Estamos intoxicados

“Parece exagero, mas imagine-se acordando de manhã: escova os dentes com pasta contendo flúor e enxágua a boca com água da torneira contendo cloro; toma banho e absorve através da pele mais cloro, flúor, arsênico, alumínio, trialometanos e outras substâncias químicas usadas no tratamento da água que cai do chuveiro; usa xampu e condicionador carregado de derivados de petróleo; barbeia-se ou maquia-se com produtos também carregados com petrotoxinas; aplica desodorante contendo alumínio em suas axilas; veste uma roupa lavada com um sabão carregado de produtos tóxicos e com aquele ‘cheirinho’ do amaciante tóxico.

Senta-se à mesa para tomar um café pulverizado com pesticidas; mistura um leite industrializado (contendo resíduos de antibióticos, hormônios do crescimento e transgênicos derivados da ração que o animal foi alimentado), pasteurizado (menor valor nutritivo) e desnatado (sem gordura para a absorção de cálcio e proteínas); adoça-os com açúcar refinado (acidificante e hiperglicêmico) ou aspartame (neurotoxina); come pão francês (hiperglicêmico) feito com farinha de trigo refinada aditivada com ferro (oxidante), com margarina (gordura hidrogenada) e presunto (nitritos cancerígenos); bebe suco de frutas de caixinha (interior revestido de alumínio), pasteurizado, adoçado (carga glicêmica) e carregado de conservantes e outros aditivos químicos; come mamão (pesticidas, adubos acidificantes e carcinogênicos) irradiado com raios gama (sem valor nutritivo e formador de radicais livres) com granola (cereais hiperglicêmicos de baixo valor nutritivo e contaminado com fungos) ou com um cereal de caixinha, como flocos de milho (alto índice glicêmico e feito com cereais transgênicos); lê o jornal carregado de noticias desagradáveis, discute alguns problemas familiares e se prepara para se dirigir ao trabalho estressante pensando em como driblar o trânsito…

E você ainda nem saiu de casa!” ~ trecho do livro Ecologia Celular, de Carlos Braghini Jr.

Se antes eu pensava que para deixar de consumir toxinas eu deveria apenas focar na minha alimentação, largar os industrializados e preferir os orgânicos, hoje sei que a história é um pouco mais comprida.

Estamos expostos continuamente a muitas toxinas – e não apenas às que ingerimos. Nosso consumo de toxinas já está mais ou menos ditado de acordo com a cultura em que estamos inserido.

Para além de nossos hábitos alimentares, muito mais do que nossas crenças e convicções a respeito da comida (se você compra orgânicos ou se acha besteira, se você foi instruído a acreditar que adoçante é uma opção saudável etc.), estamos cercados de químicas das fortes e somos cobaias nestes experimentos da humanidade.

Água com cloro, embalagens de plástico, panelas de alumínios, cosméticos, maquiagens, remédios… Não temos controle sobre as diversas toxinas que chegam até a gente e muitas vezes sequer sabemos dos perigos delas. A água encanada com a qual você enxágua a boca, o hábito corriqueiro de tomar café quentinho num copo de plástico e até mesmo simplesmente tomar banho com uma série de produtos químicos, tudo isso entra em nossos organismos. Estamos intoxicados.

Recentemente assisti ao documentário “Programmed to be Fat”. O filme é um compilado de pesquisas que mostram como estamos em contato com substâncias que desregulam nosso sistema. E, ao alterar nossos hormônios, alteram nossa estrutura. Estamos gerando pessoas desde antes do nascimento programadas para engordar, não importando o tipo de dieta e a quantidade de exercício praticada.

Entre os disruptores hormonais, o Bisfenol A, encontrado em muitas embalagens plásticas e facilmente absorvido pelo corpo humano. Basta beber um chá quente num copo de plástico comum ou beber água de uma garrafa plástica que teve sua temperatura alterada.

O mais apavorante: aquela segunda via do papelzinho que sai na máquina do cartão de débito, a água em galão de plástico, as garrafas descartáveis, o revestimento interno das bebidas enlatadas: tudo isso tem BPA e contribui para a poluição do mundo com algo bem além do plástico.

