Nós somos o asteroide

Segundo balanço da ONG Global Witness divulgado em abril sobre os ativistas que perderam a vida no ano passado, enfrentando toda sorte de ecocidas, 116 vítimas foram relacionadas; destas, 29 morreram aqui na “terra onde os bosques já tiveram mais vida e nossa vida mais amoras”.

Se levarmos em conta que o desmatamento da Amazônia cresceu 195%, a epidemia de dengue aumentou 157% só em São Paulo e as reservas hídricas do Sudeste continuam à mercê de São Pedro, o primeiro lugar na lista da Global Witness não podia ter vindo à tona em hora mais imprópria.

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Para Elizabeth Kolbert, da revista New Yorker, vencedora do prêmio Pulitzer de jornalismo, o alerta virou ameaça: a Terra corre o risco de “acabar” pela sexta vez, conforme prega o seu premiado livro The Sixth Extinction, lançado há pouco mais de um ano pela Henry Holt & Company.

Não é para já; o processo é lento. A quinta e última extinção em massa de nossa fauna e flora ocorreu há uns 66 milhões de anos. Mas sinais patentes da degradação do planeta estão em toda parte e seu impacto na natureza (elevação da temperatura, seca, acidificação dos oceanos, nevascas e inundações diluvianas, etc.) há muito dispensa o benefício da dúvida. Mantido o atual ritmo de destruição, de 20% a 50% das espécies poderão desaparecer até o final deste século.

Kolbert aventurou-se por um diário de viagem enriquecido com entrevistas de pesquisadores e cientistas, a que deu o apropriado subtítulo de An Unnatural History. Sua “história desnatural” começa com o sumiço do sapo dourado no vale central do Panamá e dos morcegos da costa leste dos Estados Unidos, e segue a investigar e registrar os efeitos mais nefastos do entrechoque entre a civilização e a biosfera. Ela leva os leitores aos lugares onde a extinção parece mais visível: à Grande Barreira de Coral australiana (o ecossistema mais impactado pela ação humana), à Amazônia (e seu desmatamento incontrolável), aos Andes (e as espécies que de lá somem ou para lá migram, também por causa de alterações térmicas provocadas pelo efeito estufa e fatores correlatos), à poluída baía de Nápoles, a grutas de Vermont onde um fungo de origem desconhecida aniquila morcegos aos magotes.

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Antes do século 18 a ideia de extinção era algo inconcebível. Ninguém, nem o mais cético dos cientistas, admitia que os seres humanos pudessem ser responsáveis pela destruição do planeta. Quando os primeiros ossos de mastodontes foram estudados, em 1739, os elefantes e os hipopótamos levaram a fama; até que em 1796 o naturalista francês Georges Cuvier, após coletar e estudar o máximo de fósseis ao alcance de seu microscópio, esclareceu tudo: os ossos pertenciam a um descomunal elefante de outra era, a uma espécie desaparecida.

Com o passar do tempo, mais as contribuições de Darwin e Charles Lyell, o conceito de extinção ganhou status científico. Em meados do século 19 já se reconhecia que as causas de mudanças bruscas no clima eram decorrência de fenômenos ocorridos ao longo de milênios.

A primeira extinção foi no Ordoviciano, há uns 450 milhões de anos, quando os seres vivos da Terra praticamente não saíam da água. A mais devastadora foi a terceira, no Permiano, há 250 milhões de anos: praticamente 90% das espécies desapareceram, dizimadas pelo dióxido de carbono despejado na atmosfera por uma erupção vulcânica de proporções apocalípticas.

A quinta, no Cretáceo, foi aquela causada pela colisão de um asteroide de 10 quilômetros de largura com a Terra, afetando dramaticamente a composição da biodiversidade do planeta. Ecossistemas marinhos foram totalmente destruídos, assim como 75% das plantas e espécies animais. Foi nessa que os dinossauros dançaram.

Se bem que nunca se sabe o que possa vir do espaço, nosso problema nesta era que uns e outros batizaram, et pour cause, Antropoceno, Homogenoceno e Catastrofoica é o homem. Segundo o climatologista James Hansen, os estragos causados pela poluição diária dos humanos na atmosfera e nos oceanos equivale à explosão de 400 mil bombas de Hiroshima. “Nós somos o asteroide”, assumem aqueles que entendem como funciona nossa frágil ecologia.

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Não devastamos o planeta porque nossa espécie é naturalmente má ou gananciosa, mas porque “os humanos são humanos”, escreve Kolbert, “e muitas das qualidades que nos fizeram bem sucedidos – somos espertos, criativos, inquietos, cooperativos – podem nos tornar nocivos ao mundo natural”. Nosso ritmo veloz de avanço e progresso não bate com o compasso mais lento da evolução natural. Há um tremendo desajuste entre o que o homem (agora mais do que sapiens, techno sapiens) pode fazer e o que natureza pode suportar. Ou ele se ajusta ou nem chega à sétima extinção.

↬ Sérgio Augusto para o Estadão.

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10 coisas que você deve fazer todos os dias para melhorar sua vida

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1) Passeie ao ar livre

Você provavelmente subestima seriamente como isso é importante. (Na verdade, há uma pesquisa que diz que você faz justamente isso: subestimar os benefícios da natureza!) Passear perto de áreas verdes reduz o estresse, proporciona mais criatividade, melhora sua memória e pode até fazer você uma pessoa melhor.

2) Exercite-se

Nós todos sabemos como isso é importante, mas poucas pessoas fazem isso de forma consistente. Além de todos os benefícios relacionados à saúde que poderíamos mencionar, praticar regularmente alguma atividade física faz você mais inteligente, mais feliz, melhora o sono, aumenta a libido e faz você se sentir melhor sobre o seu corpo . Um estudo de Harvard tem monitorado um grupo de homens com idade acima de 70 anos e identificou que a prática de exercícios regulares é um dos segredos para uma vida longa e feliz.

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3) Passe mais tempo com amigos e família

O especialista em felicidade da Universidade de Harvard, Daniel Gilbert, identificou este aspecto como uma das maiores fontes de felicidade em nossas vidas. Relações valem mais do que você pensa (em termos monetários, cerca de $ 131,232 por ano). Não se sentir socialmente conectado pode torná-lo mais estúpido e até matá-lo. A solidão pode te tornar mais sucétivel à ataques cardíacos, derrames e diabetes. Os povos com maior expectativa de vida no planeta possuem uma forte ênfase no envolvimento social, e acreditam que bons relacionamentos são até mais importantes do que exercícios físicosAmigos são a chave para melhorar a sua vidaCompartilhe boas notícias e seja entusiástico ao responder quando outros compartilharem boas notícias com você. Quer ser instantaneamente mais feliz? Faça algo bom para eles.

4) Expresse sua gratidão

Vai fazer você mais feliz.

Vai melhorar seus relacionamentos.

Pode fazer-lhe uma pessoa melhor.

E pode tornar a vida dos outros melhor também.

