As 20 melhores músicas para acordar, segundo o Spotify, e a ciência

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Há canções que são melhores do que outras para levantarmos da cama motivados e com energia. Pelo menos é o que diz a ciência.

E, aparentemente, a melhor delas é Viva la Vida, da banda britânica Coldplay. Esta é a conclusão do psicólogo , da Universidade de Cambridge, após a realização de um estudo em colaboração com a Spotify, a empresa por trás do aplicativo de música digital.

Greenberg afirma que o uso de músicas “adequadas” pode garantir um despertar menos sofrido: “Para a maioria de nós, é uma luta passar do mau humor para um estado de otimismo. Uma música energética como Viva la Vida pode ajudar alguém a obter energia para o resto do dia.

De acordo com o estudo, os acordes e o ritmo da canção do Coldplay a tornam ideal para despertar. E Greenberg menciona especificamente a terceira e quarta estrofe da canção, dizendo que os trechos têm influência especial sobre o comportamento de quem ouve.

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O psicólogo preparou uma lista de 20 músicas que supostamente têm os ingredientes necessários para que comecemos o dia de bom humor. E o repertório inclui faixas para lá de variadas. De bandas indie como o grupo canadense Arcade Fire a Lovely Day, canção de Bill Withers de 1977.

Todas têm letras em inglês, com palavras positivas, e são em andamentos mais rápidos, de 100 a 130 batidas por minuto, além de seguirem arranjos com crescendo (que aumenta pouco a pouco), o qual produz, segundo Greenberg, um efeito motivador.

“A música não serve apenas para entreter, é algo que adentra nossa psiquê e nosso cérebro. Quanto mais estudamos a música, mais descobrimos o papel que teve no jogo evolutivo, em termos de comunicação e interação social”, explica.

Veja a lista das 20 canções

1. Coldplay – Viva La Vida

2. St. Lucia – Elevate

3. Macklemore & Ryan Lewis – Downtown

4. Bill Withers – Lovely Day

5. Avicii – Wake Me Up

6. Pentatonix – Can’t Sleep Love

7. Demi Lovato – Confident

8. Arcade Fire – Wake Up

9. Hailee Steinfeld – Love Myself

10. Sam Smith – Money On My Mind

11. Esperanza Spalding – I Can’t Help It

12. John Newman – Come and Get It

13. Felix Jaehn – Ain’t Nobody (Loves Me Better)

14. Mark Ronson – Feel Right

15. Clean Bandit – Rather Be

16. Katrina & The Waves – Walking on Sunshine

17. Imagine Dragons – On Top of the World

18. MisterWives – Reflections

19. Carly Rae Jepsen – Warm Blood

20. iLoveMemphis – Hit The Quan


~ Fonte: BBC Brasil.

Dicionário Lúdico Brasileiro

lúdico | adjetivo
  1. relativo a jogo, a brinquedo.
  2. que visa mais ao divertimento que a qualquer outro objetivo.
    “observava a criança em seus exercícios l.: corria, saltava, dançava”
  3. que se faz por gosto, sem outro objetivo que o próprio prazer de fazê-lo.
    “trabalhar com leitura, para eles, era uma atividade”

Céu: 1. passeio público de pássaros; 2. lugar onde caem os balões de São João; 3. papel de embrulho da Terra; 4. local especificamente construído para as nuvens repousarem seus pés; 5. o mesmo que dar pequenos saltos com as mãos para o alto; 6. foto ampliada dos olhos de Chico Buarque; 7. diz-se do maior abraço que se pode dar; “Para abraçar abelhas, uso mel / minhas palavras, um papel / já meu amor é sempre o céu.”

