlamentares, o jornal mostra que o governo aprova muito mais projetos de lei que o Legislativo, o que decorre principalmente “da enorme força que o Executivo acumula no presidencialismo brasileiro”.

A certa altura do editorial, entretanto, a Folha de S. Paulo afirma que “num certo sentido, é bom que os parlamentares não encontrem muito espaço para converter suas ideias em lei”, pois “boa parte dos 7.106 [hoje 15.539] projetos que até a semana passada tramitavam na Câmara vai do estapafúrdio ao irrelevante”.

De fato, uma visita ao site da Câmara dos Deputados [ou através da iniciativa do site Vote na Web] é extremamente esclarecedora no sentido de revelar quantos projetos de lei de ínfima importância ou verdadeiramente absurdos transitam ou transitaram naquela Casa legislativa, sem que o cidadão tenha o mínimo conhecimento do que fazem seus representantes quando desempenham suas funções de legislar.

Confira alguns projetos que foram até destacados pela Revista SuperInteressante, ao qual elaborou as imagens abaixo:

12065512_10153965304537580_8855589149524943726_n

Projeto de Lei nº 771/2015: Segundo o deputado, os taxistas e caminhoneiros estão sujeitos a muitos riscos devido à violência no país, por isso, ele acredita que este projeto de lei é importante para garantir o direito de defesa destes trabalhadores. {REPROVADO por 67% dos usuários do site Vote Na Web} Fato interessante que o Projeto de Lei nº 7.314/2010 da Deputada Solange Almeida pelo PMDB, tenta alterar a mesma lei, proibindo a utilização de armas de fogo por vigilantes de bancos. Na certa, cassetetes de borracha são muito mais eficientes contra assaltos!

12088592_10153965304462580_8314791580637691273_n

Projeto de Lei nº 713/2015: Segundo o deputado, após o Estatuto do Desarmamento em 2003, muitas pessoas optaram por permanecer na ilegalidade, não apresentando suas armas de fogo e desarmando-se, talvez ele achasse que os criminosos fossem cumprir a lei! Presume-se então, que num possível confronto entre policiais e delinquentes, com emprego de arma de fogo, estes últimos nada precisam provar. O problema é que este subterfúgio poderia ser utilizado indiscriminadamente, no abuso de força policial.

12074921_10153965304457580_3852141448494975221_n

Projeto de Lei nº 955/2015: Segundo o autor do texto, “as redes sociais têm interferindo nas decisões em todos os níveis e impactado o modo como as pessoas se relacionam. […] Diante dessa realidade, urge que se discuta a abrangência dessas mídias sociais, sobretudo quando utilizadas por autoridades que, por dever de ofício, devem posicionar neutralidade em questões conflitantes.” Não olvidava o mesmo de que estaria infringindo o direito de livre expressão disposto na Constituição Federal. Da mesma forma que uma correspondência contendo endereço incompleto é devolvida ao remetente, seu projeto foi embargado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.

12112262_10153965304432580_7089482905428574657_n

Projeto de Lei nº 1.463/2015: Visando “presentear” as Assembleias de Deus com a inscrição legal, oficializando o seu Dia Nacional em comemoração aos seus mais de 100 anos de existência, o deputado ainda precisa obedecer ao critério da alta significação imposto pela Lei nº 12.345/2010.

11148344_10153965304342580_7997964348819787557_n

Projeto de Lei nº 1.168/2015: Segundo o deputado, “em matéria de multas eleitorais, os partidos políticos […] devem ser poupados desse tipo de sanção, a fim de que possam contribuir mais intensamente para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do sistema eleitoral”. Convenientemente, a retirada dessa responsabilidade solidária seria muito bem vinda aos partidos para utilização de meios ilícitos de propaganda eleitoral, “agindo em prol” de seus candidatos.