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5) Medite

A meditação pode aumentar a felicidade, o sentido da vida, o apoio social e concentração, reduzindo a raiva, a ansiedade, a depressão e a fadiga. Na mesma linha, a oração pode fazer você se sentir melhor – mesmo que você não seja religioso.

6) Durma o suficiente

Você não pode enganar-se com a ideia de que o sono não o afeta. Estar cansado, na verdade, faz com que seja mais difícil ser feliz! Falta de sono = mais propensão à doença. Dormir melhora suas decisões, e a falta de sono pode fazer você se comportar de forma antiética. E aquele famoso sono de beleza, não existe!

Sonecas são boas também. Elas podem aumentar a agilidade e desempenho no trabalho, melhorar a capacidade de aprendizagem e limpar as emoções negativas, reforçando simultaneamente as positivas. Veja como melhorar suas sonecas.

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7) Desafie-se

Aprender outro idioma pode manter sua mente afiada. Lições de música podem aumentar sua inteligência. Desafiar suas crenças fortalece sua mente. Aumentar a força de vontade só leva um pouco de esforço a cada dia e é responsável por aumentar seu QI . Estatisticamente, não estudar ou aproveitar as oportunidades que aparecem nas nossas vidas são as duas coisas pelas quais as pessoas mais se arrependem

8) Sorria

As pessoas que usam o humor para lidar com o estresse melhoram seu sistema imunológico, reduzem o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, sentem menos dor no dentista e vivem mais tempo. O riso deve ser ministrado como uma vitamina diária. Até mesmo relembrar momentos engraçados pode melhorar seu relacionamento. O bom humor tem muitos benefícios.

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9) Toque em alguém

O contato com outras pessoas pode reduzir o estresse, melhorar o trabalho em equipe, e ajudar a ser mais persuasivo. Abraços podem fazer você mais feliz! Sexo pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e câncer, melhorar o seu sistema imunológico e prolongar a sua vida. Só não fique cutucando os outros toda hora!

10) Seja otimista

O otimismo pode torná-lo mais saudável, mais feliz e prolongar a sua vida. E o próprio Exército incentiva, a fim de aumentar a resistência mental dos soldados. Excesso de confiança melhora o seu desempenho em todos os aspectos.

~ Tradução livre do texto de Erik Barker para a Revista Time. [N. do E.: Todos os links estão em inglês; a ideia inicial era traduzi-los em posts separados para facilitar a leitura caso tivessem interesse em saber mais sobre os assuntos mencionados. Mas um projeto que ficou mais de um ano engavetado aguardando a tradução de outros 74 não iria ser concluído nunca, não é verdade? Aproveite a sugestão do item 7 e treine um pouquinho.]

5 motivos para ser otimista

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Estamos caminhando para a destruição planetária, cravou o mais recente relatório ambiental encomendado pela ONU (como se os anteriores fossem diferentes!). Nos últimos anos, as manchetes dos jornais só mostram motivos para a desesperança: guerras, corrupção, novas epidemias, novos vícios, terrorismo e criminalidade. Será que a coisa está tão braba assim? Na contramão do pessimismo global, o cabeçudo site edge.org, que reúne artigos dos mais importantes pensadores vivos, perguntou a 160 deles: “O que o faz otimista? E por quê?” Tem gente que acha que a cura do câncer está próxima, que o amor triunfará e que, acredite, o mundo está menos violento que nunca. A Super selecionou 5 dessas idéias para que você desista de desistir da raça humana. Pelo menos não por enquanto.

1. A violência está diminuindo

Steven Pinker, psicólogo da Universidade Harvard (EUA), autor de “Como o Cérebro Funciona”

“Em Paris, no século 16, uma forma popular de entretenimento era a ‘queima de gatos’, na qual um gato vivo era amarrado e içado num palco e devagar baixado em uma fogueira. De acordo com o historiador Norman Davies, ‘os espectadores, incluindo reis e rainhas, se contorciam de dar gargalhadas enquanto os animais, berrando de dor, eram queimados.’ Por mais horríveis que os fatos de hoje em dia sejam, tal sadismo seria impensável na maior parte do mundo. E esse é só um exemplo da mais importante e subestimada tendência na história da nossa espécie: o declínio da violência. Crueldade como entretenimento popular, sacrifício humano para satisfazer a superstição, escravidão como forma de trabalho barato, tortura e mutilação como formas comuns de punição e homicídio como a mais comum forma de resolução de conflitos – todas essas eram características comuns da vida na maior parte da história humana. Mas hoje elas são raras no Ocidente, menos comuns em outros lugares do que costumavam ser e largamente condenadas quando ocorrem. Meu otimismo está na esperança de que o declínio da violência nos últimos séculos é um fenômeno real e continuará a acontecer.”

2. O amor vai prevalecer

Helen Fisher, professora de Antropologia da universidade Rutgers (EUA), autora de “Por Que Amamos” e “A Natureza Química do Amor Romântico”

“‘O amor vence, sempre vence’, tem sido dito. Mas, ao longo da maior parte do nosso passado, o amor perdeu – ao menos nas classes mais abastadas. Desde que as sociedades começaram a se fixar, 10 mil anos atrás, adquirindo bens imóveis, era preciso cimentar laços e posições sociais. Você poderia se apaixonar por quem fosse, mas só se casaria com o indivíduo certo, com as conexões certas e os valores sociais, políticos e econômicos de acordo. Foram séculos de casamentos arranjados, que só foram mudar recentemente. Mulheres e homens têm agora tempo, oportunidade e saúde para achar o par perfeito. É o que os sociólogos chamam da forma marital do século 21: os casamentos simétricos ou entre companheiros que se amam passionalmente. Dessa maneira a humanidade está ganhando de volta a tradição que é altamente compatível com o antigo espírito humano.”

3. O ambiente pode ser salvo

Gregory Benford, físico da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA)

“Ninguém acredita que nós vamos diminuir a velocidade das mudanças climáticas em meio século a partir de agora. Pelo menos, nenhum economista que olhou o acelerado crescimento das nações em desenvolvimento e a crescente demanda por energia.

Devemos nos desesperar? De forma alguma.

Mas, em vez de tentar apenas um esforço coletivo para diminuir a emissão carbônica dos humanos, meus colaboradores e eu propomos uma alternativa de relativamente baixa tecnologia e baixo custo: experimentos para tentar mudar o clima de propósito, em vez de esperar que isso ocorra por acaso. Talvez a ideia mais simples seja a suspensão de microscópicas e inofensivas partículas a 25 mil metros de altitude, na estratosfera. Um primeiro teste poderia ser sobre o Ártico, já que o aquecimento lá é considerável. Poderíamos usar o suficiente dessas partículas para criar um efeito de escudo considerável. Elas refletiriam os raios ultravioleta de volta ao espaço, reduzindo o aquecimento e impedindo os danos desses raios UV a plantas e animais. Como poucas pessoas moram naquela região, qualquer efeito colateral seria mínimo. Estou otimista de que um experimento bem-sucedido mudaria o debate sobre aquecimento global para melhor.”