Sexo: 1. marca de sapatinhos de lã azuis ou cor-de-rosa; 2. aquilo naquilo, naquela ou naqueloutro; 3. espécie de polvo que comumente habita lençóis ou tapetes e pode ter entre 8 e 960 tentáculos; 4. conglomerado intercontinental que fabrica “uis”, “ais”, “ohs” e afins em 1.257 idiomas; 5. irmão siamês do tesão; 6. antônimo de cadáver (exceto para necrófilos); 7. momento que antecede sonhos em technicolor; 8. festa no céu; 9. o homicídio do hímen; 10. animalzinho que se alimenta de feromônios; 11. esconde-esconde em versão de adultos; 12. tranquilizante natural à base de gemidos; 13. matéria-prima das sex-shops; 14. um dos apelidos do amor; 15. o pai de todas as guerras; 16. nômade que acampa em tendas iluminadas com neon, à beira da estrada; 17. motivo de dúvida e inquietação entre a classe angelical; 18. na geometria clássica, o encaixe perfeito entre côncavo e convexo; 19. na astrofísica, instante em que nascem os corpos celestes; 20. primeiro estágio da gravidez; 21. segundo Freud, o que leva o homem a chupar chupeta; 22. na economia moderna, bem complementar ao látex; 23. um dos motivos pelos quais elevadores ficam presos entre dois andares; 24. Gênese; “Acolhe-me em teu sexo, moça de sorriso largo, para que a vida seja a fusão entre duas meias-mortes e, o futuro, algo guardado no bolso traseiro esquerdo de um jeans despido e esquecido por sobre a mesa do jantar.”

Casa: 1. conjunto de paredes dispostas em forma de coração; 2. lugar de onde se sai, mas não se deixa; 3. o outro nome de família; 4. almofada macia usada pelos guerreiros após grandes batalhas; 5. trampolim para a felicidade; 6. objeto de desejo dos recém-unidos; 7. segundo a ciência moderna, o centro dos sistemas solares; 8. local onde se está melhor protegido das tempestades; 9. sobrenome da Paz; 10. caixa de segredos com lacre inviolável; 11. coletivo de cumplicidade; 12. habitat natural do bicho comumente chamado de “amigo”; 13. objetos que, quando em cima de outros, chama-se de “edifício”; 14. baía de águas calmas; 15. apêndice dos quintais; 16. nome popular de doce chamado Lar; 17. tataraneta das cavernas; 18. na geografia, o lugar do mundo onde o dia amanhece com cheiro de café; 19. agrupamento de tijolos unidos pelo cimento da marca Confiança; 20. motivo da existência das passagens de ida-e-volta; “Vai chegar o dia, amor, em que todas as casas serão amarelas, todos os sonhos serão perfumados e todos os sorrisos terão a duração exata de um milênio, com direito a prorrogação e champanhe no final.”

Mar: 1. grande extensão de água salgada que cobre a maior parte do coração; 2. estrada ondulada pintada de verde ou azul; 3. galáxia que eventualmente goteja através dos olhos; 4. medicamento homeopático utilizado para cura de males não corpóreos; 5. um dos membros de uma família de sete; 6. país onde nascem as pérolas; 7. beirada do mundo; 8. constelação de peixes; 9. ser assexuado que vive a lamber corpos e que, quando muito irritado, costuma engoli-los vivos; 10. tábua onde o vento brinca de fazer renda; 11. cômodo que mais valoriza um apartamento novo; 12. conteúdo das conchas; 13. o outro nome do silêncio; 14. grande corporação internacional que fabrica náufragos; 15. espelho utilizado pelo céu em dia de festa; 16. independente da cor, a cor dos olhos de quem é objeto de amor; 17. terra natal de Jacques Costeau; 18. amigo traiçoeiro que separa e une enquanto sorri; 19. adeus que vai e vem; 20. lugar para onde corre o rio formado pelas dores do mundo; 21. o namorado da lua; 22. monarquia absolutista comandada por Netuno; 23. causa da existência da bacalhoada; “O mar é salgado, amor meu, porque houve um dia, muito longe, em que eu ainda não tinha encontrado você. E a vida, ah que vida?, escorria, seca, pelo meu rosto.”