12143196_10153965304332580_6718633798210467762_n

Projeto de Lei nº 1.148/2015: A intenção do Executivo é fomentar a produção nacional; a intenção do deputado é tornar estes itens esportivos mais baratos ao serem importados, o que seria cessado caso alguma indústria quisesse se instalar no país, “em condições similares quanto ao padrão de qualidade, conteúdo técnico, preço ou capacidade produtiva”. Salienta-se que, numa população de mais de 200 milhões de habitantes, apenas 25.000 (0,0125%) praticam o esporte, segundo dados fornecidos na mesma proposta. O que nos cabe instaurar são os reais beneficiários desta isenção na aquisição desses equipamentos.

11205608_10153965304317580_230964167942741650_n

Projeto de Lei nº 1.627/2015: Segundo o deputado, por estarem inseridos num habitat em que lidam com criminosos, em alguns casos os policiais podem se contaminar com “invencível coação moral”, ou, em outras palavras, os policiais corruptos estão sujeitos à perda de seu cargo e salários. Por isto, necessitam de amparo para os mesmos e suas famílias através do benefício de pensão, atualmente regulamentada somente após a morte dos militares. Acredito que o legislador também possua algum projeto de lei que altere as leis do trabalho, garantindo aos trabalhadores demitidos por justa causa a garantia do recebimento do seguro-desemprego e benefícios previdenciários.

~ Compilado dos seguintes sites: imagens da Revista SuperInteressante, texto inicial de Antonio Carlos Olivieri para o UOL Vestibular, e detalhes dos projetos do Vote na Web e Câmara dos Deputados, que incluem críticas do autor deste blog.

O mundo está ficando melhor?

smiley-face-balloon-1728x810_28625

A imprensa – e os seres humanos em geral – têm um viés forte baseado na negatividade. Notícias econômicas ruins ficam mais tempo na cobertura de um (tele)jornal do que uma boa notícia. As experiências negativas afetam as pessoas por mais e por mais tempo, do que as positivas! Portanto, é natural que situações atípicas como a incursão da Rússia na Ucrânia, ou a ascensão do terrorismo, ou o surto de Ebola, chamarem mais a nossa atenção do que, digamos, o fato de que a extrema pobreza caiu pela metade desde 1990, ou de que a expectativa de vida está aumentando, especialmente em países mais pobres. Mas vale a pena dar um pouco de atenção para esses últimos fatores. O mundo está ficando muito, muito melhor em toda uma variedade de dimensões. E aqui estão apenas alguns exemplos:

A pobreza extrema caiu!

Este é provavelmente o quadro mais importante nesta lista. A taxa extraordinária de crescimento econômico na Índia e na China – bem como o crescimento mais lento, mas ainda significativo em outros países em desenvolvimento – levou a um grande declínio na parcela da população mundial que vive com menos de US$ 1,25 por dia, a parcela de 52% da população 1981, caiu para 43% em 1990, e para 21% em 2010! Os índices ainda são altos, e mesmo assim, alguns especialistas em desenvolvimento estão argumentando que esse limite deveria ser aumentado para US$ 10-15 por dia, mas o que muito se debate é um sinal do enorme progresso feito nas últimas décadas.

A fome está diminuindo…

O mapa abaixo mostra o Índice Global da Fome – uma medida de desnutrição calculada pelo Instituto de Pesquisa de Política Alimentar Internacional – na maior parte dos países do mundo entre 1990 e 2014. O vermelho e o laranja demonstram países que possuem altos níveis de fome e desnutrição, enquanto os verdes têm taxas mais baixas. É encorajador ver o mundo gradualmente se tornar menos vermelho e mais verde ao longo dos últimos 24 anos.

decline_global_hunger_gif.0

…e o trabalho infantil também!

Qualquer quantidade de trabalho infantil é demais para o trabalho infantil, e o ritmo em que ele está sendo reduzido não é rápido o suficiente para atender a meta de eliminar o trabalho infantil projetado pela Organização Internacional do Trabalho para o ano de 2016. Mas a taxa de declínio – reduzida em 1/3 entre 2000 e 2012 – não é trivial e merece ser comemorada.