“A fluoretação é a maior fraude científica deste século, senão de todas as épocas.” ~ Robert J Carton, Ph.D, ex-membro da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

Outro ponto merece nossa atenção: a água.

O tratamento que as redes das nossas cidades dão à água que nos chega é muito controverso (nesses tempos de crise hídrica, então…). Além de não purificar a água de maneira eficaz, o sistema de tratamento acrescenta, entre outros, cloro para garantir a limpeza da água e flúor, com a ilusão de tornar nossos dentes mais fortes. Acontece que estas duas substâncias têm efeitos terríveis no nosso corpo, se acumulam e destroem, cada qual do seu jeito, muito da nossa saúde.

São diversas as pesquisas que consideram utilizar cloro e flúor um erro enorme. Dos melhores sites, o “Fluoride Alert”, traz boas razões pra gente se opor à fluoretação da água. Entre elas, o fato do flúor ser considerado um medicamento (e, portanto, não ser uma prática segura adicioná-lo à água) e por hoje ser considerada desnecessária e ineficaz sua ingestão para a manutenção de dentes saudáveis.

Aqui neste link, a história completa do flúor e aqui uma boa lista de motivos para querer ficar longe dele.

Em contato com matérias orgânicas na água, o cloro se transforma em Trialometano. Este subproduto do cloro e outros também possíveis (chamados disinfection byproducts), são considerados cancerígenos sem nem ser necessária a ingestão da água para que a gente entre em contato com ele. Pelo contrário: nossa pele absorve muito mais fácil esta toxina. O simples fato de nadarmos em piscinas tratadas com cloro ou de tomarmos banho no chuveiro quente de casa todos os dias já nos expõe a este perigo.

Entrando no mundo dos cosméticos, conseguimos entender a coisa de um jeito mais simples. Basta olhar os ingredientes dos rótulos para entender que tem muita coisa ali que a gente não conhece. Uma busca rápida pela internet também pode nos mostrar tudo o que é tóxico, cancerígeno e contestável. Shampoos, condicionadores, cremes para o rosto, maquiagens… Nada escapa.

Se é através da pele que as coisas boas dos cosméticos são absorvidas, é por este caminho também que as toxinas entram em nosso corpo e se acumulam.

Não é o resultado de passar desodorante um dia que vai nos intoxicar: é o acúmulo inesgotável de cada um destes produtos, de cada hábito contaminado do nosso estilo de vida que torna a coisa muito complicada a longo prazo.

toxic environment

O que eu faço

Há anos não uso mais desodorante. Não pensei que fosse dar certo, para dizer a verdade. Achei que fosse uma fase e que em dias muito quentes e em ocasiões necessárias eu usaria o desodorante. Foi a troca mais simples que fiz. O Leite de Magnésia substitui muito bem o desodorante, não tem cheiro e eu não o troco por nada. Mentira, até poderia trocá-lo vez ou outra por bicarbonato de sódio. As receitas naturais nos ajudam a diminuir o contato do nosso corpo com aditivos químicos tóxicos – uma fonte a menos de toxinas pra gente se preocupar.

Envolta no movimento NoPoo, que abole o uso do shampoo, há alguns anos também não uso mais shampoo. Vez ou outra (uma vez por mês, na verdade) passo algum com menos toxinas, ao qual nomearam de LowPoo.

O resultado é que meu cabelo passou a responder melhor também: usando menos detergentes agressivos no cabelo, nosso corpo responde prontamente com menos óleo (para quem tem cabelos oleosos) ou deixando naturalmente que a hidratação do cabelo chegue às pontas com mais facilidade (para quem tem cabelos secos como os meus). Um mero detalhe estético de um hábito que é muito mais significativo para a saúde, sem dúvidas.

Tenho uma lista dos cremes que posso usar para passar no cabelo. Informação é a peça fundamental dessa engrenagem: só dá pra saber o que comprar e o que evitar lendo a respeito. Eu não uso: sulfato, parafina, óleo mineral, petróleo e vaselina em qualquer creme ou shampoo que eu passe em meu cabelo. Porque além de serem tóxicos são completamente dispensáveis: se acumulam e formam uma barreira oleosa, impedindo o fio de ser, de fato, hidratado.