4. Vamos aprender a aprender

Gary Marcus, psicólogo da Universidade de Nova York (EUA)

“Nós podemos usar as descobertas da ciê­ncia cognitiva para melhorar a qualidade da educação. Para fazê-lo, porém, nós precisamos repensar radicalmente como as nossas escolas funcionam. Desde a Revolução Industrial, a maior ênfase tem sido na memorização, enfiando goela abaixo das nossas crianças pedacinhos de informação que são facilmente memorizáveis. Na era do Google, a ênfase contínua na memorização é uma enorme perda de tempo. Cinco décadas de ciência cognitiva nos ensinaram que humanos não são particularmente bons memorizadores, que somos maus argumentadores, facilmente enganados. Ainda assim eu não tive uma única aula sobre argumentos informais, como identificar falácias, interpretar estatísticas, esse tipo de coisa. Na era da internet, o nosso problema não é que as crianças não acham as informações, mas sim que elas não conseguem analisá-las. Eu começaria com um curso sobre o que os cientistas chamam de ‘metacognição’ – aprender como se aprende. Iria expor os alunos à arquitetura da mente – o que ela faz bem e o que não faz. Ninguém me ensinou essas coisas na escola. Espero que sejam ensinadas daqui para a frente.”

5. O câncer está sendo decifrado

Stuart Kauffman, diretor do Instituto para Biocomplexidade e Informática, Universidade de Calgary (Canadá)

“Nos últimos anos, aumentaram as provas de que as ‘células-tronco do câncer’ (CTC’s) têm um papel fundamental na doença. Tipicamente representando cerca de 1% ou menos da massa total de um tumor, essas células-tronco cancerígenas parecem ter capacidade ilimitada de proliferação e de direcionar o crescimento do câncer, além de terem sido associadas à metástase (quando o câncer se espalha por outros órgãos). A recente identificação dessas células pode ser a mais importante descoberta na biologia do câncer nos últimos 50 anos. Com a descoberta, ficou óbvio que meramente reduzir a massa de um tumor sem eliminar as CTC’s levará, quase que com certeza, a uma recorrência da doença.

Então, um número crescente de investigadores está focando esforço em 3 sentidos: 1) achar meios para matar especificamente as CTC’s; 2) interromper a proliferação delas; e 3) achar meios de induzir as CTC’s a se diferenciar ou mudar de tipo – para células não malignas. As implicações potenciais das terapias baseadas nas CTC’s são enormes. Eu estou profundamente otimista como médico e biólogo de que nós iremos, finalmente, achar maneiras sutis de tratar o câncer.”

~ Pedro Burgos para a Revista Superinteressante.

A era da falta d’água

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Se você se comove quando vê imagens como esta aí no alto da página, melhor recolher as lágrimas e guardá-las. Vai piorar. O velho pesadelo dos ambientalistas de que as reservas mundiais de água doce vão entrar em colapso em algum momento do século XXI nunca esteve tão próximo de virar realidade. Um estudo das Nações Unidas divulgado este ano (essa matéria é de 07/2000) prevê que 2,7 bilhões de seres humanos – 45% da população mundial – vão ficar sem água no ano 2025. O problema já afeta 1 bilhão de indivíduos, principalmente no Oriente Médio e norte da África. Daqui a 25 anos, Índia, China e África do Sul deverão entrar na estatística. “Nesses lugares, as reservas deverão se esgotar completamente”, alerta o autor do estudo, o geólogo Igor Shiklomanov, do Instituto Hidrológico Estatal de São Petersburgo, Rússia.

O precário abastecimento d’água desses lugares vai falir, por vários motivos. “Nos últimos cinqüenta anos, a população mundial triplicou, e o consumo de água aumentou seis vezes”, sintetiza o ecólogo paulista José Galizia Tundisi, do Instituto Internacional de Ecologia. Com a população cresce também a agricultura, a atividade humana que mais consome o líquido. “Os países em desenvolvimento vão aumentar seu uso de água em até 200% em 25 anos”, disse Shiklomanov à SUPER.

Gente demais já basta para tornar a situação aflitiva em um terço do planeta. Para piorar, a saúde dos rios – as principais fontes de água doce da Terra – está piorando. Metade dos mananciais do planeta está ameaçada pela poluição e pelo assoreamento. Só a Ásia despeja anualmente em seus cursos d’água 850 bilhões de litros de esgoto. E cada litro de sujeira num rio inutiliza 10 litros da sua água. “A humanidade sempre tratou a água como um recurso inesgotável”, explica o hidrogeólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP). “Estamos descobrindo, da pior forma possível, que não é bem assim.” Não se iluda. Vem aí a era da falta d’água.

Mas calma. As previsões são turvas, é verdade. Só que não estamos inexoravelmente condenados a entrar pelo cano. Os mananciais degradados podem ser despoluídos. Novas técnicas de tratamento cada vez mais reutilizam a água do esgoto em países desenvolvidos. Melhoraram, bastante, as condições técnicas e econômicas para a exploração de fontes alternativas, como a dessalinização da água do mar.

E nem só processos caros e sofisticados oferecem soluções para a crise. É o caso da remota vila de Baontha-Koyala, no noroeste da Índia. Seus habitantes não tinham uma gota d’água para beber até meados da década de 80. No final dos anos 90, recuperaram seus lençóis subterrâneos e o principal rio da região voltou a ter água. O que fizeram? Simples. Cavaram poços no quintal das casas para recolher água de chuva. É o óbvio. Mas ninguém havia feito antes. O exemplo serve para o Nordeste brasileiro. É só usar a cabeça.

Disneylândia toma, feliz, esgoto reciclado

Os moradores de Orange County, no Estado americano da Califórnia, bebem esgoto há mais de vinte anos, sem problema. Parece nojento, mas não é. O reúso foi a solução encontrada para que o lugar não secasse. Seria uma pena. Além de 2,5 milhões de habitantes, Orange County abriga o parque temático mais famoso do mundo, a Disneylândia.

No final da década de 60, o lençol subterrâneo que abastece a região já estava superexplorado pela irrigação de extensas plantações de laranja. Com a redução do nível do aquífero, o sal do Oceano Pacífico começou a infiltrar-se ali, ameaçando o abastecimento. Se a fonte fosse contaminada, seria o fim. O condado fica num deserto e depende totalmente da água subterrânea.

Para revitalizar o manancial, os californianos criaram a Fábrica de Água 21, uma usina-piloto de tratamento especializada em purificar esgoto e injetá-lo de volta no solo (veja o infográfico abaixo), para reencher o lençol. Hoje, além do aquífero permanentemente cheio, Orange County evita a contaminação pela água do mar e garante seu próprio abastecimento. Com esgoto? Exatamente. “No subsolo, a água do reúso, devidamente tratada, acaba se diluindo na água fresca subterrânea”, explica Aldo Rebouças, da USP. As próprias rochas do subsolo, que são porosas, ajudam a filtrar naturalmente toda a massa líquida. “Depois de um ano ela está purificada”, diz Rebouças.