Boca: 1. extremidade externa do coração; 2. pétala vermelha e perfumada que nasce do sorriso dos amantes; 3. porta de entrada do desejo; 4. órgão complementar do aparelho reprodutor; 5. invólucro de galáxias; 6. micro-empresa que produz ósculos; 7. local que deve permanecer vedado para que se evite a entrada de insetos dípteros; 8. motivo de desconfiança de Chapeuzinho Vermelho; 9. lar do ronco; 10. elemento anatômico indispensável ao disparo de cusparadas; 11. moldura de um quadro intitulado “alegria”; 12. maior símbolo do rock and roll; 13. quando de encontro a outra em velocidades superiores à da luz, estimuladora da produção de relâmpagos; 14. local onde se introduz endorfinas em forma de barras, no combate à melancolia; 15. motivo da existência das fábricas de batom; 16. misteriosa caverna da alma, de onde nunca se sabe que animal pode sair; 17. carne macia ao toque da língua; “De minha boca, amor meu, o que de pior podes receber é uma saraivada de brisas em forma de breves explosões sem nenhum rumor.”

Adeus: 1. pequeno lenço branco que espalha lágrimas ao vento; 2. movimento de vai e vai do mar dentro dos olhos; 3. gesto obsceno executado por desamantes em desvario; 4. nona nota musical; 5. cor que sobra no desbotamento do azul; 6. congelamento criogênico momentâneo do coração; 7. cais à beira-d’alma; 8. diz-se daquele instante em que desabam pétalas por sobre o esquife; 9. restos mortais de fotografias não amareladas; 10. na geometria, o ponto exato onde termina uma reta e começa uma curva; 11. verruga que nasce no queixo e que, não tratada adequadamente, transforma-se em tumor maligno; “Adeus, amor, é animal em extinção na minha floresta de palavras, desde que seus olhos lumiaram no escuro de minha alma.”

Felicidade: 1. invólucro onde se guardam sorrisos; 2. momento em que os ponteiros do relógio decidem dançar valsa; 3. líquido viscoso que escorrega por entre os dedos; 4. pedaço de gente com cheiro de talco; 5. movimento espontâneo dos cantos da boca em direção às orelhas; 6. sobrenome do azul; 7. olodum dentro do peito; 8. conjunto de círculos concêntricos em rubro e branco para onde se atiram dardos em forma de coração; 9. roçar de pés por sob o cobertor em noites com temperatura inferior a 18 graus; 10. tia-avó da alegria; 11. erva da qual se faz um chá afrodisíaco; 12. movimento elíptico do Sol em torno do ser amado; 13. nome dado à gota salgada que despenca dos olhos em dia de festa; 14. sensação de se ter feito o que se deveria ter feito; 15. oitava cor do arco-íris; 16. retângulo onde se inserem flagrantes registrados em nitrato de prata; 17. desejo súbito de voar; 18. distúrbio psicológico que causa avalanche de gargalhadas; 19. silêncio que se segue à trovoada; 20. exibição permanente da arcada dentária sem motivos justificados aos olhos dos desprovidos de inocência; “Vem, amor… Me dá um beijo e me arranha as costas, que hoje eu quero sentir o gosto da felicidade.”

Cabelo(s): 1. continuação dos dedos dos apaixonados 2. moldura colorida da alegria; 3. cobertura dos sonhos; 4. uvas verdes dos calvos; 5. na música brega, fio comumente encontrado em paletós; 6. teia onde se prendem os sorrisos; 7. Alphaville dos piolhos; 8. extremidade superior das espigas; 9. melhor amigo do vento, desde que não manipulado por cabeleireiros; 10. matéria-prima do argentum; 11. inimigo mortal da alopecia; 12. na mitologia, músculo mais potente de sansão; 13. rédeas dos amantes; 14. órgão sexual dos anjos; 15. delgada mola de aço em espiral que regula o movimento dos relógios; 16. fio de queratina detonador da saudade; 17. nas mulheres, sobrenome da insatisfação; 18. nos homens, o antônimo de pavor; 19. matéria-prima das tranças; 20. nos contos de fada, escada para subir em torres altas; 21. véu perfumado que cobre a cabeça do ser amado; “Deixa eu sentir os seus cabelos, amor, que o vento não veio e as flores andam nervosas sem perfume.”