Para saber como começar, exatamente o que evitar e o que usar, a melhor fonte são sites, blogs e grupos amadores de cuidados No e LowPoo. Eles propagam a informação que a Pantene não quer nos dar.

Toxic Wedding

O que dá pra fazer

Ainda dá para fazer muita coisa. Evitar alimentos enlatados e embalagens de plástico é uma boa ideia. Mas cabe lembrar que tem um monte de coisa que foge do nosso controle. As impressões em plástico das máquinas de cartões, das notas de compras, tudo isso cada vez mais presentes no nosso mundo e cheio de toxinas.

Um bom filtro de água ou um destilador caseiro (sim, existe!), pode fazer seu consumo de água melhorar. Além de evitar que você compre garrafas de água com todos os problemas do plástico, é ainda mais eficaz para que a gente obtenha água sem tanta toxina, dizem os especialistas.

Outro jeito é ter cautela no uso de produtos químicos, ler rótulos e buscar por equivalentes simples e mais naturais nos cuidados com o corpo.

~ Isabella Ianelli para o Papo de Homem.

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A carta do Alquimista

alchemy

Escrito e dirigido por Carlos Stevens, a história gira em todo de um jovem chamado Veridian, que recebe uma carta do pai, um alquimista que conseguiu construir uma máquina que transforma qualquer coisa em ouro. A parte poética da história é que a máquina é alimentada por memórias. Maravilhoso de se ver! ❤

Se quiser conferir, é só dar o play logo abaixo. A parte chata é que o vídeo é em inglês e não tem legendas em português. 😦 Mas ainda assim, dá pra entender porque as palavras são beeeem pronunciadinhas.


Ainda vou dar mais uma colher de chá, e transcrever as frases do vídeo. Dá também pra clicar nas configurações do vídeo (aquele símbolo que parece uma engrenagem no canto inferior direito), e escolher pra traduzir as legendas.

Meu pai me contou a história de um alquimista que construiu um dispositivo tão potente que poderia transformar qualquer metal em ouro puro. Mas, para alimentar o seu dispositivo, ele tinha que se privar de suas próprias memórias.
Ele tinha uma família, mas, em sua busca por ouro, ele a abandonou.
Após a morte do alquimista, seu filho voltou para a casa que havia crescido quando era uma criança.

“Meu querido filho,
Criei um dispositivo magnífico!
Mas que queima minhas memórias como combustível.
Quanto mais preciosa a memória, mais poderosa a máquina.
Deixei aqui para você, minhas memórias mais preciosas.
Eles são memórias do lugar em que me apaixonei por sua mãe.
Eles são memórias de você, Veridian.
Lembro-me com pesar de sua mãe.
Ela morreu sozinha. Por causa da criatura que me transformei.
E entendo por que você fugiu.
Fiquei sabendo que você agora tem uma filha.
Mas temo possa abandoná-la assim como eu te abandonei.
Meu filho, agora eu entendo aquilo que mais importa na vida.
Com amor. Seu pai, Nicolas.”

Rumores do dispositivo milagroso permaneceram apenas como rumores.
Mas naquela noite, meu pai me deu um relógio de ouro, e me contou sobre o que tinha lido na carta do alquimista.

~ Indicação do Somente Coisas Legais, texto do Boneca de Platina.

Fatos verdadeiros – Informação de forma divertida

Eu sou fã de comunicação sob todas as suas vertentes, mas devo admitir que a visualização de informação é uma das formas de estudo que mais me fascina. Recentemente descobri este site que merece uma visita. Separei (e traduzi) alguns aqui para aguçar a sua curiosidade:

A Curva McDonalds

A Evolução da Linguagem Escrita

Conteúdo do livro...

Estatísticas sobre estatísticas

Índice de Salário

Ingredientes vitais para...

Levantamento de Peso

No dentista

Papel Higiênico

Passatempo

Pedestres nas calçadas

Pi

Quando sua namorada...

Quanto tempo um ser humano...

Seis experimentos mentais famosos, em vídeo

Quando você está num beco sem saída e nenhum caminho parece obviamente o mais correto, você acaba sendo obrigado a testar todas as possibilidades. É neste momento que você sai do modo automático, das respostas-padrão, e põe a mão no problema. Experimenta. Sente. Intui.

