Pequenas maneiras de melhorar a sua vida

Às vezes é difícil saber por onde começar. Inúmeros programas são criados por profissionais mediante as necessidades da nossa sociedade, sempre ocupada demais para poder fazer as coisas no seu devido tempo. O mais interessante é que, quando você participa de algo, e chama outros para participarem também, o auxílio mútuo os auxilia a perseverar e atingir os objetivos. Já dizia o poeta “que ninguém é feliz sozinho”…

Abaixo selecionei e resumi alguns tópicos que merecem a atenção. Comece mudando aos poucos, uma coisa de cada vez. E continue fazendo isso pelo resto da sua vida!

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01. USE FIO DENTAL: Acredite ou não, numa pesquisa realizada nos Estados Unidos (eles adoram pesquisas, né?), mais da metade dos norte-americanos afirmaram não utilizar o fio dental todos os dias. Se você faz parte desta estatística (mesmo não morando nos Estados Unidos), construa esse pequeno hábito e melhore consideravelmente sua saúde. Você sabia que problemas dentários estão associados à doenças cardíacas e diabetes?

02. SUE BASTANTE: Não se discute atualmente que uma alimentação saudável é muito importante, e que, apesar disso, exercícios físicos também podem se transformar numa cura mágica para todo o seu corpo, auxiliando sua memória e concentração, reduzindo desordens do sono e doenças cardíacas, diminuindo a pressão sanguínea e o nível de colesterol, dentre muitas outras coisas. E o que é mais importante, uma pequena sequência de exercícios pode possuir enormes benefícios!

03. ESCREVA UM DIÁRIO: Estudos comprovam que, quando você exterioriza suas emoções e seus sentimentos, a vida torna-se mais leve para você. O fardo de suas costas é transportado para o papel. E não se preocupe com a sequência lógica, semântica, pontuação ou regras de ortografia. Escrever organiza nossos pensamentos, auxiliando-nos a refletir sobre o que ocorre à nossa volta.

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04. LEIA UM LIVRO: Nós lemos muito nos dias de hoje, MUITO, basta prestar atenção nas inúmeras horas que passamos diante de um computador. Mas comece (ou volte) a ler livros de ficção (mesmo que sejam e-books), pois este tipo de literatura consegue moldar em nós sentimentos de empatia e geralmente nos auxilia a sermos melhores conosco mesmos e com os outros.

05. “SEJA” UMA EQUIPE: Quando você pensa em networking, provavelmente se imagina tomando café com algum cliente, empregado ou chefe, pensando em seu próprio benefício e no de sua carreira. Mas, talvez você tenha perdido o real significado das relações dentro de uma empresa. Convide aquele colega de trabalho que você não conhece tão bem para um happy hour e crie laços de confiança com todos. Uma equipe unida é muito mais do que uma simples equipe.

06. VOLUNTARIE-SE: Engajar em trabalhos comunitários nos faz sentirmos melhor, e esse sentimento é sempre dobrado porque estamos auxiliando outras pessoas (ou causas) à melhorarem também! E uma notícia melhor ainda é que quanto mais você pratica este tipo de atitude, mais sente vontade de “arregaçar as mangas”, e quem ganha com isso é o mundo à sua volta.

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07. LIVRE-SE DAS COISAS MATERIAIS: Pode até parecer conselho de monge budista, mas já reparou em quanta coisa você acumula dentro de casa, e em quanta coisa você não usa mais? A dica é fazer uma limpeza anual em todos os cômodos, armários e gavetas da casa, e doar cada peça de roupa ou item doméstico “não utilizado à mais de um ano”. Se você não o usou até agora, pode ter certeza que nunca mais o utilizará para o resto da vida. Ou está pensando que será enterrado junto com eles assim como os faraós faziam? Alivie-se.

08. VIAJE: Nunca foi tão fácil e barato viajar. Digo “nunca” porque você não tem noção do quanto era dispendioso qualquer tipo de viagem há uns 20 ou 30 anos atrás. E não precisa ir muito longe. Apenas saindo de casa e deixando esse computador de lado você já contribui para o seu próprio melhoramento. O filósofo Alain de Botton gosta de afirmar que “a viagem nos expande” e que, o “melhor de nós mesmos não está necessariamente em nossos lares”.

09. SEJA UM ARTISTA: Você consegue mensurar o que são 40.000 anos atrás? Pois é, desde esse época o homem faz “arte”, e devo dizer que não é das melhores. Mesmo assim, esse é um impulso pra você também fazer! Pode ser um rabisco, o desenho de uma casinha, sua família em forma de “palitinhos”, não importa. O auto desenvolvimento virá com o tempo, e você perceberá o quanto seu potencial é enorme, e quanto isso pode ajudar a exteriorizar sua forma de enxergar a vida. Quer mais motivos? Desenhar reduz o estresse e pensamentos negativos.

↬ Adaptado do original de Drake Baer, Richard Feloni e Kevin Loria para o Business Insider. Imagens da Getty Images.