Sorriso: 1. ponte iluminada para o Natal; 2. telegrama assinado pela alegria; 3. tique nervoso de quem ama; 4. holofote próprio para iluminação de tocas de tristezas; 5. subproduto de noite divertida sob (ou sobre) lençóis; 6. antônimo de mágoa; 7. melhor amigo dos pirulitos de morango; 8. prévia de carnaval dentro do peito; 9. veleiro à deriva no mar da vida; 10. arrecife de pérolas; 11. cartão de visitas da gargalhada; 12. alimento preferencial da paixão; 13. muralha contra invasões bárbaras; 14. creme dental refrescante; 15. inimigo figadal do desprezo; 16. as time goes bye; 17. um dos irmãos Marx; “Vem, meu sorriso, que a vida corre depressa e é preciso descalçar os sapatos e pisar nas nuvens antes que elas amadureçam.”

Lágrima: 1. saudade na forma líquida; 2. mistura de água do mar com alma moída; 3. secreção aquosa expelida através dos canais lacrimais quando se espreme o coração; 4. felicidade que escorre pela face; 5. estrela cadente que despenca do céu dos olhos de quem ama; 6. motivo da existência de lenços brancos; 7. resultado da fusão de sentimentos contraditórios quando submetidos a altas temperaturas; 8. nome comumente dado ao fim de um romance; 9. momento que antecede o adeus; 10. pedaço de ontem; 11. antônimo de desprezo; 12. matéria-prima das jujubas; 13. grande inspiração dos poetas; 14. fado de Amália Rodrigues; 15. na Europa, folha que cai da árvore quando chega o outono; 16. na infância, associada ao berro, alarme de fome; 17. na velhice, fome de colo; 18. névoa úmida que cobre o mundo quando chove dentro da gente; “Não, isso não é lágrima, não. É que a felicidade virou mar dentro de mim e a maré acabou de subir.”

Filho(a): 1. raspas de coração 2. felicidade que suja fraldas; 3. tubo extremamente barulhento em uma extremidade e absolutamente irresponsável em outra; 4. paz banguela; 5. big-bang dentro do peito; 6.motivo da existência de calendários; 7. principal causa da acrofobia; 8. material orgânico usado para derreter granito; 9. ausência de bolinhas amarelas; 10. sinônimo de amanhã; 11. nome dado à barriga de espécimes femininos em estado interessante; 12. indivíduo devorador de bolotas vermelhas doces presas a palitos; 13. animaizinhos que nunca crescem; 14. antônimo de suicídio; 15. abobalhador de adultos; 16. ser gerado originalmente em laboratório por fábricas de filmes fotográficos; 17. o outro nome da insônia; 18. efeito colateral do amor; 19. comprovação científica da existência de Deus; “Quero ter um filho contigo, porque o mundo tem verde demais e eu gosto do azul.”

Fidelidade: 1. marca de adesivo impermeável; 2. corrente filosófica criada pelo cubano Fidel Castro; 3. cisco encontrado no canto dos olhos de pessoas que se amam; 4. substância corante, avermelhada, que se extrai de certos corações; 5. tipo de anomalia encontrada no bico de alguns pássaros da espécie beija-flor que faz com que eles só consigam sugar néctar de apenas um tipo de flor; 6. movimento do pescoço dos girassóis quando se inclinam em direção ao Sol; 7. pequena cidade do interior de Pernambuco que só possui um jardim para namorados; 8. figura de linguagem criada pelo poeta Rodolfo Muanis que serve para medir a resistência e maleabilidade de sentimentos; “Sua fidelidade foi suficiente para passar anos do outro lado do mundo, mas arrebentou-se quando atravessou a rua.”

Piolho: 1. na ciência, diz-se da parte material da coceira; 2. nome dado aos membros de associações anti-calvície; 3. o amigo de mais baixa estatura das criança em fase pré-escolar; 4. pulgas sem mola; 5. estado de total preenchimento da região bucal; “Desfocada e de maré invertida, ela não proferia palavra, como quando em cambalhotas abarrotava a boca com vento gelado em um completo estado-piolho.”

Saudade: 1. nome da tia mais velha de uma família de oito irmãos; 2. distância média entre seres inseparáveis; 3. a mais aguda nota do batimento cardíaco; 4. diz-se do momento primeiro em que uma criança toma consciência de ter nascido da barriga da mãe; 5. o grito enlatado de alguém que passa dentro de um carro em alta velocidade; “A noite aberta sobre seus ombros era tão lenta quanto as saudades desconexas dos carros tristes que passavam pela avenida.”