Paradoxos fazem o mesmo pela nossa mente. Estamos acostumados a saber das coisas, a analisar racionalmente e conseguir prever os resultados. Quando encontramos um paradoxo, no qual nenhum resultado parece ser nem correto nem errado, a nossa mente frita. E isso é ótimo. Pensar é ótimo. É pra isso que estamos aqui.

O pessoal da Open University realizou uma série de animações curtíssimas, expondo de maneira leve e descomplicada alguns famosos paradoxos e experimentos mentais. Veja-os abaixo, transcritos, e sinta os músculos mentais se alongando…

Aquiles e a tartaruga


Como poderia uma humilde tartaruga vencer o lendário herói grego Aquiles em uma corrida? O filósofo grego Zenão gostou do desafio e bolou este paradoxo.

Primeiro, a tartaruga ganha uma pequena vantagem. Qualquer um ainda não pensaria duas vezes antes de apostar em Aquiles. Mas Zenão apontou que, para ultrapassar a tartaruga, Aquiles primeiro teria que cobrir a distância até o ponto em que a tartaruga começou. Neste espaço de tempo, a tartaruga também teria se movido em frente. Então Aquiles teria que cobrir esta distância também — dando tempo para que a tartaruga fosse um pouco mais em frente.

Logicamente, isso continuaria acontecendo para sempre. Não importando a pequenez da distância entre eles, a tartaruga sempre iria um pouco mais à frente no tempo em que Aquiles estava alcançando o ponto em que ela estava antes. O que significa que Aquiles jamais conseguiria ultrapassá-la.

Levado ao extremo, este paradoxo bizarro sugere que todo movimento é impossível. Mas ele levou à descoberta de que algo finito pode ser dividido infinitas vezes.

Este conceito de uma série infinita é usado em finanças para calcular pagamentos de empréstimos. É por isso que eles levam uma quantidade infinita de tempo para serem pagos.

O paradoxo do avô


Viagem no tempo algum dia será possível? Rene Barjavel foi um jornalista e escritor de ficção científica francês que passava muito do seu tempo pensando sobre isso. Em 1943, perguntou o que aconteceria se um homem voltasse no tempo para uma data anterior ao nascimento dos seus pais e matasse o seu próprio avô.

Sem avô, um dos pais do homem jamais teria nascido, e, por isso, o homem jamais teria existido… o que faria com que não existisse ninguém para voltar no tempo e matar o avô.

O paradoxo do avô tem sido muito presente em filosofia, física e na trilogia inteira do filme “De Volta Para O Futuro”.

Algumas pessoas tentam defender a viagem no tempo com argumentos como a solução do universo paralelo, na qual as mudanças feitas pelo viajante temporal criam uma nova História, em separado, a partir da História inicial. Mas o paradoxo do avô se sobressai.

Apesar do paradoxo apenas sugerir que viajar para o passado é impossível, ele não fala nada sobre o contrário.

A sala chinesa


Algum dia conseguiremos verdadeiramente dizer que uma máquina é inteligente? O filósofo e acadêmico americano John Searle consegue.

Em 1980 ele propôs o experimento de pensamento chamado “A Sala Chinesa” para desafiar o conceito de uma forte inteligência artificial — e não por algum modismo de design oitentista.

Ele se imaginava em uma sala fechada, com caixas cheias de caracteres chineses que ele não entende e um livro de instruções, que ele entende. Se alguém que fala chinês do lado de fora lhe passar mensagens por baixo da porta, ele poderá seguir as instruções do livro para selecionar uma resposta apropriada. A pessoa do lado de fora vai pensar que está falando com alguém fluente em chinês — apesar de ser um que não sai muito de casa –, quando na verdade é um filósofo confuso.

Agora, segundo Alan Turing, o pai da ciência da computação, se um programa de computador conseguir convencer um humano de que ele está falando com outro humano, então pode-se dizer que o programa está “pensando”. “A sala chinesa” sugere o pensamento de que, não importa o quão bem você programe um computador, ele não entende chinês, mas apenas simula este conhecimento. O que não é inteligência real.

