A verdade por detrás dos personagens

O artista Alex Solis (que já esteve aqui, aqui, aqui e aqui), criou uma série de ilustrações para a gente imaginar quem pode realmente estar por trás de papéis famosos dos desenhos animados. A ideia do artista é criar um paradoxo entre os personagens e suas personalidades.

batman_iu_800

robin_iu_800

kermit_iu_800

grumpycat_iu_800

beast_iu_800

aquaman_iu_800

alien_iu_800

goku_iu_800

daffy_iu_800

flash_iu_800

sadness_iu_800

~ Chico para o Sedentário & Hiperativo. Você pode conferir mais imagens no site do autor.

Anúncios

Quero, mas não consigo

Quero fazer tal coisa, mas não consigo!

Quando um paciente senta na minha frente na terapia e diz essa frase, sinto nitidamente que estou falando com duas pessoas dentro de uma.

De fato é assim que interajo com as pessoas no consultório, como se fossem um feixe de personalidades que muitos chamam de “eu”. Com base na minha experiência clínica, digo que o “eu” sempre é um “nós” bem complexo.

quero1-600x800

Vejo a personalidade como uma embarcação de tripulação imensa, em que cada um gostaria de assumir o leme do navio e o levar para a direção que ele quiser, excluindo os outros presentes. Muitas vezes nossa identidade central se torna refém de um grupo mais forte de vozes que se apropria do leme e muda o rumo do navio para onde quer, por ser mais gostoso.

Vamos tomar uma situação típica de desilusão amorosa: o sujeito se encanta pela garota, se apaixona, mas o caminhar da situação não desemboca no destino que ele queria. Ele não passa de algumas ficadas. Ele quer se desapegar daquela menina pela qual se apaixonou, mas não consegue.

Houve uma divisão de vontades na embarcação. Uma parte acha que ele deve deixar a garota de lado, mas a outra adora devanear em sonhos e planos encantados onde tudo ali é perfeito: transas, conversas, celebrações, ideais e planos. Tudo imaginação megalomaníaca, mas quem liga para isso?

Eis o impasse. Se as duas partes querem e as duas têm propriedade no que falam, qual delas será ouvida pelo capitão do navio?

Vai depender do nível de maturidade geral de todos tripulantes. Se for interessante que toda a tripulação faça um esforço extra para remar com mais empenho até chegar à praia do desapego, ele vai conseguir direcionar gradualmente seus esforços para sua própria vida e seguir em frente.

No entanto, se for uma tripulação preguiçosa, (mal-)acostumada a receber tudo de bandeja, crente que a felicidade é resultado do acaso ou de atos mágicos, tudo será mais difícil. Essa tripulação orgulhosa de si não aceitará sair por baixo da situação e, para reaver o senso de masculinidade do garoto, irá ancorar toda inação futura numa fantasia muito distante.

Enquanto ele sonha com o ideal da mulher perfeita que gostaria de ter nos braços, sua vida ficou parada e exigiu pouco de todos os navegantes. É menos trabalhoso acusar a má sorte, o destino ou o nariz empinado da menina do que assumir que ele simplesmente não foi o eleito da vez e não há nada de errado ou mesmo de incomum nisso. Se quiser algo de verdade, precisará negociar com a voz orgulhosa de sua tripulação e pedir para que o libere de sair por cima.

Ele ficará paralisado enquanto enxergar uma vantagem no aparente sofrimento passivo do rapaz, especialmente em contraponto ao sacrificio de seguir em frente para novos desafios e potenciais novas frustrações.

Ou seja, quando ele diz “não consigo”, na realidade ele não quer abrir mão das vantagens de permanecer passivo naquele suposto sofrimento.

screaming-kid1

“QUERO emagrecer”, “QUERO satisfação profissional”, “QUERO um novo amor, mas não consigo!”

Besteira! Bobagem! Balela!

Você não quer deixar de comer bobagens, não quer se aperfeiçoar, ousar e brigar pela carreira desejada e não quer se aprimorar, se tornar companhia agradável e proporcionar boas experiências para a candidata.

Ou seja, não quer fazer o trabalho duro, silencioso, que dá resultados a longo prazo, sem alardes, sem recompensas imediatas, sem prazer sem fim e sem aplausos constantes. Em essência, não quer sair da infância emocional.