Música: 1. pantufas para o ouvido; 2. a fala das pessoas apaixonadas; 3. tempero cinematográfico; 4. gargalhada de criança; 5. o mar indo e voltando; 6. o silêncio entre uma batida e outra do coração; 7. momento da transa em que o resto do mundo deixa de existir; “E não ligavam a mínima para o problema que enfrentariam quando voltassem à cidade, pois, naquele momento, a música tocava alto…”

Pai: 1. indivíduo que alicia crianças a torcer pelo seu time do coração; 2. marca de tintas brancas para o cabelo; 3. o mesmo que pudim de chocolate; 4. espaço do ombro reservado para nos carregar em momentos difíceis; “Olhou para o lado e não teve dúvidas: subiu no pai e, ao avistar o outro lado do muro, os olhos viraram cachoeira…”

Cadarço: 1. arame sem espinhos; 2. sobremesa de gaviões; 3. acordoamento para instrumentos feitos de lata; 4. ponte para formigas; “Quando atravessavam o último cadarço, o pânico tomou conta das formigas ao avistarem lá do céu uma vassoura aproximando-se rapidamente…”

Mulher: 1. fábrica de gente; 2. motivo da existência dos poetas; 3. melhor amiga dos sapatos; 4. indivíduo portador do sexto, do sétimo e do oitavo sentidos; 5. antônimo de fragilidade; 6. pequeno animal que se alimenta de sonhos; 7. melhor abrigo contra tempestades; 8. segundo a ciência, prova inequívoca da existência de um ser superior; 9. sinônimo de porto seguro; 10. o outro nome de alicerce; 11. maior ídolo das flores; 12. enigma que anda; 13. astro celeste que emite luz; 14. corporação internacional que domina o mundo, criada a partir de uma costela; 15. sorriso cercado de admiração por todos os lados; 16. inimiga mortal das bielas e rebimbocas; 17. inspiração de Graham Bell na invenção do telefone; 18. tribo caracterizada por pintar a boca de vermelho, camuflar freqüentemente os cabelos e guerrear valentemente sobre altos saltos; 19. talento na forma humana; 20. a mais adorável das coisas que ninguém entende; “Não é que eu seja menor, amor. É que você é mais, é que você é sonho, é que você é gesto, é que você é cor, é que você é pluma, é que você é céu. É que você é mulher, e isso basta para que seja mais.”

Pé: 1. pneu de gente; 2. indivíduo que, quando está de pé, está deitado, e quando está deitado, está de pé; 3.veículo locomotor movido a sonhos; 4. órgão externo do aparelho dançomotor; 5. fábrica de chulé; 6. Alphaville do bicho de pé; 7. se torto, candidato a lateral esquerdo da Seleção Brasileira de futebol; 8. se “na bunda”, sinônimo de adeus; 9. se “de valsa”, antônimo de timidez; 10. se “de moleque”, festa no céu da boca; 11. se “de pano”, tema de música de Frankito Lopes; 12. triturador de uvas; 13.motivo da existência das botinhas ortopédicas; 14. o viagra do podólatra; 15. se “de galinha”, sinônimo de pânico; 16. se “de mesa”, sonho masculino; 17. se “direito”, medida da altura da tranquilidade; 18. se “de serra”, festa a noite inteira; 19. indivíduo que, se sem par, vive pulando; 20. se gelado, lazarento; 21. termômetro para piscinas; 22. motivo de pavor nos formigueiros; 23. melhor amigo da massagem; 24. se “de meia”, futuro em maços; 25. parte do ser amado mais procurada em noites frias; “Coloca aqui teus pés juntinho aos meus, amor, que dentro de mim está ventando e sinto muito, muito frio.”