Sem título

Não é só a Califórnia que recicla água. “No Arizona, 80% do esgoto também volta às torneiras”, afirma Andy Richardson, da empresa de engenharia ambiental Greeley e Hansen, em Phoenix. “Reúso é a palavra-chave quando se fala em gestão de recursos hídricos”, ressalta o engenheiro ambiental Ivanildo Hespanhol, da USP. Reciclar água representa não só alívio para as reservas do líquido como também para o bolso do consumidor. Em países ricos e carentes de fontes naturais, como o Japão, a retirada de água fresca dos reservatórios é taxada pesadamente. Sai bem mais barato reutilizar. “Em 1997 o país reutilizou 77,9% de toda a água destinada à indústria”, afirma Haruki Tada, do Departamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional da Terra. Os rejeitos da indústria ficam por lá mesmo. São empregados também para lavar os trens e metrôs e irrigar jardins públicos. No Brasil – só pra você acordar –, tudo é feito com água potável.

Brasil tem escassez na fartura

Imagine um país que detém, sozinho, 16% do total das reservas de água doce do planeta. Que tem ao mesmo tempo o maior rio e o maior aquífero subterrâneo do mundo. Que, para causar inveja, ainda apresenta índices recorde de chuva. Esse país existe. E, como você sabe, suas maiores cidades sofrem racionamento de água.

O Brasil não usa nem 1% do seu potencial de água doce. Ainda assim, metrópoles como São Paulo e Recife enfrentam colapso no abastecimento público. O que acontece? Segundo os especialistas, o problema é só mau gerenciamento. “Temos rios degradados, índices de perda assustadores nas companhias de água e um desperdício inconcebível por parte da população”, enumera José Almir Cirilo, presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, em Recife. É claro que o crescimento desordenado das cidades ajuda a piorar. “Sem planejamento não há proteção de nascentes nem dos reservatórios naturais. Isso custa caro para as companhias e para a sociedade, pois depois será preciso despoluir a água ou trazê-la de outro lugar”, diz a coordenadora do Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água, Claudia Albuquerque.

São Paulo, que este ano começou a racionar depois de apenas dois meses de seca, é um caso exemplar. A cidade matou sua maior fonte de água, o Rio Tietê. Hoje, é obrigada a tirar metade do que consome de uma bacia hidrográfica vizinha, a do Rio Piracicaba. A Companhia de Água e Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) fornece a cada um dos 16 milhões de moradores da região metropolitana 370 litros de água por dia – o triplo do mínimo necessário para uso humano. Só que o desperdício na rede de água chega a quase 40% – o equivalente à média brasileira –, enquanto o aceitável no mundo é metade disso! Toda essa água escapa por furos nos canos, redes defeituosas carentes de manutenção e por ligações clandestinas.

São Paulo joga fora, por dia, 1 bilhão de litros de água. Isso equivale ao volume da Represa de Guarapiranga, um dos seus quatro reservatórios. Para compensar as perdas, há anos os depósitos são explorados acima da recarga média – tira-se mais água por dia do que os rios e as barragens conseguem repor. Deu no que deu.

O desperdício nosso de cada dia

Se as perdas de água na rede pública são difíceis de controlar, dentro de casa elas não podem sequer ser medidas. “O brasileiro é acostumado a uma conta de água barata e não faz o menor esforço para evitar o desperdício”, reclama o ecólogo José Galízia Tundisi. A água pode vazar pelo ladrão de caixa-d’-água com defeito. Ou ser empregada além do necessário para tarefas cotidianas. Tomando banho com o chuveiro ligado durante 15 minutos, você joga fora 242 litros de água pura – suficiente para escandalizar um israelense –, quando é possível gastar só 81 litros para isso.

As maiores vilãs domésticas são as válvulas convencionais de descarga. Elas usam nada menos que 40% de toda a água da casa. Cada segundo que você fica com o dedo na descarga são 2 litros de água que entram – aliás, saem – pelo cano. Seu amigo israelense ficaria louco.

Para combater o desperdício doméstico, muitos países precisaram baixar leis rigorosas. Nos Estados Unidos, todas as casas construídas depois de 1995 são obrigadas a ter descargas com caixas de 6 litros, bem mais econômicas. “Hoje é proibido até vender peças de descarga convencional no país”, diz Clyde Wilber, da Greenley e Hansen, em Washington. Como as novas caixas são bem mais caras, os americanos tentaram dar um jeitinho: passaram a contrabandear descargas do Canadá. O governo endureceu. “Se alguém te pega com uma válvula convencional na mala, você pode ir pra cadeia”, conta Wilber.

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No Japão já existem programas de reciclagem dentro de casa. Além dos canos que trazem água potável, os prédios ganharam um segundo sistema hidráulico, que recolhe e trata a água para o reúso (infográfico acima). O sistema ainda é experimental e, por enquanto, custa caro. Mas pode ser uma alternativa para aproveitar cada gota num mundo onde o líquido precioso está cada vez mais escasso. Prepare-se. Na era da falta d’água, mesmo você, felizardo brasileiro que possui 16% da reserva potável do mundo, vai pagar mais caro por ela.

~ Claudio Angelo, Mariana Mello e Maria Fernanda Vomero para a Revista Superinteressante.

<<OUTRAS IDEIAS>>

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Espremendo nuvens: a vila de Chugungo, no litoral norte do Chile, é tão seca, mas tão seca, que seus moradores precisam espremer a neblina para ter o que beber. Parece piada, mas é exatamente o que acontece. Desde 1992, os 600 moradores do lugarejo se abastecem exclusivamente da água coletada das névoas de uma montanha a 6 quilômetros dali. Para aproveitar a umidade natural do lugar, um grupo de pesquisadores da Universidade Católica do Chile instalou redes de náilon batizadas de trabanieblas (pára-névoas, em espanhol) no alto da montanha. Em contato com elas, a neblina forma gotículas que são levadas por canos até a caixa-d’-água de Chugungo. “Chegamos a coletar 40 000 litros em um dia”, comemora a geógrafa Pilar Cereceda, que implantou o projeto. “Dá para abastecer a vila por cinco dias.”