Há muitos marmanjos crescidos por aí brigando com suas vontades imperativas de crianças mal-acostumadas a comer só o que gostam, acordar na hora que quiserem e conviver com puxa-sacos que idolatram seus resultados medíocres. Vivem sem contrariedades em berço esplêndido.

O escritor Rubem Alves bem definiu a personalidade humana, dizendo que ela mais parece uma pensão. Consenso interno nunca existirá em um lugar assim.

Entre o querer e a concretização existem alguns anos de prática em negociação interna confrontada com uma realidade que não barganha com pequenos príncipes.

Esses imperadores sem reino vão passar a vida inteira querendo, querendo, querendo, mas não conseguindo nada, iludidos, dançando em uma festa imaginária ao som de uma música que só toca na cabeça deles.

~ Frederico Mattos para o Papo de Homem.

Você é uma cidade?

Ou seria apenas um quarteirão vazio, varrido pelo vento?

Quem gosta de viajar talvez já tenha pensado nisso: as pessoas são como cidades. Quando nos envolvemos com elas, quando passamos a conhecê-las intimamente, é o equivalente a caminhar sem mapa por ruas nas quais nunca pisamos, por bairros que não sabíamos existir. O prazer desse passeio inaugural é irreproduzível. Você poderá voltar às mesmas ruas muitas vezes, deve fazê-lo na verdade, mas nenhum outro momento terá a surpresa daqueles instantes iniciais, quando os nossos olhos são puros e o nosso coração é virgem outra vez. Pode-se amar uma cidade a vida inteira, mas é impossível descobri-la duas vezes.

168666702
A imagem das pessoas como cidades me ocorreu na semana passada, enquanto conversava com uma amiga que está redescobrindo o mundo. Falávamos de novos relacionamentos, sobre a luz fresca que eles despejam sobre a nossa vida, de como nos despertam a totalidade dos sentidos. Então surgiu a ideia de que as pessoas são como cidades ensolaradas e coloridas – às vezes sombrias e chuvosas – que vão sendo exploradas à medida que as conhecemos. Ou à medida que consintam em ser devassadas.

Se eu olhar para o meu passado – e você para o seu – descobriremos ter passado por diferentes geografias humanas.

Havia uma moça, aos 19 anos, que era uma tempestade em movimento. Enquanto estivemos juntos, eu descobria, a cada passo, ruas sombrias que me assustavam, placas com direções contraditórias, terrenos abandonados e hostis. Na cidade que era ela, quanto mais eu andava mais perdido me sentia. Consegui espantar o medo do que via em troca do prazer de estar ali, mas isso não foi suficiente. Antes que eu tivesse tempo de fazer um mapa, de ensaiar a mais elementar das compreensões, ela se foi. Só fui revê-la anos depois, ainda impenetrável, ainda perturbadora. Com o passar do tempo, eu, que me julgava um amante da sombra, descobri os prazeres da luz – e o fascínio daquilo que é, ao mesmo tempo, transparente e intraduzível.

153134181
Uma mulher de imensa delicadeza entrou na minha vida e a encheu de sol. Mais que uma cidade, ela me pareceu um país inteiro. Andei tanto por suas ruas, me perdi tanto descobrindo, que não notei que havia ficado sozinho. Tive de deixar a cidade que eu amava e aquilo foi como um exílio. Passaram-se anos antes que eu encontrasse outra pessoa tão marcante, outra cidade tão nova e diferente da minha, outro lugar de onde não queria me afastar. Explorei essa nova cidade com a urgência de quem nunca vira nada semelhante, arfando e rindo, tomado pela alegria e o colorido do que ia percebendo. Nunca me senti tão acolhido, nunca fui tão feliz. Mais que uma cidade, havia uma festa ao meu redor. Quando, ao final, as luzes se apagaram, eu havia me tornado outro homem – suavizado pela experiência tranquila de amor, capaz de entender, finalmente, o que me cabe e o que me completa.