Relógio: 1. caixa metálica, plástica ou de madeira onde se esconde o tempo; 2. boi-da-cara-preta dos assalariados; 3. Adolf Hitler dos apaixonados; 4. se sozinho, uma certeza; 5. se em grupo, várias dúvidas; 6. salão de baile dos ponteiros; 7. garoto-propaganda da Suíça; 8. se digital, beijo técnico; 9. conglomerado mundial que fabrica horas, minutos e segundos; 10. a casa dos cucos; 11. banda musical que só compôs a música Tic-Tac; 12. na biologia, animal que se alimenta de futuro, em mínimas porções; 13. pequeno ditador que aprisiona sonhos; 14. rede mundial de vigilância criada pela Associação Internacional dos Chefes; 15. guru da seita Coelho de Alice; 16. indivíduo bipolar que corre muito quando não se quer e rasteja lentamente quando não se precisa; 17. se parado, o tempo empalhado; “No meu relógio, amor, os ponteiros decidiram fazer greve por tempo indeterminado, para que possamos dançar e dançar e dançar enquanto a vida sussurra para o mundo inteiro a nossa música e a noite dorme até mais tarde e decreta feriado no planeta.”

Abraço: 1. habitat natural do carinho; 2. base alimentar popularmente chamado de amor; 3. verdadeiro objetivo do gol; 4. porto seguro; 5. Prozac natural; 6. beijo de umbigos; 7. transfusão de afeto; 8. ato de envelopar quem se ama; 9. espantalho de saudades; 10. felicidade cheia de braços; 11. abrigo anti-aéreo; 12. sistema de calefação ecologicamente correto; 13. plano B de quem dá adeus; 14. apelido de um senhor de nome amplexo; 15. AR 15 do tamanduá; 16. aquilo que Gil manda para Terezinha, para o Chacrinha e para toda a torcida do Flamengo; 17. antônimo de longe; “Vem, moça de abril, e me dá um abraço com seu sorriso e me leva pra bem longe da saudade de quem um dia ainda vamos ser.”

~ A maioria dos textos é de André Gonçalves sob a denominação de Minidicionário das Pequenas Grandes Coisas, mas também contêm contribuições de Vitor Freire e Alisson Villa. Encontrado na internet há muito, muito tempo atrás. #BaúDoTesouro #VelhosTempos

Este videoclipe foi todo filmado em apenas 5 segundos

O videoclipe da música “Unconditional Rebel” da cantora francesa Siska foi gravado em apenas 5 segundos. Utilizando uma câmera que filma a 1000 quadros por segundo a bordo de um carro a 50km/h, foram filmados 80 figurantes em linha fazendo coisas diversas ao mesmo tempo.

Quando reduzidos à velocidade normal de 24 quadros por segundo, esses meros 5 segundos se tornam 3 minutos e meio de vídeo, gerando um estranho efeito de que tudo está parado no tempo. Lembra muito a trilogia Matrix (e as dezenas de outros filmes que fizeram uso do “bullet time”depois dela).


~ Flávio Serpa para o B9.

Movimento musical

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O fotógrafo Stephen Orlando conseguiu captar o movimento quase imperceptível que se faz quando se desliza rapidamente algumas curvas ao longo de cordas em instrumentos musicais, com os sentidos normalmente atraídos para os sons raramente notamos os movimentos dos instrumentos que estão sendo tocados. Ao utilizar luzes LED cuidadosamente colocadas e uma câmera de longa exposição, Orlando pôde acompanhar esses movimentos através do espaço, como linhas leves que se estendem para fora do corpo e instrumento.

Gostou? Você pode ver mais obras iluminadas em seu Instagram e Facebook.

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~ Kate Sierzputowski para o Colossal.

As estratégias oblíquas na prática

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As Estratégias Oblíquas (subtítulo: Mais de Cem Dilemas Valiosos) é um baralho de cartas impressas de 7 cm por 9 cm numa caixa preta, criadas por Brian Eno e Peter Schmit e primeiro publicadas em 1975. Cada carta oferece um aforismo direcionado para ajudar artistas (músicos em particular) a romper bloqueios criativos encorajando o pensamento lateral. ~ Wikipedia

Sugeri a tradução deste texto, originalmente publicado no blog The Cross-Eyed Pianist, lembrando que um de meus professores na filosofia utilizava esse método na construção de seus artigos e outras atividades filosóficas.