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O AMOR É PARA SEMPRE: um livro infantil que ajuda crianças a lidar com a perda de um ente querido

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Se a dor da perda é algo tão gigantesco que chega à estrangular o coração dos adultos, como nossas pequenas crianças podem lidar com um peso tão monumental? É sobre isso que a escritora Casey Rislov, que detém um mestrado e possui um grande interesse em crianças com necessidades especiais, e a ilustradora de livros infantis Rachel Balsaits exploram em O Amor é Para Sempre [tradução livre] – a história de uma pequena coruja, que com a ajuda de seus pais e irmãos, lida com a tristeza advinda da morte de seu avô, aprendendo a manter suas memórias vivas para sempre.

Nos doces versos e suaves ilustrações, a história desenrola com elegante simplicidade sobre as complexidades da perda, muito diferente dos livros para essa faixa etária que se esquivam de temas muito obscuros, ao invés de realmente enfrentá-los de frente.

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~ tradução livre do magnífico texto de Maria Popova para o Brain Pickings.

Como ler um livro por semana

Sim, eu fiz isso. Li mais de um livro por semana pelos últimos cinco anos.

Mais ainda – nunca fiquei pra trás ou parei. Eu estava sempre à frente do planejado ao longo de todo o ano. Então agora, nesse ano, adivinha? Gostaria que você fizesse o mesmo e te digo como.

Por que diabos você faria isso?

Por ser incrível. Te dá uma quantidade impressionante de ideias. Te ajuda a pensar mais minuciosamente. É melhor que TV e até que internet. Te faz entender mais o mundo. E é uma base rumo ao hábito de conclusão.

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Por que um por semana?

Primeiro, por que tantos, por que não só “ler mais livros”? Argumentaria que definir um objetivo ousado, algo maluco como um por semana, na verdade ajuda. Para fazer uma comparação, o corpo reage intensamente a grandes ferimentos, gastando quantidade significativa de energia para curá-los. Pequenos ferimentos, ele não dá muita bola, o que significa que às vezes eles podem demorar mais para serem curados. Então definir um enorme objetivo vai te ajudar a levar isso a sério.

Isso é o começo. Faça do seu objetivo algo grandioso e pouco razoável, a ponto de te fazer surtar um pouco.

Um dia por vez

O livro típico que eu lia tinha algo como 250 a 300 páginas. Alguns eram maiores, outros menores. Quebrei isso em 40 páginas por dia, as quais eu lia logo cedo pra tirar isso da frente. É algo fácil e gerenciável, que não parece nem de longe tão ameaçador quanto 52 livros por ano. Isso é crítico para lidar com seu estado emocional, tornando o processo totalmente aceitável.

Faça disso uma rotina e siga

Eu agora tenho um hábito de acordar, tomar banho, etc., e então sair pra tomar café da manhã, sentando no canto do mesmo restaurante e tomando café até ter lido minhas 40 páginas.

Por que faço desse modo? Por saber que tenho força de vontade um tanto fraca. Aposto que pode admitir o mesmo sobre você e agir desse modo vai ajudá-lo a colocar tudo em seu devido lugar.

Ah, e uma dica de expert: monte sua rotina logo cedo, tanto quanto possível. […] ela deve ser feita cedo ou vamos adiar. É o mesmo para qualquer hábito – você precisa encadeá-los para que funcionem.

Se você pega um ônibus, use isso. Se tem um intervalo de almoço, use. Isso é algo que estou começando a compreender, mas a habilidade de pegar seu livro e ler 2 páginas vai ajudá-lo consideravelmente, em especial a se adiantar, o que será seu maior bem e te dará um sentimento de recompensa. Mais, ficar à frente vai te ajudar a tomar seu tempo com os livros difíceis, os mais densos, nos quais realmente vale à pena gastar mais tempo.

É ok desistir

Se algo é ruim ou duro, é ok desistir – por hora. Você pode fazer isso quando estiver à frente do planejado e isso não for te ferrar muito. E depois você pode voltar a outro livro até que o termine.

Eu fiz isso várias vezes esse ano, o que significa que o número de livros que eu comecei está em torno de 60 a 65 (terminei 54).

É ok trapacear

O seu prazo está te pressionando e você sente que pode ficar pra trás? Merda! Tá, é hora de trapacear. Escolha um livro curto e leia, algo que talvez já tenha lido antes, goste muito e possa atravessar suavemente.

“Isso é roubar”, você pode dizer. Eu concordaria. Mas o roubo no curto prazo vai ajudá-lo a ter sucesso no longo prazo. Pois o objetivo é mais importante do que a teimosia de pensar que cada livro que ler deve ser um Guerra e Paz. Não deve. Isso é para enriquecer sua vida, não pra te fazer se sentir um lixo.

Por sinal, mesmo pequenos livros podem ser incríveis. Aqui estão alguns dos pequenos fantásticos: O Pequeno Príncipe, O Dom Supremo, A Revolução dos Bichos, Cartas a um Jovem Poeta, Da Vida Feliz, Os Sofrimentos do Jovem Werther.