A expectativa de vida aumentou.

A nível mundial, a expectativa de vida tanto para o sexo masculino quanto para o feminino, aumentou em seis anos de 1990 a 2012, mas os ganhos foram maiores em países de baixa renda, que percebram um aumento de cerca de nove anos para homens e mulheres. Ainda há uma desigualdade substancial entre países ricos e pobres; a expectativa de vida masculina é 16 anos mais elevada nos países de renda alta em comparação com as de baixa renda, e expectativa de vida feminina é 20 anos superior. Mas a diferença está lentamente se igualando.

A mortalidade infantil está decaindo.

A mortalidade infantil caiu quase pela metade desde 1990. Se você olhar para as regiões em desenvolvimento, os ganhos são ainda mais impressionantes. No leste da Ásia, América Latina, e no norte da África, a taxa de mortalidade de menores de cinco caíram mais de 2/3 no mesmo período, enquanto na África subsaariana caiu em 48%.

mortalityrate.0

A morte durante o parto é cada vez mais rara.

A mortalidade materna diminuiu 45% segundo a Organização Mundial de Saúde. E a queda têm sido especialmente dramática nos países africanos.

As pessoas estão ficando mais altas!!!

Este gráfico, retirado de uma pesquisa realizada por Gregory Clark, acompanha a altura dos esqueletos masculinos encontrados na Europa através de quase 2000 anos, e compara esses pontos de dados com as informações mais recentes. Por quase dois milênios, as alturas do sexo masculino permaneceram estáveis, mas com o advento da Revolução Industrial, elas começaram a subir abruptamente. Há muitos fatores determinantes para este aumento, mas padrões de nutrição e de vida em geral são os mais cruciais.

male-heights-from-skeletons-in-europe-1-2000-clark-645x403.0

Fumantes estão em baixa também!

De acordo com a Gallup (empresa de pesquisa de opinião dos Estados Unidos), após as Guerras Mundiais, uma grande maioria da população americana sempre foi fumante. Mesmo assim, já percorremos um longo caminho desde 1955, e enquanto naquela época 45% dos norte-americanos consumiam em média um maço de cigarros por semana, atualmente, esse percentual não é maior do que 21%.

As guerras estão em declínio.

Um século após o início da Primeira Guerra Mundial, pode ser difícil para as pessoas acreditarem que a guerra está em declínio. Mas, a longo prazo, as mortes por violência política organizada estão caindo, como enfatiza o psicólogo canadense Steven Pinker: “a taxa de mortes diretas e documentadas de violência política (guerra, terrorismo, genocídio e milícias locais) na última década é de apenas alguns centésimos de ponto percentual, uma número sem precedentes”.

E não é apenas Pinker quem faz tal afirmação, analistas como: John Mueller, Joshua Goldstein e John Horgan são persuasivos em dizer que o fim da guerra está próximo. “A guerra é apenas uma idéia”, escreve Mueller, “ao contrário de respirar, comer, ou fazer sexo, a guerra não é algo exigido pela condição humana, ou pelas forças da história. Assim, a guerra pode murchar e desaparecer, e esse processo parece estar à ponto de se iniciar.”

Sem título

As taxas de homicídio estão caindo por toda a parte.

Não é só a violência entre nações que está em declínio. Como a pesquisa do criminologista Manuel Eisner mostra, o homicídio em países europeus tem diminuído ao longo dos séculos. Eisner estima que no ano de 1200 e 1300, a Europa tinha uma taxa média de homicídios de cerca de 32 por 100.000 habitantes. Nos anos 1900, essa taxa havia caído para cerca de 1,4 para cada 100.000.

Nós reduzimos drasticamente a fabricação de armas nucleares.

