A melhor definição de sucesso na vida (e como chegar lá)

Há um provérbio interessante sobre percepção que li pela primeira vez na voz do David Foster Wallace, sobre os peixes e a água:

Dois peixes estão nadando juntos e eles encontram um peixe mais velho nadando na direção deles. O peixe mais velho, ao passar, diz “bom dia, garotos, como está a água hoje?”. E os dois peixes nadam por um tempo, e então, eventualmente, um deles olha para o outro e diz: “o que diabos é água?”.

O sucesso é um tipo de água para a sociedade. Ninguém sabe exatamente o que significa, mas continuamos a investir porções cada vez maiores da vida na busca.

Como uma das minhas definições preferidas de estratégia é “fazer as coisas por um motivo”, como estrategistas, não faz sentido buscar sucesso se não pudermos defini-lo.

O sucesso provavelmente não é o que você está pensando

Dependendo de sua resposta, a forma como você se porta diante da vida será diferente.

Afinal de contas, para você, o que é o sucesso?

Permita-me encurtar logo seu caminho e lhe poupar alguns anos de buscas infrutíferas na vida.

Sucesso não é ser rico. Mesmo os milionários da noite para o dia, vencedores de loterias, voltam ao padrão anterior de felicidade depois de alguns meses. Além disso, o corpo de estudos do Dan Kahneman mostra como dinheiro pára de influenciar tanto na felicidade depois que passa de um teto limite, suficiente para suprir suas necessidades razoáveis.

Sucesso não está nos “prazeres” da vida. E, como humanidade, já sabemos disso há muito tempo. O próprio Hedonismo, escola filosófica dedicada à busca pelo prazer, não buscava prazer nessas fontes valorizadas pela sociedade hoje. Epicuro vivia uma vida simples, com alimentação regulada, cercado por amigos em uma casa comunitária, na qual eles discutiam sobre filosofia, plantavam o que precisavam comer e viviam de forma mais ou menos independente.

Sucesso não é viajar pelo mundo. Viajar não vai te fazer feliz por um simples motivo: você estará em sua companhia o tempo inteiro. Não adianta esperar que os problemas vão embora porque você mudou de lugar. “São a razão e a prudência, e não essas praias de onde se vê a imensidão do mar, que dissipam a tristeza.”, disse Horácio.

Sucesso não vem da maximização de um fator, seja ele relacionamentos, dinheiro, viagens, status ou prazeres.

O que constitui o sucesso, então?

Nassim Taleb é uma das mentes mais brilhantes ainda vivas. Autor de vários bestsellers, dentre eles A Lógica do Cisne Negro e Antifrágil, ele ficou rico cedo na vida como trader no mercado de ações, usando seu conhecimento e sua inteligência para ganhar bastante enquanto outros perderam muito na crise de 1987.

Por todas as definições tradicionais de sucesso, ele é bem sucedido. Mas ainda assim, ele começou um discurso recente, na Universidade Americana em Beirute, da seguinte maneira:

Esse é o primeiro discurso de graduação que eu já fui (não fui para minha própria graduação). Além disso, eu tenho que descobrir como lecionar vocês sobre sucesso quando eu mesmo não me sinto bem sucedido ainda – e isso não é falsa modéstia.

Isso me colocou seriamente em modo reflexivo. Se nem Taleb se sente bem sucedido, por que eu iria “entrar nesse jogo” de buscar sucesso na vida? Ele então prossegue e sedimenta minha definição pessoal de sucesso em definitivo.

Por que eu tenho uma única definição de sucesso: você olha no espelho toda noite, e se pergunta se você desaponta seu eu de 18 anos, aquele ‘eu’ bem antes da idade em que as pessoas começam a ser corrompidas pela vida. Deixe que ele ou ela sejam os únicos juízes; não sua reputação, não sua riqueza, não seu status na comunidade, não as decorações em sua lapela. Se você não se sente envergonhado, você é bem sucedido. Todas as outras definições de sucesso são construções modernas; frágeis construções modernas.