Elas foram dirigidas para a composição e produção de música, mas podem ser úteis em qualquer outro empreendimento humano em que se depare com bloqueios criativos.

* * *

No início da semana ouvi um programa interessante da BBC Radio 4 em que o poeta Simon Armitage se propunha a descobrir mais sobre a origem e utilização das cartas de Estratégias Oblíquas. O emprego mais famoso das cartas ocorreu quando Brian Eno gravava os três discos berlinenses de David Bowie Low, “Heroes” e Lodger nos anos 1970. No programa de rádio, Simon conversou com Carlos Alomar (guitarrista nestes discos de Bowie), o jornalista de música Paul Morley e o chef Ian Knauer, que usam estas cartas, e durante o curso das entrevistas com várias outras pessoas criativas, se tornou claro que esses breves aforismos gnômicos, selecionados aleatoriamente, são capazes de provocar formas de pensar novas ou inesperadas perante problemas e dificuldades renitentes, e não apenas aqueles encontrados durante os processos criativos, tais como escrever, compor ou pintar/fazer arte, mas também na vida cotidiana.

Também me impressionou, enquanto ouvia o programa de rádio, que as cartas das Estratégias Oblíquas podem ser utilizadas para revigorar ou jogar uma luz sobre uma questão que pode estar causando problemas no estudo, ou ajudar a pensar e agir mais criativamente durante o treinamento musical. É amplamente reconhecido que se nossa prática se torna monótona, sem reflexão ou criatividade e tediosa, ela não será produtiva.

Separei algumas Estratégias Oblíquas e considerei como podem ser utilizadas na prática diária, bem como na preparação para apresentações. Aqui trago algumas de minhas próprias respostas para as cartas, como simples sugestões, e talvez inspiração para outras pessoas tentarem esse método.

‘A repetição é uma forma de mudança.’

Todos nós sabemos que a prática repetitiva é a atividade que fixa a música na cabeça, nas mãos, nos olhos e ouvidos. A repetição é o que treina a memória muscular (o que os psicólogos chamam de “memória procedural”, já que na verdade nossos músculos não possuem memória de movimento). Mas praticar a mesma frase ou seção vez após vez, 20, 50, ou talvez 100 vezes, pode se tornar insatisfatório ou tedioso. Portanto, é preciso fazer cada repetição valer: ouvir, olhar, pensar, considerar cuidadosamente, de forma que cada repetição tenha seu valor.

‘Que erros foram cometidos na última ocasião?’

Um aforismo óbvio e útil. Nunca ignore os erros: considere porque ocorreram e como podem ser solucionados. Veja-os positivamente – sempre podemos aprender com eles – e tome atitudes para que não ocorram novamente.

‘Observe a ordem que usa para fazer as coisas.’

Que sugestão excelente! Se as sessões de prática estão sempre seguindo o mesmo padrão – aquecimento com escalas e exercícios, por exemplo, antes de trabalhar com peças musicais – tente misturar as coisas um pouco. Quem sabe fazer alguns exercícios longe do instrumento enquanto contempla-se o que se precisa trabalhar mais, e então tentar um estudo rápido ou uma leitura a primeira vista?

‘Ouça a voz mais baixa.’

Tirar um tempo para ouvir cuidadosamente e tocar num volume mais baixo (e devagar) é um elemento importante da prática, muitas vezes esquecido pelos mais jovens (e também pelos mais experientes) que desejam tocar com a exuberância da juventude, ou que querem passar pela sessão de prática o mais rápido possível. Quando tocamos mais baixo e vagarosamente, nos permitimos mais tempo para considerar a música: olhar para os detalhes, e as diversas “vozes” e linhas de melodia. Quem sabe uma “voz mais baixa” na mão esquerda não tenha recebido a atenção devida? Tente destaca-la e ver que efeito produz.

‘Não é preciso se envergonhar de usar as próprias ideias.’

Não confie sempre no professor para guiá-lo em aspectos de técnica, interpretação e musicalidade. Confie em seus instintos e seja corajoso, aprenda ao ouvir e observar os outros, tanto ao vivo quanto em gravações. Faça seus próprios juízos. Um bom professor guiará e aconselhará, e também oferecerá sugestões se algo que você está fazendo é “de mau gosto” ou não se adequa ao gênero ou caráter da música em questão.

