Monstros da literatura

Não há nada mais assustador do que um monstro aterrorizante em um livro, ainda mais quando você está sentado sozinho em seu quarto escuro com o vento assobiando lá fora, a casa em silêncio ouvindo cada respiração sua e a imaginação funcionando selvagemente com as palavras dentro de você.

Para trazer esta lista pesquisamos os mais assustadores monstros da literatura, classificado-os dentro de três quesitos: aparência, poderes e intenção maligna, o que nos ajudou a chegar numa pontuação global.

Então, acomode-se em uma sala bem iluminada com um copo de leite quente ao seu lado, ponha alguma música alegre para tocar e tente não ter pesadelos quando fechar os olhos para dormir.

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Vinte Mil Léguas Submarinas (1870) Julio Verne: Nemo e sua tripulação mergulharam fundo nas profundezas negras do oceano, e do fundo do abismo eis que surgiu uma lula gigante. Alguém aí gosta de frutos do mar?

Outside Over There (1981) Maurice Sendak: Estes goblins (ou duendes) já sequestravam bebês muito tempo antes de David Bowie decidir gravar seu clássico filme Labirinto.

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1820) Washington Irving: Tente não perder sua cabeça cavalgando neste estranho cavalo. Alguém viu onde a deixei por último?

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The Day of the Triffids (1951) John Wyndham: Imagine um mundo onde as plantas podem se mover… Isso não parece tão assustador, não é mesmo? A menos que elas tentem te cegar e devorá-lo.

The Ankle Grabber (1989) Rose Impey: Cuidado com o monstro que vive debaixo da sua cama, e, se você sentir alguma mão querendo puxar seu pé, corra!

A Máquina do Tempo (1895) H. G. Wells: O interior da Inglaterra no ano 807.701 está arruinada por uma raça canibal heliofóbica, que vive nos subterrâneos e só sai à noite.

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Batman #357 (1983) Gerry Conway: Os esgotos de Gotham guardam um terror reptiliano, Crocodilo é um homem enorme, coberto de escamas, com uma força sobrenatural e uma inclinação nada favorável à atividades criminosas.

Guerra dos Tronos (1996) George R. R. Martin: Os Outros podem acabar com seu churrasco no final de semana, congelando o carvão e ressuscitando sua galinha congelada para atacá-lo.

Coraline (2002) Neil Gaiman: A “Outra Mãe”, como também é conhecida, é “algo” que consegue coagir e trancafiar crianças em seu mundo para depois devorar suas almas. Como? Com muito amor é claro.

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Frankenstein (1818) Mary Shelley: Oh, Dr. Frankenstein, o quê você está fazendo? Deixe os corpos dos mortos em paz e volte a brincar com seu kit de química da escola.

Alice Através do Espelho e o que Ela Encontrou por Lá (1871) Lewis Carroll: O herói que enfrentou o Jaguadarte não se intimidou por suas garras ou seu olhar em chamas; ele teve compaixão do monstro, porque no fundo, conseguiu sentir o que bicho sentia.

O Estranho Caso do Doutor Jekyll e do Senhor Hyde (1886) Robert Louis Stevenson: A batalha primordial entre o bem e o mal dentro de uma única individualidade. O desafortunado Henry Jekyll e… bem, você não vai querer conhecer seu “outro lado”…

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O Cavalo e seu Menino (1954) C. S. Lewis: Um deus demoníaco é tudo o que Aslan não quer em Nárnia. Além de ter quatro braços e a cabeça de abutre, ele exige inúmeros rituais de sacrifícios, precisa dizer mais alguma coisa?

A História sem Fim (1979) Michael Ende: O que é mais aterrorizante do aquilo que não se pode ver? Uma entidade com a face do mal obcecada em nos destruir. Conheça, o Nada.

Odisséia (675-725 a.C.) obra atribuída a Homero: “Odisseu, lute por sua vida e pelo regresso de seus companheiros ao lar. Oh, e tenha cuidado com a serpente-do-mar gigante e hedionda, um monstro com seis cabeças!”

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Teogonia (aproximadamente em 700 a.C.) Hesíodo: “Empedre-me, se não estiver tão velha para isso, Medusa!”. Este antigo monstro com cabelos de serpentes incutiu o medo no coração de leitores durente séculos.

Beowulf (aproximadamente no séc. X) autoria desconhecida: Uma criatura cruel e selvagem de enorme estatura, força bruta e astúcia que repetidamente ataca durante a noite o salão de festas do rei Hrothgar. Tente defender suas muralhas, e torne-se um suculento jantar para o monstro.

A Mulher de Preto (1983) Susan Hill: Reze para nunca encontrar a Mulher de Preto; um espectro malevolente que sempre presencia terríveis tragédias antes de acontecerem.

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O Prisioneiro de Askaban (1999) J. K. Rowling: Os Dementadores se alimentam de todo e qualquer pensamento feliz ou esperança que suas vítimas possam ter. E também não são os melhores parceiros para se ganhar um beijo.

O Senhor dos Anéis (1954) J. R. R. Tolkien: “Um anel para a todos governar…” Eram nove homens que sucumbiram ao poder da escuridão e quase atingiram a imortalidade como “os mais terríveis servos” de Sauron.

Dracula (1887) Bram Stocker: Conde Dracula é o original chupador de sangue com fobia de odores fortes, um misto de homem/morcego/lobisomen.

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O Chamado de Cthulhu (1928) H. P. Lovecraft: Parte polvo, parte homem e parte dragão. Esta criatura cósmica não é algo que você queira ver no seu mundo. A menos que você deseje destruí-lo.

As Bruxas (1983) Roald Dahl: A Rainha Bruxa pode lançar lasers de seus olhos, e isso não é nada comparado ao seu desejo de aniquilar todas as crianças da face da Terra.

It (1986) Stephen King: Um metamorfo maligno que se apresenta como um palhaço para aliciar criancinhas. Dica: quando perder seu barquinho de papel num bueiro, não vá atrás dele, apenas faça outro.

↬ Montagem e tradução livre do original publicado por Morph Costumes.

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