Como definir o sucesso para você

Uma forma de materializar o pensamento de Taleb em sua realidade é um exercício simples, um dos primeiros questionamentos que faço com clientes de consultorias. Pense na pergunta: “Como você vê sua vida daqui a 25 anos?

O futuro distante serve como um bom guia daquilo que você valoriza hoje e quer alcançar, assim como o passado pré-18 anos como sugerido por Taleb. Algumas pessoas precisam de perguntas extras para aprofundar o que desejam por responderem de modo muito genérico, como “ser milionário”, ou “viver viajando”, mas é sempre possível chegar à raiz da resposta.

25 anos é longe o suficiente para filtrar todo o barulho gerado pelos acontecimentos diários, removendo você do inferno tático e colocando no paraíso estratégico de sua vida.

Buscando em meu arquivo pessoal, vi que quebrei minhas respostas nas 3 principais áreas da vida. Vou colar minhas respostas aqui para você, mas apenas como exemplo. Para fins de referência, daqui a 25 anos estarei chegando aos 50. E também como exercício em transparência – como diz Taleb, você só pode eticamente vocalizar uma opinião se também tiver “investido pessoalmente naquilo”.

  • “Saúde – Meu corpo é forte, seco (<13% de gordura corporal) e resistente. Eu sou flexível e tenho músculos ativos: consigo fazer até 10 PULL UPS a qualquer momento e consigo correr 10 km em menos de uma hora. Todos os meus sistema estão de pé e minha alimentação e nível de mobilidade são focados na manutenção de um corpo vibrante.
  • Carreira/Negócios – Eu tenho suficiente dinheiro para que eu possa usar coragem e sabedoria, não apenas trabalho pesado, para criar riqueza. Eu quero alavancar todos os meus outros ativos (além do tempo) para ajudar outras pessoas a criarem o máximo de impacto com suas vidas.
  • Relacionamentos – Eu dedico tempo suficiente para cultivar todos os meus relacionamentos próximos. Eu observo meus filhos crescerem, mantenho meu casamento vivo e vibrante e mantenho minha família próxima a mim. Eu tenho várias pessoas olhando para mim em busca de conselhos e eu aconselho jovens para ajudá-los a alcançarem seus potenciais e criar impacto com suas vidas.”

Pense com calma e faça o exercício. Você não precisa dividir o futuro em pilares, embora seja útil para objetividade. Escreva sua própria definição de sucesso.

No discurso de Taleb mencionado, ele segue discutindo o que ele faz na própria vida.

  • Não leia jornais ou siga as notícias de forma alguma.
  • Se algo não faz sentido, você fala e fala em voz alta. Você sofrerá um pouco, mas será antifrágil – no longo prazo as pessoas que precisam confiar em você irão confiar.
  • Trate o porteiro com um pouco mais de respeito do que o chefão.
  • Se algo é entediante, evite – exceto pelos impostos e pelas visitas a sua sogra. Por que? Porque sua biologia é o melhor detector de bobagem que existe; use ele para navegar sua vida.

Há muitas passagens como essas nos livros de Taleb. Algo que faz a literatura dele ser bastante útil é esse viés prático, heurístico, que tenta encapsular sabedoria no formato útil do dia a dia e simples de ser digerido. Ele termina o discurso com a seguinte máxima, que são coisas para evitar em absoluto:

Músculos sem força, amizade sem confiança, opinião sem risco, mudança sem estética, idade sem valores, comida sem nutrição, poder sem justiça, fatos sem rigor, diplomas sem erudição, militarismo sem fortitude, progresso sem civilização, complicação sem profundidade, fluência sem conteúdo, e, acima de tudo, religião sem tolerância.

De agora em diante, sempre que você pensar, discutir ou planejar o sucesso, substitua todas respostas que existem lá fora pela sua. E aja de acordo.

~ Paulo Ribeiro para o Papo de Homem.