Deserto derrotado: ninguém entende tanto de seca quanto os israelenses. Eles moram em um deserto onde chove metade do que cai no sertão do Ceará e onde quase não há rios. A maior parte da água é coletada em lençóis subterrâneos, cada vez mais deteriorados pelo acúmulo anual de 350.000 toneladas de sal presente no solo. Ainda assim, Israel mantém uma agricultura intensiva e uma produção de 2,2 bilhões de metros cúbicos de água doce por ano. O milagre tem dois nomes. O primeiro é o reúso. “Dois terços dos esgotos do país são reciclados”, afirma Uri Shamir, diretor do Instituto de Pesquisa de Água, em Haifa. “A intenção é chegar a três quartos nos próximos anos.” As águas residuais são tratadas para irrigar lavouras e jardins públicos, e também para revitalizar os rios. A segunda parte do milagre – e, segundo os especialistas, o futuro do abastecimento do país – é a purificação da água do mar e dos depósitos salobros subterrâneos. Israel tem hoje cinqüenta usinas de dessalinização. Até a década passada, o método de dessalinização consistia em esquentar a água em câmaras metálicas até separar o sal do vapor. Custava caro pois demandava muita energia. Hoje, as dessalinizadoras funcionam usando a tecnologia da osmose reversa. Na natureza, a osmose é a passagem de um solvente para aquilo que vai ser dissolvido. A osmose reversa recupera na solução salina a água solvente. Usando uma membrana de poliéster dentro de um cilindro, onde a água é empurrada a uma pressão oitenta vezes maior que a do ar, é possível inverter o processo natural. Ou seja, faz-se o líquido atravessar a barreira e deixar o sal. A tecnologia é três vezes mais barata que a utilizada na evaporação. E consome bem menos energia.

Estádio japonês colhe chuva no teto: o Tokyo Dome não é só um dos principais cartões-postais da capital japonesa. O estádio também é um dos projetos arquitetônicos de aproveitamento de água mais criativos do mundo. O teto do Big Egg (Grande Ovo, em inglês), como é conhecido, é feito de um plástico ultra-resistente que pode ser inflado ou desinflado a qualquer momento. A cobertura funciona como uma lona gigante para colher as chuvas. A água que é captada ali vai para um tanque no subsolo, onde é tratada e distribuída para os banheiros e para o sistema de combate a incêndio do prédio. Um terço da água empregada no Tokyo Dome durante o ano inteiro chega assim, do céu. De graça.

A Terra tem 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água. A parte doce corresponde a míseros 2,5% desse total. Só que 68,7% disso está nos pólos, em forma de gelo, e 29,9% em lençóis subterrâneos. Os rios e lagos, de onde a humanidade tira quase toda a água, só concentram 0,26% do total disponível do líquido. É preciosa, MESMO.

 

100 jeitos fáceis de viver com saúde!

Está chegando o final de ano! Época das festividades, das resoluções, e das listas!!!

Aqui, uma centena de truques simples e eficientes para você aplicar no dia a dia e melhorar sua vida para sempre. A ciência atesta cada um deles!

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001. Conheça um sabor diferente
“Suco de romã é rico em polifenóis (limpam artérias) e tem menos açúcar que outras opções mais populares, como o suco de laranja”, afirma Ian Marber, nutricionista do Reino Unido. Vende em caixa no mercado (Nota do Editor: menos na minha cidade!).

002. Petisque bem
No bar, os olhos vão para a parte de fritura do menu? Desvie-os dali. O artigo mais saudável do boteco é o ovo de codorna. Uma porção com cinco unidades tem 6 gramas de proteína e apenas 80 calorias.

003. Beba bem
A Universidade de Purdue (EUA) revelou que o vinho tinto bloqueia o crescimento de células de gordura. O mérito é do piceatannol, antioxidante presente na bebida. Leia mais sobre bebidas no item 16.

004. Disque jantar
Pode pegar o telefone e pedir a pizza. Mas opte pela tradicional marguerita. Ela tem tomate, que combate o câncer de próstata, e queijo, rico em triptofano, que ajuda você a dormir bem.

005. Esquente o rango
Um prato bem condimentado pode fazer mais por você do que uma ida à farmácia. Estudos do Instituto de Pesquisas Rowett (Inglaterra) descobriram que a alta concentração de salicilato (um analgésico natural) nos pratos feitos com curry picante é mais eficaz do que a aspirina para combater a dor de cabeça.

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006. Fique de olho nos óleos
Não precisa usar azeite de oliva para tudo. O melhor é escolher o óleo mais indicado para a temperatura do cozimento. Os óleos têm diferentes pontos de fumaça (limite entre a forma líquida e gasosa), e liberam substâncias prejudiciais em diferentes medidas de aquecimento. Veja abaixo.

007. Frite peixe e batata
Óleo de amendoim (ponto de fumaça: 160 °C) Ajuda a reduzir os níveis de LDL (colesterol ruim) e melhora os níveis de HDL (colesterol bom) no sangue. É a opção a mais saudável para batatas ou peixes fritos.

008. Use na frigideira e na assadeira…
Óleo de canola (ponto de fumaça: 110 °C) Não libera substâncias químicas ruins para o corpo até atingir 200 °C. Por isso é perfeito para assados que ficam por horas no forno ou fritadas que exigem fogo alto.

009. Faça temperos e molhos
Azeite de oliva virgem (melhor consumir à temperatura ambiente) Contém antioxidantes, polifenóis e ácidos graxos para alavancar o sistema imunológico e proteger você de muitos tipos de câncer. Mas esses bons compostos do óleo podem se degradar quando ele é aquecido.

010. Tome uma xícara de chá
O tulsi, uma espécie de manjericão, é o chá do momento. A Faculdade de Medicina da Geórgia (EUA) descobriu que a erva indiana reduz os níveis de estresse e ajuda a combater radicais livres que danificam as células.

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011. Dê um up no humor
Antes das 10h e depois das 16h, vá para o sol – ele estimula o trabalho da vitamina D. Uma pesquisa realizada pelo Centro Médico de Southwestern (Reino Unido) mostrou uma ligação entre a falta da vitamina e a depressão.

012. Arrume a postura
“Ao sentar, encolha a barriga, puxe a região genital para o umbigo e solte”, ensina Mannie Babington Smith, fisioterapeuta da Inglaterra. “Isso tensiona os músculos abdominais inferiores, relaxa os superiores e encaixa a lombar, evitando dores.”

013. Abaixe o volume
A Administração de Saúde e Segurança no Trabalho da Inglaterra classifica 70 decibéis como um volume seguro para seus ouvidos. Isso equivale a aproximadamente 60% do nível total de seu iPod.

014. Coma pipoca
O snack é boa companhia para um filme. Pesquisa da Universidade de Scranton (EUA) mostrou que a pipoca tem mais polifenóis que uma porção de frutas com o mesmo peso. Só não exagere no sal e na manteiga.

015. Não encane com seu tique
Sacudir a perna ou tamborilar os dedos o tempo todo pode irritar os outros. Mas uma estudo da Clínica Mayo (EUA) descobriu que isso pode queimar até 350 calorias por dia. Uma boa ajuda à sua forma.

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016. Saiba o limite
Estudo no Journal of Clinical and Experimental Research (EUA) diz que abstêmios morrem mais cedo do que quem bebe moderadamente (até duas latas de cerveja por dia).

017. Ame seu time
Assistir a um jogo do seu time exercita o coração. Pesquisa do site fitness.gov afirma que torcer aumenta a frequência cardíaca em cerca de 15 batimentos por minuto, assim como um exercício moderado.

