¡Dia de los Muertos!

Com o cristianismo, antigas civilizações na América perderam suas tradições acusadas de paganismo e foram substituídas por tradições sem nenhum laço com suas crenças e costumes. Entretanto, muitas conseguiram sobreviver, e entre essas o ‘Dia de los Muertos’ no México possui grande riqueza, o que o torna diferente de qualquer outra cerimônia e se destaca por seu colorido e significados.

O que é considerado macabro na maioria das culturas do mundo, no México é motivo de festa. O ‘Dia de los Muertos’ tem origem nas civilizações indígenas. Entre todas as crenças e tradições destacam-se as da cultura asteca, que dedicavam grandes cerimônias a seus mortos, durante as quais ajudavam-os a chegar ao seu destino final e era celebrado no dia 3 de outubro, mas foi modificado com a chegada dos espanhóis, passando a coincidir com o Dia de Finados em 2 de novembro. Na celebração, festas, comidas, altares e decorações são preparados conforme o gosto das pessoas próximas falecidas, pois a crença diz que na ocasião eles retornam para visitar os familiares. Nada melhor que receber quem se gosta com uma mesa farta.

Velas iluminam os cemitérios na noite da passagem, e as flores, especialmente os Mal-Me-Queres, enfeitam os altares, assim como as caveirinhas feitas de doce e as comidas favoritas do morto. Uma noite repleta muito mais de respeitosa alegria do que dor ou assombro. ~ Tamara Baranov para o GGN.

O artista Isaac Cordal, conhecido por sua criação e colocação de figuras em miniatura de cimento em locais públicos em todo o mundo, criou uma obra denominada Eclipses. As peças, espalhadas em 2013 pela cidade de Chiapas, no México, muitas vezes aparecem em cenas de luto ou desespero, e, embora o significado por trás de cada escultura minúscula é intencionalmente ambíguo, é impossível olhar para cada peça sem imaginar uma história.

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~ Vi no Colossal.

NatGeo Photography Traveler Photo Contest 2015

O 27º Concurso Anual da National Geographic Traveler encerrou suas inscrições no último dia 30 de junho. O vencedor do prêmio principal ganhará uma expedição de oito dias, com direito a acompanhante, para a Costa Rica e o Canal do Panamá.  A National Geographic cedeu ao jornal The Atlantic a gentileza de compartilhar algumas das primeiras fotografias selecionadas, recolhidas a partir de quatro categorias: “Retratos de Viagem”, “Cenas ao Ar Livre”, “Senso de Lugar”, e “Momentos Espontâneos”:

Urso marron fotografado nas Florestas Finnish, Finlândia. © Chris Schmid
Elefante nadando nas Ilhas Andamã, Índia. © Mike Korostelev
Nevoeiro cobre parte da ponte Golden Gate, Estados Unidos. © Liu He
Petrel Havaiano se alimentando de sardinhas em Baja California, México. © Alejandro Prieto
Amanhecer em Salar de Uyuni, Bolívia. © Hideki Mizuta
Fêmea de urso polar em Svalbard, Noruega. © Daniele Bertin
Monastério Takstang, no Butão. Também conhecido como “Ninho do Tigre”. © Robert Feakins
Via-Láctea sob Yosemite, Estados Unidos. © Matthew Saville
Redes instaladas a 40 metros do chão, no Monte Piana, Itália. © Sebastian Wahlhuetter
Baleia próxima aos icebergs na Antártida. © John Kahan
Baleia fotografada próxima ao reino de Tonga, na Oceania. © Marc Henauer
Erupção vulcânica próxima à Puerto Varas, Chile. © Cote Baeza
Ilulissat Kangia, Groenlândia. © Charles Lin
Estrada de ferro Tsugaru em Aomori, Japão. © Sho Shibata
Leopardo-da-Neve. © Michel Zoghzoghi
Brincadeira realizada pela tribo Karo em Omo Valley, Etiópia. © Hesham Alhumaid
Crocodilo fotografado em mangue cubano. © Matthew Smith
Cavalos selvagens em Kimberley, Austrália. © Lauren Bath
Arco-íris em Cape Point, África do Sul. © Ajit Sn
Águas turquesas do Lago Louise no Parque Nacional Banff, Canadá. © Ben Leshchinsky

~ Compilação do The Atlantic aqui e aqui.