‘Use pessoas “sem qualificação”’

Isto está ligado ao cartão anterior. Pedir que não-especialistas e os que possuem pouco conhecimento musical ouçam você pode ser uma experiência útil e agradável. Ouça seus comentários. Enquanto músico não é saudável ficar isolado numa torre de marfim.

‘Vire de cabeça para baixo’

Meu pai costumava fazer isso quando praticava. Ele era um ótimo clarinetista amador que tocava numa orquestra em Birmingham nos 1970, então dirigida por um oboísta experiente da CBSO. Virar a música de cabeça para baixo era uma prática comum nos ensaios orquestrais para quebrar a monotonia e adicionar uma perspectiva diferente a uma música familiar. Não é tão fácil para um pianista, mas é um exercício divertido. Também é possível experimentar praticar todas as partes com cada mão, ou usar inversões simétricas, ou transpor para outra escala (deixa o cérebro alerta!).

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‘Há seções? Considere fazer transições.’

A música é construída de uma “arquitetura” clara, e geralmente se coloca em seções definidas. Tentamos, porque é assim que se faz, aprender parte por parte, e isso pode levar a coisa toda a soar desconjuntada, ainda que façamos o nosso melhor para manter um senso de fluidez ao longo de toda a peça. Portanto, separe um tempo para considerar as pontes e transições entre as seções: pratique os fins e inícios de seções e pense como as diferentes seções se relacionam umas com as outras, ou oferecem contrastes.

‘Use menos notas.’

Não é algo que deve ser tomado literalmente, já que devemos sempre ser fiéis à partitura, mas algumas vezes podemos tocar de um jeito que parece realmente muito “cheio”. Experimente formas diversas de ataque e dinâmica, considere os sons e o fraseamento.

‘Faça uma ação repentina, destrutiva e imprevisível; incorpore isso.’

Se você é alguém que gosta de improvisação, isso vai soar legal para você. E mesmo caso você não seja um improvisador nato, porque não tentar incorporar alguma improvisação na sua dieta? E mesmo dentro do âmbito um tanto estrito da prática séria, devemos seguir o inesperado e ver onde ele leva…

‘Converta um elemento melódico num elemento rítmico.’

Outro impulso improvisatório que pode ser incorporado na prática diária. Quem sabe aquela melodia não fica melhor se adicionamos certa vitalidade rítmica a ela?

‘Defina uma área como ‘segura’ e a use como âncora.’

Aqui temos uma que ajuda com relação à ansiedade da apresentação. Lembre a última vez que você tocou aquela música ou outras músicas e lembre os sentimentos positivos associados com essa execução. Tente recriar esses sentimentos em sua mente, e em seu corpo, enquanto se prepara para a próxima apresentação. Em vez de focar nos muitos “e se isso ou aquilo”, ou permitir que pensamentos negativos assolem a mente, ancore sua atenção nos elementos positivos obtidos em performances anteriores.

E outras favoritas minhas, sem nenhuma razão particular:

  • ‘Não altere mais nada e continue com consistência imaculada.’
  • ‘Faça uma lista completa de todas as coisas que você poderia fazer, e faça a última coisa na lista.’
  • ‘Imagine a música como uma corrente ou lagarta em movimento.’
  • ‘O que seu amigo mais chegado faria?’

Há vários geradores de Estratégias Oblíquas online, aplicativos para smartphone, e até mesmo algumas contas de twitter, e claro é possível adquirir os cartões no seu formato tradicional.

Obrigado pela leitura: vou lá que tenho que lavar a louça.

~ Eduardo Pinheiro para o Papo de Homem.

[Nota do Editor: Numa primeira leitura rápida, não havia percebido que o artigo se tratava de música. Mas, se você se atentar para cada parágrafo, pode perceber que tudo se encaixa de certo nas nossas vidas, nas nossas ações. E se não bastasse, tudo aquilo que vivemos não é música para os nossos sentidos?]