Como sabem os amantes das viagens, uma cidade leva a outra. Explorar é explorar-se. Conhecer é conhecer-se. Cada experiência nos prepara para a outra. Cada mudança antecipa a outra que está por vir. Assim, aos trancos, cheguei à cidade onde me encontro. Não a havia antecipado. Quando a vi, me pareceu tão linda que não me cabia, mas fui ficando, como um usurpador ou um clandestino. Tornou-se o meu lugar. Às vezes descubro uma esquina nova, de vez em quando me perco na beira do Rio, fico. Gosto do que conheço, sinto que há muito mais a descobrir. Percebo, meio encantado, que esta cidade cresce à frente dos meus passos, ao meu redor, comigo. Há nela algo de inesgotável que reage a mim. É a minha cidade. Cuido dela, que me faz feliz.

Minha amiga me faz notar, porém, que nem todas as pessoas são cidades. Algumas serão vastos continentes gelados. Outras, apenas becos sem saída.

153923839
Posto diante dessa imagem poderosa, me pergunto quem sou eu. Um quarteirão deserto e árido? Uma praça com bancos coloridos? Uma cidadezinha preguiçosa plantada num vale? Uma metrópole à beira mar, varrida pelo vento e pela sirene dos navios? Eu não sei. Não sabemos, na verdade. E nem nos cabe dizer. Na verdade, temos de ser descobertos, nomeados e mapeados. É pelo olhar amoroso do outro que nos revelamos. É no olhar do outro que nos re-conhecemos. Como uma cidade. Um país. Um mundo que o outro queira habitar – e transformar em sua casa.

~ Ivan Martins para a Revista Época. Imagens: Getty Images.

Manual para 2013

 

157617716

 

Saúde:
1. Beba muita água.
2. Tenha o café da manhã de um rei, o almoço de um príncipe e o jantar de um pedinte.
3. Coma mais alimentos que crescem em árvores e plantas; coma menos alimentos industrializados.
4. Viva com os três E’s: energia, entusiasmo e empatia.
5. Tire um tempo para orar e ler a Bíblia diariamente.
6. Jogue mais vídeo-game.
7. Leia mais livros do que você leu no ano passado.
8. Sente-se em silêncio por pelo menos 10 minutos por dia.
9. Durma durante 7 horas.
10. Caminhe de 10~30 minutos diariamente. E enquanto você anda, sorria.

Personalidade:
11. Não compare sua vida aos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
12. Não tenha pensamentos negativos ou sobre coisas que você não pode controlar. Em vez disso, invista sua energia no presente, positivamente.
13. Não se sobrecarregue. Mantenha seus limites.
14. Não se leve tão a sério. Ninguém faz isso.
15. Não desperdice sua preciosa energia com fofocas.
16. Sonhe mais enquanto está acordado.
17. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
18. Esqueça as questões do passado. Não se lembre dos outros pelos seus erros.
19. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
20. Faça as pazes com seu passado, assim ele não vai estragar o seu presente.
21. Ninguém é responsável pela sua felicidade, exceto você.
22. Perceba que a vida é uma escola, e você está aqui para aprender. Problemas são simplesmente parte do currículo que aparecem e desaparecem como uma aula de álgebra, mas as lições que você aprende irão durar toda a vida.
23. Sorria mais, e mais.
24. Você não tem que vencer todos os argumentos. Concorde em discordar.

Sociedade:
25. Chame sua família frequentemente.
26. Dê algo de bom aos outros todos os dias.
27. Perdoe a todos, por tudo…
28. Passe um tempo com pessoas acima de 70 anos, e com crianças menores de 6.
29. Tente fazer pelo menos três pessoas sorrirem a cada dia.
30. O que as outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
31. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você ficar doente. Seus amigos, sim! Mantenha esses laços.

Vida:
32. Faça o que é certo!
33. Se desapegue de tudo que não é útil, bonito ou alegre.
34. Deus cura tudo.
35. Não importa se alguma situação é boa ou ruim, tenha em mente que, em algum momento, ela vai mudar.
36. Não fique triste. Levante-se, vista-se e mostre-se.
37. O melhor ainda está por vir…
38. Quando acordar pela manhã, agradeça a Deus por estar vivo.
39. O seu interior está sempre feliz. Então, exteriorize-o.

Por último, mas não menos importante:
40. Compartilhe FE-LI-CI-DA-DE!

Autoria desconhecida. Encontrado no Tumblr.