Coisas incríveis que aconteceram no Brasil durante a Copa do Mundo

Há um ano atrás dava-se início à 20ª edição da Copa do Mundo aqui no Brasil. Apesar dos pesares relacionados aos gastos com infraestrutura, boa parte dos brasileiros ainda sente falta de tudo de bom que o evento proporcionou. #VoltaCopa Para matar a saudade, selecionamos alguns fatos inusitados e incríveis que aconteceram nesse período:

01. A família de 14 pessoas com seis dedos cada um.

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02. O inglês que estava “com a mesma roupa há três dias e não sabia o que estava bebendo”.

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03. O fisioterapeuta da seleção inglesa que foi comemorar um gol e acabou torcendo o pé.

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04. O exército de Chapolins indo para o jogo Brasil x México no dia 17 de junho.

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05. Os torcedores cadeirantes que, por um milagre, conseguiram ficar em pé durante o jogo.

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06. Esta imagem…

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07. …e esta:

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08. Nenhum tema oficial da Copa pegou tanto quanto o “OEAAA” da vinheta da FIFA.


09. Os gringos amando a Copa no Brasil.

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10. O bezerro que nasceu e foi batizado de Neymar.

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11. A apreensão de 39 kg de doce de leite que estava na bagagem da seleção uruguaia.

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12. A empresa que tentou vender ar enlatado.

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13. O camelo vidente…

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14. …a galinha vidente…

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15. … e a capivara vidente que acertou o placar de Brasil x Croácia.

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16. Torcedores fantasiados de iogurte grego para torcer pela Grécia.

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17. Os papas torcedores da Argentina.

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18. Suíços com chapéus de queijo.

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19. Japoneses com chapéu de Sushi…

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20. …e reverenciando um Pikachu gigante.

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21. O “Cristiano Ronaldo” humildão:

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22. O pai que foi ao protesto para dar uma bronca no filho Black Block.

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23. O colunista que fez uma entrevista com o sósia do Felipão e gerou confusão:

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24. O governo da Bahia prometeu plantar uma árvore por gol e depois ficou preocupado porque não imaginava que a Copa teria tantos gols. [N. do E.: Mas peraí, plantar 171 árvores não é nada, né?]

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25. As comemorações enlouquecidas do técnico do México.

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26. A mordida do jogador uruguaio Suárez no ombro do jogador italiano Chielini.

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27. O hino do Japão, segundo o Twitter

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28. …e o da Argentina.

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29. O clipe da seleção da Alemanha com a música “Tieta” como trilha.


30. A torcedora belga que chamou tanta atenção na Copa que assinou um contrato com a L’Oréal.

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31. A derrota do Brasil no jogo da Alemanha virou piada no PornHub.

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32. A capa do Meia Hora depois da derrota do Brasil.

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33. A imagem do “brasileiro mais triste de todos os tempos” rodou o mundo:

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34. Podolski vendo novela e a explosão do meme no Twitter:

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35. As caras de Dilma e Merkel vendo a final juntas:

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36. E o Cristo Redentor na imagem mais linda que o mundo viu nesta Copa:

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~ Imagens selecionadas do BuzzFeed.

Foi sem querer, querendo…

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Chaves uma vez disse que preferia morrer que perder a vida, talvez hoje isso faça sentido. Roberto Bolaños, o Chespirito foi o incrível ator que deu vida para Chaves, Chapolin Colorado, Chompiras, Dr. Chapatin, Pancada Bonaparte e mais outras várias figuras que ganharam nossa audiência e aos poucos conquistaram nosso coração.