Evite ficar pra trás

Nunca “se deva uma” ou deduza da conta da banco, dizendo que vai voltar nisso mais tarde. Seu prazo semanal vai ajudá-lo a ficar nos trilhos, mas ficar pra trás pode fazê-lo se sentir fraco e propenso a desistir. Você precisa impedir seu estado emocional de chegar a esse ponto e faz isso se mantendo sempre à frente do planejado.

Ler me fez uma pessoa bem melhor, mais completa e feliz. Toda a sabedoria do mundo está contida em livros – a maior parte dela não está na internet ou não é conhecida por pessoas em seu grupo social, então isso pode realmente te ajudar a crescer, se permitir. Comece hoje.

Te desejo o melhor nessa jornada.

~ tradução realizada pela equipe do Papo de Homem do texto original de Julien Smith, publicado no Inove Your Head. A imagem e as indicações de “livros pequenos” expressam a opinião do Editor.

Você pode não ser você

Ela me falava d’O Estranho Caso do Cachorro Morto. No livro, o protagonista é Christopher Boone, um garotinho que sabe dizer todas as capitais do mundo e números primos até 7.507, mas não tem aptidão social alguma. Ele sofre da síndrome de Asperger.

“É como estar na mente de um autista”, afirmou minha amiga. Estávamos na seção de psicologia da livraria Cultura, uma de suas lojas favoritas. Ela dissecava conceitos científicos entre uma estante e outra. Falou das falhas das mandalas de Jung ao se deparar com o Livro Vermelho, mas apontou que apesar da falhas, ele era melhor que Freud. Eu ouvia tudo aquilo com fascínio e curiosidade.

Uma das mentes mais brilhantes que eu já conheci. Mas, assim como Chris Boone, ela tem problemas de relacionamento, apesar dos milhares de seguidores no Twitter e dos amigos de Facebook.

Para chegar ao status que hoje detém de webcelebridade, ela teve de se diminuir a cada tuíte. Em blocos de 140 caracteres – e eles vinham aos montes todos os dias –, deixava de lado sua inteligência para ser aquilo que esperavam dela: alguém vazio.

Chegamos a conversar sobre isso em um pub:

— Eu prefiro você fora do Twitter.

— Eu sou a mesma pessoa.

— Não é. Lá é como se você tivesse vivido todo esse tempo dentro de uma bolha. De repente, você sai da bolha e descobre um mundo fantástico demais para sua cabeça. Você é uma espécie de Alice, entende?

— Como assim?

— Você muda. Seu comportamento muda. Até seu vocabulário é diferente. Você finge ser bobinha e eu entendo: é preciso nivelar-se aos seus interlocutores. É preciso falar de igual para igual. Mas acho isso um desperdício. Você tem uma mente fascinante demais para se rebaixar a isso, para ser apenas um corpinho.

— Não é bem assim.

— Pode ser coisa da minha cabeça, mas prefiro conversar contigo, e não com sua arroba.

Jonathan Franzen publicou um artigo recentemente sobre novas tecnologias no New York Times. Em “Liking Is for Cowards. Go for What Hurts” (em tradução livre, “Gostar é para os covardes. Escolha o que dói”), ele pondera:

“Se você dedica sua existência a receber “likes” [no Facebook], e se você adota qualquer persona legal necessária para que isso aconteça, isto sugere que você perdeu a esperança de ser amado por quem você realmente é. E se você tiver sucesso em manipular outras pessoas para darem “like” para você, será difícil não sentir, em algum nível, desprezo por essas pessoas, porque eles caíram no seu truque.”

É a evolução do homem. Homo erectus, Homo sapiens, Homo arrobus.

Nessa evolução, as coisas fluem do avesso. O homem é desconstruído – de estratos de carne e osso e personalidade e a coisa toda. É a desfragmentação de quem realmente somos. Viramos avatares.

Você tem milhares de conexões no Facebook e ninguém com quem sair no fim de semana. Você é tendência no Twitter porque só fala coisa interessante mas não sabe conversar nem com seu vizinho.

Amanhã, quando você se olhar no espelho, pergunte-se quem você realmente é.

Autor: Rodolfo Viana. Fonte: Portal Homem.

Labirinto literário

Esta instalação, recentemente concluída pelos artistas brasileiros Marcos Saboya e Gualter Pupo, dá a frase “perdendo-se num bom livro” um novo significado. De 31 de julho até 26 de agosto, a aMAZEme será mostrada no Southbank Centre, em Londres, Inglaterra. Inspirado pelo escritor e educador Jorge Luis Borges, o labirinto tem a forma simulada de um pedaço da impressão digital do próprio autor. Como Borges disse certa vez: “Eu sempre imaginei o paraíso como uma espécie de biblioteca”.

Fonte: My Modern Met. ~ Eu poderia morar num lugar desses! ((=