018. Vá de escura
Estudo da Universidade de Wisconsin (EUA) mostrou que cerveja escura é melhor para prevenir coágulos nocivos ao coração que ácido acetilsalicílico.

019. Corra, Forrest
Pequisa da Clínica Cooper (EUA) apontou que pessoas que correm ou nadam têm melhor pressão sanguínea, metabolismo e nível de colesterol do que as que não praticam esses exercícios.

020. Incremente a receita…
… com aspargos. O legume é bastante alcalino e ajuda a balancear a acidez do estômago prevenindo a gastrite.

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021. Compre um quadro vibrante
Pendure-o no escritório e olhe para ele de vez em quando durante o trabalho. Willard R Daggett, CEO do Centro Internacional de Lideranças da Educação (EUA), afirma que tonalidades quentes, como vermelho, laranja e amarelo, são energizantes e reforçam a criatividade.

022. Agende as férias
Segundo dados publicados no periódico Applied Research in Quality of Life (EUA), o aumento de ânimo causado pelas férias vem com o planejamento dela, não só com a viagem. Marque agora a sua e sorria até o verão.

023. Compre um amigo
Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Nova York (EUA) mostrou que corretores de ações que adotaram um cão reduziram sua pressão sanguínea (diminuindo, de quebra, riscos de doenças cardíacas). A mesma pesquisa identificou também perda de peso dos participantes por conta do aumento de exercícios.

024. Escolha o amargo
Prefira chocolates com maior teor de cacau. Comparada com a versão ao leite, a amarga dá mais saciedade, segundo dados publicados no Journal of Nutrition and Diabetis (EUA). Os motivos são o sabor mais acentuado e a quantidade de manteiga de cacau, que suprime o apetite.

025. Sente inclinado
Se passa o dia todo na cadeira, deixe o tronco inclinado cerca de 30 graus para a frente, para manter a curva natural da coluna. “Isso garante uma postura estável”, afirma Phil Bates, consultor do Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional (EUA). Leia mais no item 12.

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026. Compre flores
Precisa dar um presente para a parceira? Escolha a gérbera. Uma pesquisa da NASA (EUA) sobre quais plantas ajudariam a purificar o ar em estações espaciais revelou que essa flor remove substâncias químicas tóxicas ao organismo que estiverem ao redor dela.

027. Seque no molho
Comece a pesquisar já receitas com o chutney, que é um verdadeiro amigo de quem quer emagrecer. O tempero à base de manga (bom para carnes e saladas) é repleto de feno-grego, que reduz a absorção de gordura; açafrão-da-terra, que turbina o metabolismo; e cominho, que age na gordura abdominal.

028. Turbine o sanduba
O ketchup contém 94% de tomate na composição. Ou seja, é fonte riquíssima de licopeno, o antioxidante que protege do câncer de próstata.

029. Amarele!
Também incremente o sanduíche com mostarda. O molho faz você queimar mais calorias ao acelerar o metabolismo, aponta estudo da Universidade de Oxford (Inglaterra).

030. Tome o drinque
Seu novo drinque: gim-tônica. A bebida combina gim, água tônica e angostura bitters (uma infusão de ervas amargas e ingrediente de coquetéis). “O gim tem menos açúcar entre os destilados e, junto com a angostura, melhora a digestão. O quinino da água tônica também é um anti-inflamatório e reduz as dores musculares”, afirma Alessandro Palumbo, autor de livros sobre drinques.

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031. Esqueça o natal…
… e coma peru o ano todo.
A ave é a carne mais magra do supermercado, fornecendo uma dose valiosa de proteína sem gordura – turbina os músculos. O truque para deixar o peru saboroso é assá-lo em forno de temperatura relativamente baixa (140 °C) para não ressecar.

032. Ouça seu som
“Estudos mostram que o aproveitamento nos exercícios, a tolerância à dor e o relaxamento aumentam ao ouvirmos músicas de que gostamos”, afirma Vicky Williamson, psiquiatra da Universidade de Londres (Inglaterra). Vale tudo que você gosta de escutar: Beatles, Titãs, Max de Castro…

033. Monte a trilha do treino pesado
“Dentre os sons que você curte, os que têm batidas rápidas (de 120 a 140 bpms) aumentam a frequência cardíaca e respiratória, melhorando a sua performance no exercício”, afirma Williamson. O som frenético na aula de spinning não é à toa.

034. Relaxe no fim do treinamento
A música também pode ajudar a diminuir o ritmo e relaxar o corpo depois do exercício. Tenha no seu iPod ‘One Love’, do BobMarley. A música, sugerida por Williamson, tem 75 batimentos por minuto e ajuda a acalmar e reduzir a frequência cardíaca.

035. Xingue muito!
A Universidade de Keele (Inglaterra) descobriu que dizer palavrões eleva a tolerância à dor. Por isso, da próxima vez que bater o dedão do pé, pode dizer todos os impropérios que quiser.

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036. Junte os trapos
Um estudo norueguês publicado no site BioMed Central (Inglaterra) mostrou que o risco de morrer de câncer é maior entre os homens que nunca casaram. Depois de analisar o histórico médico de mais de 400 mil pessoas, os pesquisadores concluíram que os homens sempre solteiros têm um risco 17% maior se comparados aos casados.

037. Vá de Kettlebell
Exercícios com kettlebell ajudam sua saúde cardiovascular. Mais: “O movimento de balançar o aparelho também desenvolve os músculos que sustentam a região lombar, prevenindo dores nas costas”, explica Joe Lightfoot, personal trainer da Inglaterra.

038. Levante a bola
Faça o balanço com o kettlebell. Em pé, segure o peso na frente das coxas. Flexione os joelhos, incline o tronco à frente e passe o peso por entre as pernas. Estenda o corpo e suba o acessório até a altura dos ombros. Faça 3 séries de 20 repetições, com 1 minuto de intervalo.

039. Force a barra
Na barra fixa é possível malhar braços, peitorais, abdome, costas e pernas. “Trabalhando contra a gravidade, você ativa seus músculos de estabilidade, o que ajuda o equilíbrio e previne lesões”, afirma Lightfoot.

040. Vá para o alto
Faça a elevação de perna na barra com flexão. Pendure-se na barra. Flexione os cotovelos até o peito se aproximar do acessório. Levante as pernas em direção ao tronco até que elas fiquem paralelas ao solo. Depois, pule para o chão e faça uma flexão de braço. Faça 2 séries de 5 repetições, com 1 minuto de intervalo.

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041. Use a resistência
Para quem não tem uma academia em casa, os elásticos podem ser eficazes para exercícios que visam o aumento de força. E você ainda não corre o risco de se machucar tentando usar mais peso do que aguenta.

042. Estique e puxe
Experimente o agachamento e desenvolvimento com elástico. Segure as extremidades do acessório e pise nele. Agache e depois levante, estendendo os braços acima da cabeça. Faça 3 séries de 10 repetições, com 1 minuto de intervalo.