Chespirito morreu, mas não perdeu a vida – nossa admiração pelo seu trabalho é tão grande que faz a gente perder as contas de quantas vezes assistimos o mesmo episódio de seus programas e ainda assim achamos graça. Tenho certeza que Chespirito conseguiu arrancar ao menos um sorriso, de todo mundo que viu Chaves fazendo bobeiras ou quando Chapolin se atrapalhava com sua Marreta Biônica.

Abaixo, uma compilação do que encontrei nos melhores sites da internet, a não ser, é claro, que você queira evitar a fadiga:

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O adeus de Edgar Vivar, o Sr. Barriga:

As lembranças de Chiquinha:

A admiração de Ruben Aguierre, o Professor Girafales:

O amor pelo Chavinho tomou conta da internet, que relembrou as frases de todos os personagens e contou como ele foi uma figura única na infância da gente:

https://twitter.com/dioei/status/538455783290466304

E as últimas palavras de Bolaños no Twitter foram pra dizer que amava o Brasil:

E esse é de laranja, que parece de limão, mas tem gosto de tamarindo. ~ Chaves vendendo suco

O senhor quer o que é de limão, o que parece limão, ou o que tem sabor de limão? ~ Chaves insistindo em fazer milagre com a água da chuva

Eu jamais me engano! Só me enganei uma vez: quando acreditei estar enganado! ~ Profº Girafales para os seus alunos

Já chegou o disco voador! ~ Chaves informando ao Seu Madruga que o Sr. Barriga havia chegado na vila

Ai, que burro! Dá zero pra ele! ~ Chaves mencionando algum de seus colegas de aula

Alguma vez eu lhe disse alguma mentira que não faltasse a verdade? ~ Chaves, sempre íntegro

Eu prefiro morrer do que perder a vida. ~ Chaves brincando com o Quico

A vida é labuta, disse a formiga. ~ Chiquinha sobre o trabalho

A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. ~ Seu Madruga filosofando

Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé. ~ Chaves descontente com o filme que foram todos assistir

Não há trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar. ~ Seu Madruga tirou as palavras da minha boca

Vola o cão arrependido, com as suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas. ~ Chaves em sua apresentação para a Festa da Boa Vizinhança (o verso é repetido 44 vezes!)

Eu amo… O Seu Madruga ama… Nós dois nos amamos… ~ Dona Clotilde (a.k.a. Bruxa do 71) para o Seu Madruga

Ninguém tem paciência comigo… ~ Chaves e suas travessuras

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Minas anteninhas de vinil estão detectando a presença do inimigo. ~ Chapolin e seu “sentido Aranha”

Chega! Se eu quisesse ouvir idiotices, me bastaria as que eu mesmo digo! ~ Quico ensimesmado

Se aproveitam de minha nobreza. ~ Chapolin e suas indiscutíveis qualidades

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Em 30 anos de exibição no Brasil, aprendemos mais do que bater nos vizinhos ou desenhar porcos com letras “W”. Aprendemos também alguns conceitos filosóficos, por mais que não tenhamos reparado nisso.

Cinismo: A filosofia vive em um barril

Assim como Chaves, o filósofo pós-socrático Diógenes vivia em um barril. E todo o desprendimento do garoto com a vida não poderia ter outra influência senão o maior representante do cinismo. Não, não é o cinismo das tias que perguntam “E os ‘namorado’?” para sobrinhas encalhadas. Mas, sim, o conceito filosófico que foi levado ao extremo por Diógenes, que, segundo dizem, andava nu e “não tinha propriedade alguma para não ser propriedade de nada”, como lembra o filósofo Mario Sergio Cortella, no programa Agora é Tarde:


O Eterno Retorno: Nietzsche de calça jeans

Na obra A Gaia Ciência, Nietzsche propõe uma ideia mais perturbadora do que o amor de Dona Clotilde para o Seu Madruga. Ele sugere a possibilidade de termos de viver outras vidas repetidamente, fazendo as mesmas coisas que fizemos nesta. É o conceito do Eterno Retorno. Assim, imaginando que cada episódio da vila seja uma vida diferente, as ações que lá acontecem ocorrem repetidamente porque estão condenadas a este conceito. O pobre coitado do Seu Madruga, então, seria o melhor exemplo da ideia, uma vez que sempre é cobrado a pagar os mesmos 14 meses de aluguel; e sempre será condenado a apanhar da Dona Florinda, ainda que não tenha culpa. Se incorporasse a ideia proposta por Nietzsche, ele poderia tentar romper o ciclo de sofrimento para ficar bem consigo mesmo. Mas arrumar um emprego e enfrentar a mãe do Quico não parece uma opção.

Filosofia do Absurdo: Albert Camus só quer evitar a fadiga

Olhando pelos olhos do escritor e filósofo Albert Camus, o carteiro Jaiminho poderia ser um revoltado. Sempre com a desculpa de “evitar a fadiga”, o habitante mais ilustre de Tangamandapio poderia, na verdade, ter tomado consciência da inutilidade de seu trabalho e criado, assim, uma metáfora sobre a vida moderna, na qual as pessoas são obrigadas a realizar tarefas sem sentido. A ideia está no ensaio O Mito de Sísifo, que apresenta os conceitos da filosofia do absurdo, no qual Camus faz uma referência à lenda grega do mortal que prendeu a morte e, como castigo dos deuses, foi obrigado a rolar uma pedra morro acima, que, ao chegar no topo, despencaria novamente. E seguia assim por toda a eternidade. Para Camus, a solução, no lugar do suicídio, seria a revolta. E quem paga são os outros habitantes da vila que precisam procurar por suas próprias cartas.

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Nada é mais difícil que unir a América Latina: nem o futebol consegue isso, que o digam os brasileiros com Pelé e os argentinos com Maradona. O Chaves do Oito e o Chapolin Colorado conseguiram: são idolatrados de Tijuana a Ushuaia, mesmo com 30 anos sem gravar um episódio.

Vários experts em televisão já explicaram os motivos: é uma comédia que não subestima a inteligência do espectador, mesmo sendo uma criança; é um local que faz parte da infância rural/suburbana de muita gente; são relações de poder que se refletem no cotidiano; os trejeitos se repetem.

Acima de tudo isso existe um sentimento estranho de fraqueza e auto-ironia que une a nós, latino-americanos, como nenhuma outra coisa. A fraqueza das nossas posses, das nossas instituições, a fraqueza da justiça e das pessoas desfavorecidas; a auto-ironia de saber debochar de si próprio como alternativa de resignação às derrotas constantes.

Tudo isso nos une, de Tijuana a Ushuaia; sempre vai ter um vizinho com uma bola que queremos e não podemos ter, sempre vamos apanhar por algo que não fizemos, às vezes seremos expulsos da nossa vila por um crime que não cometemos, e sempre terá Acapulco para irmos nos divertir mesmo sem pagar 14 meses de aluguel.

Essas contradições são tipicamente latino-americanas. Bolaños pode não ser o melhor roteirista do mundo, nem do seu país. Poderia ter ideias que não condizem com a sua prática – mas qual outro conseguiria trazer realidades tão caras a nossa situação política e social?

E que outro professor nos ensinou as histórias de Colombo, de Fausto, de Napoleão, de Chopin, de Guilherme Tell e até astronomia básica – “não são pedras, são aerólitos!” – de forma tão divertida e tão grudenta, para não esquecermos nunca?

Sempre vão ter aqueles para dizer que é apenas uma valorização da “cultura trash“, do “ruim divertido”, o “ruim cult“. Assim como os estádios da América Latina, repletos de cachorros em campo, sinalizadores, arquibancadas de madeira, papel higiênico no gramado – ora, não gostam? Fiquem com sua assepsia de arenas multiuso e comédia hospitalar. Ninguém é obrigado a gostar. Respeitem quem se identifica com aquilo que está perto da sua realidade, ou é difícil encontrar uma criança abandonada com um saco de roupas, na sua esquina?