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As 20 melhores músicas para acordar, segundo o Spotify, e a ciência

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Há canções que são melhores do que outras para levantarmos da cama motivados e com energia. Pelo menos é o que diz a ciência.

E, aparentemente, a melhor delas é Viva la Vida, da banda britânica Coldplay. Esta é a conclusão do psicólogo , da Universidade de Cambridge, após a realização de um estudo em colaboração com a Spotify, a empresa por trás do aplicativo de música digital.

Greenberg afirma que o uso de músicas “adequadas” pode garantir um despertar menos sofrido: “Para a maioria de nós, é uma luta passar do mau humor para um estado de otimismo. Uma música energética como Viva la Vida pode ajudar alguém a obter energia para o resto do dia.

De acordo com o estudo, os acordes e o ritmo da canção do Coldplay a tornam ideal para despertar. E Greenberg menciona especificamente a terceira e quarta estrofe da canção, dizendo que os trechos têm influência especial sobre o comportamento de quem ouve.

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O psicólogo preparou uma lista de 20 músicas que supostamente têm os ingredientes necessários para que comecemos o dia de bom humor. E o repertório inclui faixas para lá de variadas. De bandas indie como o grupo canadense Arcade Fire a Lovely Day, canção de Bill Withers de 1977.

Todas têm letras em inglês, com palavras positivas, e são em andamentos mais rápidos, de 100 a 130 batidas por minuto, além de seguirem arranjos com crescendo (que aumenta pouco a pouco), o qual produz, segundo Greenberg, um efeito motivador.

“A música não serve apenas para entreter, é algo que adentra nossa psiquê e nosso cérebro. Quanto mais estudamos a música, mais descobrimos o papel que teve no jogo evolutivo, em termos de comunicação e interação social”, explica.

Veja a lista das 20 canções

1. Coldplay – Viva La Vida

2. St. Lucia – Elevate

3. Macklemore & Ryan Lewis – Downtown

4. Bill Withers – Lovely Day

5. Avicii – Wake Me Up

6. Pentatonix – Can’t Sleep Love

7. Demi Lovato – Confident

8. Arcade Fire – Wake Up

9. Hailee Steinfeld – Love Myself

10. Sam Smith – Money On My Mind

11. Esperanza Spalding – I Can’t Help It

12. John Newman – Come and Get It

13. Felix Jaehn – Ain’t Nobody (Loves Me Better)

14. Mark Ronson – Feel Right

15. Clean Bandit – Rather Be

16. Katrina & The Waves – Walking on Sunshine

17. Imagine Dragons – On Top of the World

18. MisterWives – Reflections

19. Carly Rae Jepsen – Warm Blood

20. iLoveMemphis – Hit The Quan


~ Fonte: BBC Brasil.

Pequenos hábitos, grandes resultados

Assistindo uma palestra do Tim Ferris, lembro de abrir meu bloco de notas rapidamente para anotar uma citação. A frase foi simples e, aparentemente, não continha nada de novo, mas ressoou pra mim como a mais pura verdade, um fato que muitas vezes deixamos passar em branco.

“Mantenha as coisas simples, o complexo falha.”

Em geral, quando precisamos mudar algo em nossas vidas, miramos alto demais. Adicionamos camadas de complexidade, na esperança de que toda essa confusa estrutura nos forneça um caminho mais detalhado até nosso objetivo, mas tudo isso só complica. Quando observamos uma coleção de instruções muito extensa ou detalhada, desanimamos. São muitas peças para juntar, acabamos não fazendo nada.

É como ir à academia. Você chega lá no primeiro dia e só quer fazer seu exercício. Sua motivação foi suficiente para levá-lo até lá. Na cabeça, tudo está bem claro. É chegar, treinar e ir embora. Ao fazer a matricula você é questionado por taxas extras e avaliações físicas, a resistência começa a surgir. Um professor recebe a tarefa de mostrar os aparelhos e construir uma ficha de exercícios, apenas depois que fizer seus exames.