Mas, até aí, humanos também nem sempre são tão inteligentes. 😉

O paradoxo do Grande Hotel de Hilbert


Um hotel de luxo com um número infinito de quartos e um número infinito de hóspedes nestes quartos. Essa era a ideia do matemático alemão David Hilbert, amigo de Albert Einstein e inimigos de camareiras.

Para desafiar as nossas ideias sobre o infinito, ele perguntou o que aconteceria se um novo hóspede chegasse procurando um quarto. A resposta de Hilbert é fazer com que cada hóspede se mude para o próximo quarto. O hóspede no quarto 1 se muda para o quarto 2, e assim por diante, de modo que o novo hóspede possa ficar no quarto 1. (E o livro de visitas teria um número infinito de reclamações.)

Mas o que aconteceria se chegasse uma caravana contendo um número infinito de novos hóspedes? Com certeza ele não conseguiria acomodar todos eles!

Mas Hilbert consegue liberar um número infinito de quartos pedindo para que os hóspedes se mudem para o quarto cujo número é o dobro do número do quarto onde estão agora, deixando livres os infinitos quartos de números ímpares.

Fácil para o hóspede no quarto 1 (que vai para o 2), mas não tanto para o homem no quarto número 8.600.597.

O paradoxo de Hilbert fascinou matemáticos, físicos e filósofos. Até mesmo teólogos. E todos concordam que, num hotel assim, deve-se chegar bem cedo para o café da manhã.

O paradoxo dos gêmeos


Albert Einstein não tinha um irmão gêmeo, mas tinha algumas ideias engraçadas do que ele poderia fazer com um.

Ele imaginou dois irmãos gêmeos idênticos. Vamos chamá-los de “Al” e “Bert”. Al é um preguiçoso, mas Bert gosta de viajar, então ele entra em uma nave espacial e cai fora na velocidade da luz.

É aí que entra a teoria especial de Einstein, a teoria da relatividade.

Ela diz que quanto mais rápido você se move pelo espaço, mais lentamente você se move no tempo. Então, sob o ponto de vista de Al, o tempo de Bert estaria se movendo mais lentamente.

Em outras palavras, o tempo pode voar quando estamos nos divertindo, mas quando relógios voam, eles se movem relativamente mais devagar.

Depois de um tempo, Bert resolve voltar para a Terra, ainda na velocidade da luz, para mostrar ao seu irmão as fotos das suas férias. Mas quando Bert chega em casa, Al estará mais velho que o seu irmão gêmeo, o que torna os seus encontros em dupla bem mais constrangedores.

Apesar de parecer implausível, Einstein apenas seguiu a sua teoria até a conclusão lógica. E ele estava certo, no fim das contas: este conceito de dilatação temporal é a base dos nossos sistemas de GPS.

Gato de Schrödinger


Erwin Schrödinger foi um físico, biólogo teórico e provavelmente uma daquelas pessoas que gosta mais de cachorros. Na década de 50, Simon descobriu a mecânica quântica, que diz que algumas partículas são tão pequenas que você não consegue nem mesmo medi-las sem alterá-las. Mas a teoria só faz sentido se, antes de medi-la, a partícula estiver em uma “superposição”, de todos os estados possíveis ao mesmo tempo.

Para pensar sobre isso, Schrödinger imaginou um gato em uma caixa, com uma partícula radioativa e um contador Geiger ligado a um frasco de veneno. Se a partícula sofrer decaimento, ela aciona o contador Geiger, que libera o veneno e mata o gato.

Mas se a particula estiver em dois estados ao mesmo tempo, tanto com e sem decaimento, o gato também está em dois estados: tanto morto quanto não-morto. Até que alguém abra a caixa e olhe.

Na prática, é impossível colocar um gato em uma superposição quântica. Você teria o pessoal dos direitos dos animais na sua cola. Mas você pode isolar átomos, e eles parecem estar em dois estados ao mesmo tempo.

A mecânica quântica desafia toda a nossa percepção de realidade, então talvez seja compreensível que o próprio Schrödinger tenha decidido que não gosta dela, dizendo: “Eu não gosto dela, e peço desculpas por ter me metido com isso”.

Textos transcritos por Fabio Bracht, para o Papo de Homem.