043. Suma com a dor
Core (conjunto de músculos abdominais) forte ajuda a ter menos problemas na coluna. “Com exercícios para o core,  você reduz a carga sobre a espinha quando levanta pesos, torce, curva ou alonga o corpo”, afirma Lightfoot.

044. Delineie o tanque
Faça arremesso de bola. Segure o acessório na altura do peito. Levante os braços acima da cabeça. Incline o tronco e leve os braços à frente, arremessando a bola com força no chão. Faça 3 séries de 8 repetições, com 30 segundos de intervalo.

045. Encha o saco
Realizados corretamente, os exercícios com sacos de areia melhoram muito o trabalho cardiovascular. “Movimentos de carregamento de peso, eles aumentam a taxa de metabolismo e a resistência”, explica Lightfoot.

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046. Siga em frente
Inclua na sua rotina a caminhada com o saco. Com uma mão sobre a outra, segure um saco de areia junto ao peito. Flexione os cotovelos e apoie o peso na dobra dos braços. Dê um passo à frente e flexione o joelho a 90 graus. Repita o movimento alternando as pernas. Caminhe por 30 segundos.

047. Faça um intervalo
Beber quatro doses de café no dia reduz o risco de diabetes, segundo dados publicados no Journal of Agricultural and Food Chemistry (EUA).

048. Suma com o estresse
A clínica Vita Check-up, no Rio de Janeiro, afirma que 42% dos pacientes são estressados. Para relaxar, faça sexo.

049. Não faça careta
Vale se habituar ao sabor da berinjela. Estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) provou que suco do vegetal combate o colesterol LDL – o mais nocivo ao organismo. Se não curte o suco, inclua no prato.

050. Não perca os cabelos
Outro motivo para tomar sol (leia mais no item 11): “No inverno, mais fios caem. Estudos mostram que a falta de atividade da vitamina D tem a ver com isso”, diz Marcelo Bellini, dermatologista de São Paulo.

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051. Cuide dos fios
Outra sacada para manter a cabeça coberta é usar xampu neutro (que não muda o ph do couro cabeludo). “Capriche também no menu com alimentos ricos em ferro, como carne vermelha e vegetais escuros”, diz Bellini.

052. Veja bem
Uma pesquisa da Carl Zeiss, marca alemã de lentes, revela que 51% dos brasileiros dizem ter problemas de visão e dificuldade para ler. O problema pode ser evitado com um check-up anual no oculista.

053. Deite e relaxe
Estudo na revista Science Translational Medicine (EUA) mostrou que massagens têm ação parecida com a de anti-inflamatórios. Estimulam sinais químicos no corpo que aceleram a recuperação de tecidos musculares doloridos.

054. Tenha jogo de cintura
Uma lesão no quadril pode deixar você de molho por muito tempo. “Um dos esportes que oferece mais risco é o futebol, porque exige ações explosivas”, revela Marcelo Cavalheiro, ortopedista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Aqueça e alongue sempre antes da pelada.

055. Guarde as costas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial já teve ou vai ter dor nas costas ao longo da vida. O número só é menor que a incidência de dor de cabeça. Quem sente algum tipo de dor precisa consultar um ortopedista até mesmo antes de começar a correr ou pedalar.

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056. Combine exercícios
Enquanto a consulta com o ortopedista não chega, proteja a coluna com musculação, focada no abdome, junto com os treinos de corrida. “O objetivo é criar um equilíbrio mecânico entre o core e as costas”, explica Cavalheiro.

057. Proteja o couro
“Água quente resseca a pele, retirando a camada de proteção dela. Você fica mais suscetível a infecções e alergias”, diz a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço, de Curitiba.  Evite banhos pelando, mesmo no frio.

058. Dê um up na proteção
O vento e o sol são outros fatores que danificam a pele. No inverno, o ideal é usar sabonetes neutros (que não alteram o ph da pele), hidratante e protetor solar sempre. Assim, você mantém a oleosidade natural e evita problemas.

059. Evite o pé frio
“Com as temperaturas baixas, os vasos sanguíneos se contraem e o sangue circula com mais dificuldade”, explica Tânia Fleug, fisioterapeuta da Mercur. Por isso, sentimos alterações de temperatura tão bruscas nas extremidades do corpo e formigamentos. Para evitar o pé frio, agasalhe-se por inteiro.

060. Aumente a circulação
Uma maneira fácil de você colaborar com sua circulação sanguínea no inverno: “Movimente os pés como se estivesse acelerando ou desacelerando um carro”, ensina Tânia. Mais: faça movimentos circulares com o punho durante o dia. Isso também ajuda a bombear o sangue para as extremidades.

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061. Despache a dor
Quer parar de sentir dor nos pés? Calce o tênis e mexa-se. Uma pesquisa feita pela Pés Sem Dor, de São Paulo, mostrou que quem pratica atividade física tem quase a metade de chance de ter dor nos pés em relação a quem só os deixa para cima no sofá.

062. Detone o colesterol
Não precisa deixar de comer carne, mas inclua alimentos de soja no seu cardápio da semana. O grão tem elevado teor de proteínas (38% a 42%) e isoflavonas, que auxiliam na redução do colesterol.

063. Turbine a memória
Uma pesquisa feita na Universidade de Oregon (EUA) aponta que fazer algum exercício possibilita o nascimento de novos neurônios no cérebro. As células surgem principalmente no hipocampo, lugar responsável pelas memórias novas.

064. Corte o estresse
Pesquisa feita pela MindMetre (EUA) mostra que os brasileiros estão conseguindo melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Organizar-se para cuidar de assuntos pessoais diminui o estresse e melhora a qualidade de vida.

065. Regule a pressão
Para evitar a hipertensão, fique de olho na quantidade de sódio dos alimentos. A dica da nutricionista Raquel Maranhão, de São Paulo, é  optar pelas opções com quantidade reduzida, como o shoyo e sal que têm a palavra light no rótulo.

066. Fortaleça o esqueleto
Segundo Marcelo Perocco, neurocirurgião de São Paulo, fumantes têm mais chance de ter hérnias de disco e fraturas porque o organismo tem menos capacidade de nutrir os discos invertebrais.

067. Lime a ansiedade
Pesquisa do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, mostrou que quem tenta deixar o cigarro pode apresentar sintomas leves de ansiedade. “Por isso vale procurar ajuda psicológica”, diz Silvia Cury Ismael, responsável pelo estudo.

068. Drible a lesão
O futebol é a maior causa de lesões nos joelhos entre esportistas de fim de semana, segundo a Sociedade Brasileira de Traumatologia. Vale aquecer e alongar antes do jogo e fugir dos amigos da onça.

069. Elimine a nicotina
A chef Joyce Matalon, de São Paulo, sugere um prato de massa com brócolis e requeijão. O carboidrato dá energia. O vegetal é fonte de sulforafanos, e o requeijão, de vitamina B. As duas substâncias ajudam o corpo a eliminar a nicotina.