Quando vê, você já está encarando uma longa lista de exercícios, cada um com sua forma particular de execução. As máquinas possuem nomes, é preciso decorar o nome dos músculos, pessoas falam dos suplementos que precisam tomar. Quando vê, a simples vontade de perder a barriguinha se transforma num monstro difícil de interpretar.

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Enquanto seu reservatório de motivação está cheio, você segue firme nos primeiros treinos, mas o dia em que acordar meio desmotivado, vai repassar tudo o que tem que fazer, cada exercício, aquecimento, alongamento, pré-treino, pós-treino, gente querendo aparecer, toda a atmosfera que envolve a academia, e quando vê, não sai nem da cama.

Muitas vezes nem renova o próximo mês.

Para alcançarmos mudanças substanciais em nossa vida, precisamos apostar na simplicidade e transformar essa pequena mudança num hábito, onde não precisamos gastar força de vontade para executar. A partir disso sim, podemos começar a entrar em camadas mais complexas.

Reuni um conjunto de atividades simples e de fácil execução, que por isso possuem grande potencial de sucesso.

1. Tome um banho frio

Existe uma extensa literatura sobre os benefícios do banho frio. Alguns artigos tratando do assunto apontam desde o crescimento de massa muscular, perda de gordura até redução em níveis de depressão. Mas o benefício aqui é outro.

Ao abrir o chuveiro frio, uma tempestade de pensamentos preenche nossa mente, tentando nos convencer de que aquilo não é uma boa ideia. Você sabe que o conforto está a uma chave de distância, que não precisa fazer aquilo. Como em todas as situações da vida, começamos a racionalizar os motivos para evitar o desconforto.

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Faz muito tempo que não tomo um banho quente, mas todas as vezes que abro o chuveiro sou recebido com a mesma carga de justificativas, tentando me convencer de mudar a chave para o banho quente. Com o tempo é fácil observar que os mesmos mecanismos de racionalização que sua mente cria para não tomar um banho frio, são os mesmos que usa para não sair de casa e ir correr no domingo a tarde. São as mesmas desculpas que o seguram quando resolve começar aquele projeto novo.

Nosso cérebro repete seus argumentos e quando entendemos que estamos sendo enganados por nós mesmos, reconhecendo estes padrões, é mais fácil de cortar as desculpas e seguir em frente. Enfrentar a barreira da zona de conforto e observar como você se comporta é simples e resulta em grandes mudanças.

2. Para entrar em forma, use as escadas

Se você está precisando entrar em forma e ainda não bateu aquele ânimo de procurar uma academia ou uma atividade que agrade, dê preferência às escadas.

O ato de subir escadas exercita os músculos da coxa e dos glúteos, descendo, você ainda recruta a panturrilha. Pela frequência repetitiva de movimentos, subir escadas estimula o coração, trabalhando a capacidade cardiovascular. Uma única subida de escada pode não fazer tanta diferença, mas se considerar quantas vezes utiliza o elevador por dia, a simples troca pode representar o mesmo que uma caminhada de 30 minutos no fim do dia.

No começo eu tentava justificar com tempo. Estou com pressa, não consigo trocar o elevador pelas escadas. Honestamente, isso é sempre uma grande desculpa.

Parece boa, afinal, sempre precisamos chegar no trabalho o mais rápido possível. Observando friamente, utilizo a escada por todos esses anos e posso dizer que, em média, a diferença de tempo costuma ser de, no máximo, dois minutos. Em horário de pico é quase zero, já que o elevador para em muitos andares até chegar ao destino.

Acredite, dois ou cinco minutos não vão fazer diferença alguma no final das contas.

3. Trabalhe com pausas

É muito comum nos pegar voando por aí. Cheio de trabalhos para entregar, emails para responder, e quando vemos, estamos sentados descendo a barra de rolagem do Facebook. É muito difícil quebrar o padrão de desvio quando estamos com a atenção tão longe, e mesmo quando nos forçamos a fazer o trabalho, quando menos esperamos nos pegamos com a cabeça presa em outro lugar novamente.