Os estoques de armas nucleares mundial atingiu o pico em 1986 (+69,000 ogivas atômicas), e desde então o que se tem visto é um declínio acentuado dos americanos e russos neste tipo de armamento. Houveram alguns lapsos no regime de não-proliferação internacional, com o Paquistão e Coréia do Norte desenvolvendo armas, mas a África do Sul e as pós-URSS Belarus, Cazaquistão e Ucrânia desistiram voluntariamente deste aparato militar. Ponto pra eles!

Mais e mais países hoje são democracias!

Na década de 70, autocracias mantinham uma desvantagem sobre as democracias por uma margem considerável. Países do bloco soviético foram uniformemente ditatoriais, e os Estados Unidos pós-Guerra Fria não fizeram promoção da democracia uma prioridade, aliando-se com uma série de ditaduras brutais, como a Coréia do Sul, Chile e Grécia. Mas, depois da queda do Muro de Berlim, as ditaduras comunistas praticamente desapareceram, e muitos ditaduras em países europeus orientais foram substituídos por sistemas democráticos. Governos militares apoiados pelos Estados Unidos na América Latina perderam o poder, e uma série de ditadores africanos caiu. O resultado foi que, em 2013, a média de pontuação mundial da Polity IV Score – uma medida utilizada pelos cientistas políticos para rastrear a prevalência da democracia – foi maior do que jamais foi.

slack-imgs.0

Mais pessoas estão ficando na escola por um período maior de tempo…

Nós ainda temos muito o que fazer para melhorar o acesso à educação, mas, mesmo em países como a China e Índia, que estão em desenvolvimento, a média de anos de escolaridade (padronizado aqui como o ensino fundamental e médio”) têm vindo a crescer rapidamente.

…e a alfabetização se deu muito bem com tudo isso.

O aumento do acesso à educação tem, sem surpresa, relação com o aumento da alfabetização. Um grande progresso foi feito também por se reduzir as diferenças raciais na alfabetização. Em 1870, 80% dos afro-americanos com idades entre 14 anos ou mais eram analfabetos, e em 1950 esse número caiu para apenas 11%. Por volta de 1979, de acordo com dados do Centro Nacional de Estatísticas da Educação, a taxa mundial de analfabetismo caiu para 1,6%!

A Lei de Moore ainda está em curso.

A Lei de Moore – a observação empírica, idealizada pela presidente da Intel, Gordon Moore, de que o número de transistores em um chip dobrariam aproximadamente a cada dois anos – tem alimentado o crescimento extraordinário do poder da computação ao longo do último meio século. E, embora alguns analistas argumentem que o progresso será lento na próxima década (ou que ele já é), as últimas décadas de progresso exponencial foram extraordinárias, e, mesmo que a tendência não continue, otimistas do setor argumentam que ela pode.

1139px-Transistor_Count_and_Moore_27s_Law_-_2011.svg.0

O acesso à internet está aumentando.

Neste ponto, o uso da internet é bastante universal em países desenvolvidos – que ocorreram muito, mas muito rapidamente – e enquanto ela é menos prevalecente nos países em desenvolvimento e no mundo em geral, as linhas de tendência estão indo na direção certa.

E a energia solar está ficando mais barata.

A mudança climática é uma grande área onde nós não estamos fazendo progresso, e as coisas estão ficando consideravelmente ruins. Não vamos “tapar o Sol com peneira”. Mas um ponto positivo é a diminuição do preço da energia solar, o que está alimentando a um rápido aumento na adoção deste tipo de tecnologia. O preço se divide entre os painéis solares (módulos fotovoltaicos utilizaods para gerar eletricidade) e os custos do “sistema”, que o engenheiro Brad Plumer explica como “todos os pequenos passos ao longo da cadeia produtiva da fábrica até quando ele é colocado no seu telhado”. Este último está ficando mais barato, ajudando a alimentar todo o processo.

Abaixo, um vídeo em inglês com toda a matéria:


↬ Tradução livre do Vox, indicação da Fuck*** Homepage.