Bolaños se despede com a contradição maravilhosa de ter a sua morte anunciada no intervalo da sua vida, em uma das tantas reprises que o representam como completo no SBT. Bolaños se despede como nós, na dúvida entre a morte e a não-morte, na comoção e no choro generalizados daqueles que, mais que admiraram, mais que amaram, sentiram o que Chaves sentia.

Bolaños se despede para seu descanso merecido, enquanto aqui seguimos fazendo suco de tamarindo com a água da chuva.

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…traduzida em desenho:

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A dubladora de Chiquinha gravou uma mensagem de despedida para o Chaves, dê o play abaixo:

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No final do episódio da viagem para Acapulco/Guarujá, um dos mais famosos e queridos pelos fãs de Chaves, Roberto Bolaños canta uma música composta por ele mesmo, “Boa Noite Vizinhança”. Creio que seus versos são o modo mais apropriado de dizermos “até breve” a alguém que alegrou e inspirou tantas gerações ao longo de décadas: “Prometemos despedirmos, sem dizer adeus jamais…”

~ Este artigo é uma junção dos posts publicados pelos sites: YouPix, Impedimento, Exame, Pensar Enlouquece, UOL Entretenimento, Sem Profetada, Galileu, Circus Circus, comentários no Jovem Nerd e Designerd. E um agradecimento super especial à Kelyanne Costa, a colaboradora Premium deste blog, sem a qual este post não seria possível.

#TeveMuitaCopa

Utilizando uma série de técnicas para se extrair um sentido de um conjunto de textos, em um método conhecido como análise de conteúdo, a AG2 Publicis Modem, em parceria com a pesquisadora e professora do curso de comunicação social da UCPel Raquel Recuero, criou um infográfico interativo que destaca quais foram os principais temas e assuntos debatidos no Twitter durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo.

Depois de remover o ruído e organizar o falatório digital, foi possível selecionar quais foram os principais momentos das partidas em que a seleção canarinha esteve em campo – como a desaprovação da vaia ao hino do Chile, a crítica à arbitragem durante o jogo contra a Holanda, a aprovação de Fernandinho como um possível titular e até mesmo a reprovação às vaias contra a presidente Dilma Rousseff, que aconteceram algumas vezes nos estádios.

A praticamente ausente cobertura midiática sobre o Exoesqueleto de Miguel Nicolelis também foi um assunto que chamou a atenção na rede social, assim como a grande defesa do goleiro Ochoa, os pênaltis defendidos por Júlio César, o abraço de David Luiz no oponente, e a vergonha da goleada no jogo contra a Alemanha.

Para Gabriela Silva, coordenadora de mídias sociais da AG2, a profecia de que a Copa poderia ser uma catástrofe para as empresas associadas ao evento acabou não se concretizando, e a participação mas mídias sociais foi bem significativa e, em geral, com repercussão positiva. “Em contextos desse tipo, análises profundas e focadas no comportamento do usuário são ferramentas-chave para tomada de decisões e direcionamento da abordagem dos conteúdos e interações”, enfatiza ela.

Sobre a escolha de acompanhar mais o Twitter, Raquel Recuero acredita que a rede foi a melhor ferramenta para circular informações durante o mundial, por não haver direcionamento de audiência. “Como o Facebook tem um grande direcionamento de audiência (aquilo que você publica não fica disponível imediatamente e para todos os seus amigos por conta do algoritmo), o Twitter acabou sendo a ferramenta mais apropriada para discutir o evento onde a instantaneidade e a velocidade da interação (para comentar o jogo ao vivo) são cruciais”, explicou, fazendo também uma referência a canais de chat das antigas. “Dava um aspecto quase “canal de IRC” para quem lembra dos “velhos” tempos da Internet brasileira”, brincou.

No site da AG2 é possível navegar por algumas das informações e observar os gráficos das análises de conteúdo relacional.

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~BrainStorm9