Criar pequenos intervalos entre as tarefas sacia nossa vontade de relaxar, e ainda assim fazer o que precisamos. A versão detalhada desta técnica se chama Pomodoro Technique, mas aqui vai a versão mais simples possível disso. Lembre-se: o complexo falha.

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Ajuste um despertador para 15 ou 25 minutos, este é o tempo médio que um adulto consegue manter a concentração em uma atividade, sem desviar seriamente sua atenção. A cada período de 15 minutos, dê 5 minutos de pausa.

Essa pausa é livre, sem culpa. Use o Facebook, leia um texto, tome um cafezinho, faça o que quiser para relaxar. Quando o intervalo de 5 minutos acabar, assuma o próximo ciclo de atividades. A cada 4 ciclos dê um intervalo maior, de 15 minutos, para fazer alguma atividade que exija mais tempo, como pagar contas ou assistir um vídeo mais longo no Youtube.

Não adianta se enganar, ninguém fica trabalhando sem parar por 1 hora consecutiva, neste período sua atenção viaja para bem longe, às vezes por bem mais que 5 minutos. A luta entre a atividade que deve ser executada e os prazeres da procrastinação começam a se chocar.

Com um intervalo específico agendado, essa briga está resolvida. Quando pensar em abrir o Facebook enquanto preenche aquela planilha, basta lembrar que em alguns minutos você poderá fazer isso sem culpa alguma.

4. Decisões difíceis? Faça uma caminhada

Exercícios físicos não estimulam apenas o corpo. Nosso cérebro é extremamente beneficiado pelo aumento da circulação sanguínea. Uma ressonância magnética realizada em alunos sentados em silêncio, e logo após uma caminhada de 30 minutos, demonstra o impressionante efeito de um simples passeio.

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Caminhadas são excelentes para o momento antes de uma prova, tomar decisões importantes, resolver problemas difíceis. Frequentemente, achamos que ficar parado em cima do problema nos ajudará a encontrar uma solução mas, às vezes, para achar a resposta o que você precisa fazer é só sair para dar uma volta.

5. Ansioso? Estressado? Medite

É impossível escrever sobre maneiras simples de melhorar a vida sem falar sobre meditação. Essa prática amplia sua capacidade de concentraçãomemóriasentimentos como empatia e compaixão. Meditar também reduz ansiedadeestresse e depressão.

A lista de benefícios vai muito além e parece não acabar, mas já deu para pegar a ideia. Muita gente acaba não usufruindo destes benefícios por alguns mitos pouco esclarecidos.

Vale enfatizar que: Não é necessário horas meditando todo dia para sentir os benefícios. Algo em torno de 10 a 40 minutos já são o suficiente para apresentar resultados incrivelmente satisfatórios.

Apesar de muitas tradições antigas utilizarem técnicas de meditação (existem inúmeras), não necessariamente precisa existir um vinculo religioso na prática, a não ser que você prefira seguir por esse caminho. Apesar dos primeiros passos serem simples, existe toda uma gama de conhecimento em torno de técnicas que no futuro podem ser bastante interessantes.

O Gustavo Gitti postou um excelente guia para todos que desejam começar:


6. Leia um livro por semana

Com todos esses elementos da tecnologia moderna nos distraindo constantemente, é muito difícil manter nossos hábitos de leitura. Substituímos os livros por séries de televisão, tempo no Facebook, jogos de celular, e quando vemos, a nossa pilha não lida está cada vez maior.

Não existem dúvidas que ler mais influencia positivamente muitos os aspectos de nossa vida. O que basta é saber organizar isso e encaixar este hábito na agenda. Sempre que batemos o olho em um, nos deparamos com o sentimento de execução a longo prazo. Pensamos em todas as páginas que vamos ler, uma por uma, deixando pra lá o real sentimento de aproveitá-lo e absorver o conhecimento que ele pode trazer. O segredo para bloquear isso é criar metas fáceis de alcançar e repeti-las diariamente.