O que você quer ser quando morrer?

Talvez sempre tenha sido assim: nossos pais, avós e outros antepassados desconectados viviam o que aparecia pela frente, surfavam nas ondas do destino, de vez em quando deixavam uma delas passar porque estavam distraídos ou preguiçosos, e um dia morriam. De sopetão ou com aviso prévio, eles morreram quando o coração parou de bater, igualzinho vai acontecer comigo e contigo, ainda bem.

O que mudou, além da idade média e causas dessa mortalidade, é que eles deixaram de herança suas calças com a barra gasta de tanto arrastar, um sofá rasgado, a poupança ou as dívidas no banco, a gilete enferrujada na pia, um vinil na estante, a lista de compras na geladeira e quem sabe cartas secretas de uma antiga namorada no fundo da gaveta.

Depois de mortos, os utensílios de uso pessoal dessa gente sortuda iam para o lixo, os pertences úteis para um bazar e as cartas poderiam até quebrar o coração da viúva, mas então eram queimadas e desapareciam, ou apenas desbotavam. Os mortos viravam memórias, anedotas, jargões, princípios transmitidos indiretamente pelas lembranças subjetivas de quem participou de uma parte de suas vidas.

Nem todos conseguiram manter uma reputação positiva, é claro, mas justamente o fato de não poderem falar por si mesmos lhes confere um certo benefício da dúvida. Quando eles morreram, levaram consigo peças fundamentais para que completemos o quebra-cabeça do que foi a vida deles.

As peças do nosso quebra-cabeça estamos deixando, todos os dias, em lugares da internet dos quais já não nos lembramos, sob a guarda de termos de serviço que não lemos.

Você já buscou algum nome no Facebook de alguém que morreu de forma repentina e virou notícia de jornal? Geralmente, o perfil dessa pessoa desconhecida é aberto, e ali você descobre qual foi a última coisa que ela digitou, vê as fotos das últimas férias dela, do casamento. Você encontra o blog dela, lê seus textos escritos naqueles momentos de mágoa descontrolada que provavelmente nem ela releu nos meses seguintes, pois seguramente se arrependeria de ter publicado aquilo para qualquer um ler.

Tenho medo de poucas coisas na vida. Morrer não é uma delas, mas perder o controle da minha vida porque a tecnologia é cada vez mais avançada me parece sinal de que nossa humanidade está perdendo a corrida. Você sabe em quantos sites tem perfil? Lembra da senha de todos eles? Já fez alguma busca nos arquivos da internet atrás dos seus rastros inapagáveis?

Não precisa levantar o dedo, eu sei que você já se arrependeu de algo que já deixou registrado na internet. Enviar para o mundo aquele pensamento que mal tivemos tempo de formular é fácil porque digitar na tela sensível a toque é mais rápido que refletir sobre o que realmente queremos dizer.

[…]

Há anos alguma lembrança sobre o que publiquei me vem à mente esporadicamente, e instantaneamente corro para checar quão público é aquele detalhe que eu, em certo momento, achei relevante expor a um nível que eu sequer consigo medir.

Há meses penso em escrever sobre isso, mas as ondas da vida são cada dia mais parecidas com as praias do Havaí do que com a nossa pacata Enseada, no Guarujá.

Há semanas eu engasguei durante uma despretensiosa soneca. Estava sozinha em casa, acordei com a garganta fechada, saltei da cama desesperada em busca de fôlego, e em poucos segundos já respirava normalmente. Talvez eu nem sequer tenha chegado perto da morte, e por isso tenha levado ainda um bom tempo para chegar ao décimo-primeiro parágrafo desse texto que tem martelado tanto na minha cabeça. Mas vamos morrer do jeito que escolhemos viver, e gostaria de refletir sobre a possibilidade de termos concordado em deixar nossas escolhas de vida nas mãos alheias.

Autora: Ana Carolina Moreno. Fonte: Pensar Enlouquece, Pense Nisso.