070. Alivie a cabeça
A dor da cabeça constante pode ser culpa do maxilar.  Segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem com isso. Se a dor de cabeça não der trégua, experimente ir ao dentista.

071. Vá de Grão em Grão
A chia (a “nova” linhaça) ajuda a emagrecer porque é rica em fibras. “O grão sacia e melhora o fluxo intestinal”, diz Evelin Egedy, engenheira química de São Paulo.

072. Junte com tudo
Como comer a chia? Não precisa triturar. Apenas misture com os cereais tradicionais e iogurtes. Jogue nas saladas ou bata com leite.

073. Vá de slow food
Estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition mostrou que comer fast-food duas vezes por semana aumenta a resistência à insulina e a chance de ter diabetes.

074. Ajude as artérias
Pesquisa publicada no Journal of Applied Psychology (EUA) afirma que uma porção diária de chocolate melhora a flexibilidade das artérias.

075. Mude de vida
Segundo dados do European Heart Journal, nada é mais eficiente para tratar o coração que cuidados diários com dieta e exercício.

076. Ganhe músculos
Sabe o leite com achocolatado? Ele pode ser bom na vida adulta. Journal of Strenght & Conditioning Research  (EUA) mostrou pesquisa que diz que uma bebida de leite desnatado e achocolatado tem o mesmo efeito na recuperação pós-treino que bebidas prontas com proteínas.

077. Fuja dos snacks
Petiscar constantemente no trabalho pode ser a causa do seu ganho de peso. O hábito, que segundo a Universidade de Exeter (Inglaterra) ajuda a lidar com as preocupações do trabalho, é inimigo da balança.

078. Escolha pela cor
Segundo estudo no Journal of Consumer Research (EUA), quanto maior o contraste entre a cor da comida e do prato, menor a quantidade que você coloca nele.

079. Mantenha o sorriso bonito
Fique de olho na sua boca. Sangramentos na gengiva e problemas com a raiz dos dentes podem ser sintomas de diabetes. Se notar o problema, peça ao seu médico um exame de glicemia no check-up anual.

080. Esqueça o peso
Estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) mostrou que fazer exercício constantemente é muito mais relevante para melhorar a saúde que perder peso.

081. Segure o coração
Pesquisa no European Heart Journal diz que exercícios intensos aumentam o risco de dano no coração. Atletas examinados depois de uma maratona demoraram uma semana para se recuperar. Se entrar nessa, faça check-up! normalizado.

082. Mande peixe
Estudo publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine (EUA) provou que o consumo de ômega-3 (gordura boa) do óleo de peixe foi efetivo no combate à dor nas juntas. Portanto, coma um bom salmão.

083. Coma contra a tristeza
A Health and Nutrition National Research (EUA) indicou que homens que consomem peixe mais de uma vez por semana têm chance muito menor de desenvolver depressão do que os que não comem o bicho.

084. Coma como um italiano
Mesmo que você não more no país, coma como eles para diminuir o risco de problemas vasculares e cardíacos, diz o Journal of Clinical Nutrition (EUA). O cardápio italiano inclui pão, peixe, muito azeite e vinho tinto.

085. Suma com a preguiça
Quer ficar bem acordado durante a tarde? Substitua o carboidrato do seu lanche por proteína. Um estudo da Universidade de Cambridge (Inglaterra) descobriu que os aminoácidos da proteína estimulam as atividades celulares, deixando o corpo mais esperto.

086. Alimente-se melhor
Segundo estudo conduzido pela Universidade Harvard (EUA), fazer algum exercício pode ser a chave para comer bem também. Os pesquisadores acreditam que o exercício causa uma mudança bioquímica no cérebro que altera o paladar e os hábitos alimentares. Para melhor, claro.

087. Dê chá a seus pulmões
Para proteger seus pulmões do risco de câncer, invista no chá-preto. A bebida típica inglesa ajuda, segundo a Associação Americana de Médicos do Pulmão, a blindar o órgão contra a doença.

088. Hidrate-se
Estudo do Instituto de Cuidados da Diabates (França) mostrou que o consumo elevado de água diminuía consideravelmente o risco de excesso de açúcar no sangue. O benefício foi notado em quem consumiu pelo menos meio litro do líquido por dia.

089. Durma e viva mais
Falta de sono é um fator de risco de doenças cardiovasculares, segundo o Instituto de Medicina Psicosomática (EUA). Não dormir aumenta a pressão sanguínea e diminui sua capacidade de responder bem a situações de estresse. Portanto, reserve boas horas para passar na cama.

090. Siga o exemplo da parceira
O Journal of Women’s Medicine (EUA) mostrou que homens fazem menos exames preventivos de sangue e pressão que as mulheres. Logo, têm menos chances de prevenir doenças.

A imagem não tem relação com o texto… Como não encontrei uma ecobag, vai uma dog-bag! ((=

091. Dê um trato na ecobag
Sustentável não quer dizer limpa. As sacolas ecológicas devem ser lavadas. A Universidade do Arizona (EUA) mostrou que migalhas que ficam nelas criam um ambiente propício para a proliferação de bactérias.

092. Tome chá, perca peso
A Universidade de Penn State (EUA) afirmou que o chá-verde retarda o ganho de peso. Um componente da erva, o EGCD, diminui a absorção de gordura pelo organismo. Só não exagere na dose por causa da cafeína.

093. Aperte-se e relaxe
Não é só a massagem feita por outra pessoa que relaxa a tensão muscular. Segundo Keat Snideman, massagista dos EUA, massagear-se com bolas e rolos depois do treino alivia o incômodo causado pelo ácido lático.

094. Tenha um hábito noturno
Beba um copo de leite desnatado antes de ir para a cama. Isso fornece proteína, que ajuda na recuperação muscular durante o sono, segundo dados publicados no Journal of Medicine & Science in Sports & Exercise (EUA).

095. Drible o alzheimer
Para retardar efeitos da doença, aprenda um idioma. O Hospital Saint Michel, de Toronto (Canadá), provou que bilíngues demoram mais para ter danos cerebrais.

096. Fique com ela
Segundo a Associação Sociológica Americana, o divórcio está ligado a um grande ganho de peso em homens acima dos 30 anos.

097. Equalize as pernas
Para substituir seus 30 minutos de atividade física vigorosa diários por uma caminhada, você precisa dar 7.900 passos diários. Mil passos equivalem a cerca de 1 quilômetro.

098. Sue para pensar
Exercícios aeróbicos retardam a demência. Segundo a Clínica Mayo (EUA), a maior oxigenação no sangue causada pelo exercício aumentou a conectividade entre os neurônios.

099. Jogue batata no menu
Segundo a Associação Americana de Química, a casca da batata é rica em potássio, que reduz a pressão arterial.

100. Risque o açúcar
Segundo a Associação Americana do Coração, o consumo de açúcar deve estar sempre abaixo de 25% da sua cota diária de calorias. Quem consome ¼ ou mais das calorias do dia com doces aumenta o colesterol.

Fonte: Mens Health. Imagens: Getty Images.