Aumentei meu ritmo de leitura durante o programa de empreendedorismo que participei ano passado. O material de apoio utilizava 19 livros e eu queria ler todos durante os 3 meses do programa.

Organizei minha rotina de leitura em dois períodos: um pela manhã e um antes de dormir. Em cada um eu leria 10% do livro, levasse o tempo que fosse necessário. Como eu sou um forte adepto dos transportes públicos, acabava lendo ao longo do dia, enquanto esperava o metro ou durante a viagem. Isso acabava dando 30% por dia, totalizando 3 a 4 dias para ler cada.

Julien Smith fez um post em sua página no Medium com uma dica simples, mas super eficiente para atingir a meta de completar um livro por semana. Um livro médio possui entre 250~300 páginas. Alguns um pouco mais, outros menos. Numa média razoável ao longo do ano, 40 páginas por dia podem garantir 52 volumes lidos.

Para quem não tem tempo de sentar e ler 40 páginas (cerca de 1 hora de leitura para uma pessoa normal), uma excelente alternativa é utilizar o leitor “voz para texto” no Kindle, ou optar por audiobooks, ouvindo enquanto dirige, treina ou trabalha.

Sei que nem todo mundo pretende ler tantos livros assim, mas para quem estuda ou possui uma longa lista, é um hábito que vale ouro.

7. Ação mínima viável

Sempre que quero realizar algo, independente de quão complicado seja, faço uma simples pergunta:

“Qual a menor ação que posso fazer para iniciar este hábito?”

Tem o sonho de correr uma maratona e nunca correu na vida? Que tal só colocar o tênis e sair para caminhar? Qual seria um prato interessante, mas não muito trabalhoso? Mudar de carreira mas ainda não tem confiança? Comece um blog sobre o assunto.

Todo grande objetivo pode ser quebrado numa peça muito pequena, que sirva de impulso para alcançar algo maior. Entenda que existe o cenário grande, mas sempre procure a menor coisa que pode fazer para tornar essa transição a mais simples possível.

~ Alberto Brandão para o Papo de Homem.

O poder transformador da música

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Eu me “curo” através da música o tempo todo.

É o que me faz acordar, o que me faz levantar a cabeça, o que me ajuda a alimentar minhas motivações, o que me faz chorar, o que define meu estado de espírito e é como eu divido o que sinto. É minha terapia e válvula de escape (é onde me sinto bem). Não sei viver sem. E tenho certeza que, se você pensar bem, com você também é assim.

Fiquei tocado com a dica do leitor Cayo Costa, que assistiu sobre o documentário ontem no Manhattan Connection e fez  a gentileza de mandar a dica por email (valeu Cayo!).

O documentário ALIVE INSIDE faz parte do projeto Music & Memory de Dan Cohen. Projeto que leva, diariamente, música para idosos e doentes na tentativa de melhorar um pouco o dia-a-dia deles. Ouvir música é uma das experiências mais profundas que passamos, constrói uma conexão poderosa. O filme mostra a beleza da descoberta deste poder. Poder que pode despertar mentes consideradas dormentes e em processo de deteriorização.

O trecho acima conta um pouco da experiência com Henry Dryer, de 92 anos (um dos sete pacientes do documentário). Dryer sofre de Alzheimer e hoje, infelizmente, não reconhece nem a própria filha. O que o prazer de ouvir uma música faz com ele é especial. Ele se transforma (reparem como parece que ligaram a mente dele).

“I’m crazy about music, gives me the feeling of love”, Dryer repete.

O neurologista Oliver Sack, estudioso sobre os efeitos da música no cérebro, diz, impressionado, que Henry se conectou mais uma vez com ele mesmo e lembrou quem ele é.

Fonte: Update or Die!