6 lembretes úteis para pessoas em crise

Uma tendência enlouquecedora dos eletrônicos de bolso é que quando a bateria está prestes a acabar eles gastam a maior parte da energia remanescente bipando e piscando, nos avisando para carregá-los.

Da mesma forma, o corpo humano tem vários elementos que se autossabotam. Por exemplo, quando o oxigênio falta, digamos ao tentar resgatar o tal eletrônico do fundo de uma piscina, o corpo entra em modo de alerta, aumenta o batimento cardíaco, e assim queima o pouco oxigênio disponível ainda mais rápido.

A mente também exibe esse tipo de tolice. Ela tem o hábito cruel de esconder a sabedoria bem quando mais precisamos. Há certas verdades que, quando estou em pânico, preciso realmente lembrar, e é bem nesse momento que isso é mais difícil. Então pode ser útil manter alguns lembretes bondosos à mão, já que da próxima vez que sentir pânico, vai ser difícil lembrar esses pontos.

1. O mundo já acabou mil vezes

A dynamite time bomb in a cardboard box with 1 second left on the timer

Não seria possível eu contar o número de vezes que meu mundo já acabou. Pelo menos algumas dúzias de vezes na minha vida me encontrei numa situação tão emaranhada e desesperadora que não conseguia nem mesmo acreditar que algum dia voltaria a ser feliz.

De alguma forma, durante cada um desses apocalipses pessoais, esqueci que em todas as vezes anteriores de alguma forma as coisas se ajeitaram, e aqueles problemas hoje não são nem mais relevantes.

Ainda assim, quando a catástrofe vem, ela sempre parece prometer a morte ou pelo menos uma desfiguração completa da totalidade da minha vida, e assim me sinto obliterado pelo desespero e pela indignação. Se ao menos eu lembrasse que quase todos os problemas que tenho já foram solucionados, exceto talvez dois ou três desenvolvimentos mais recentes… Mas é assim que a vida segue.

São os problemas que seguem indo para a forca, não eu.

Tenho certeza que seu mundo também já acabou muitas vezes. A mente em pânico subestima a escala da vida humana e assim calcula lá em cima a importância de qualquer problema em vista. Não se engane.

2. Os problemas são os mesmos que todos os seres humanos sempre tiveram

Men from different eras

Você nunca descobrirá um jeito de sofrer que já não tenha sido plenamente explorado. Coração partido, a morte de pessoas amadas, doenças e velhice, dor crônica, vergonha, dependência de substâncias, fracasso, pobreza e pesadelos introspectivos são reinos já desbravados consistente e exaustivamente pelas pessoas ao longo de milhares de anos, e em graus muitos piores com que hoje nos deparamos. No fundo, há apenas alguns poucos tipos de problemas humanos, e todos eles já foram confrontados e sofridos em algum momento.

A experiência da humanidade com o sofrimento é um recurso disponível para cada um de nós, uma vez que para cada problema humano clássico há um universo de literatura sobre as melhores formas de lidar com as coisas que os outros humanos encontraram, e nunca foi tão fácil acessar essa sabedoria.

3. O desespero vem de uma crise dos pensamentos sobre a vida, não de uma crise da vida

If tomorrow starts without me from Camille Marotte on Vimeo.

O sentimento de desespero cria uma ilusão convincente. Nos faz pensar que tudo está acontecendo ao mesmo tempo, mas isso não é bem possível. Enquanto que diversas condições de uma situação na vida podem ocorrer ao mesmo tempo – digamos acúmulo de dívidas ao mesmo tempo em que um relacionamento se desfaz – a vida ainda assim transcorre um momento de cada vez, e é bem raro que se precise fazer mais do que uma coisinha a cada momento.

Cada questão pode exigir que se lide com vários momentos difíceis, mas via de regra só se precisa lidar fisicamente com um momento particular de cada vez. A sensação de que “tudo está acontecendo ao mesmo tempo” é um fenômeno mental que não espelha a forma linear na qual se desenrolam os problemas concomitantes.

Os pensamentos mudam muito mais rapidamente do que os acontecimentos da vida, assim, um minuto de pensamentos preocupados nos fazem vivenciar mentalmente uma dúzia de problemas.

É fácil se perder nesse reino abstrato, pensando que demasiadas coisas estejam acontecendo “ao mesmo tempo” para que nos decidamos sobre o que fazer, mas quando estamos prontos para realmente lidar com um problema no mundo físico, podemos seguramente ignorar os outros por um instante, enquanto lidamos com aquele específico.

4. É matematicamente improvável que os problemas sejam tão ruins quanto parecem

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A maioria das pessoas parece ser pessimista. Eu mesmo certamente sofro dessa tendência e tenho paulatinamente me recalibrado para um âmbito mais otimista.

De uma perspectiva evolutiva, é fácil compreender porque tendemos a engendrar catástrofes a partir de nossas dificuldades. Se fugimos de todas as cobras porque alguma delas pode ser venenosa, é menos provável que morramos de mordida de cobra, ainda que passemos 85% do tempo fugindo de criaturas que deveriam estar fugindo de nós.

As tendências pessimistas ajudam na autopreservação de forma geral, ao longo de uma vida inteira de situações ambíguas, mas isso ao custo de elevar o estresse, e de nos fazer constantemente fugir das coisas sem necessidade.

Saber que se é pessimista é saber que as coisas geralmente são melhores do que parecem ser. Uma mente pessimista muitas vezes cria uma imagem mental da situação que é muito mais perigosa e difícil de resolver do que efetivamente se mostra na vida real.

E, para muitos entre nós, não se trata de pequenos exageros com relação a seriedade de nossos desafios. Nas muitas ocasiões em que percebi um erro no meu trabalho, geralmente isso se expandiu rapidamente até a certeza de que eu tinha cometido um erro, que eu seria descoberto e demitido, e que eu nunca mais conseguiria trabalhar nessa carreira. Em meio minuto sofro um filme mental inteiro com meu corpo se arrastando pelas calçadas num dia melancólico, entregando currículos para gerentes de restaurantes de fast food.

Se esse reflexo mental soa familiar – e se você entra em pânico frequentemente, é quase certo que soa – você provavelmente é um pessimista, e assim pode quase sempre contar com a situação ser bem mais fácil de lidar do que você inicialmente imaginou.

5. As coisas mudam bem rapidamente quando se começa a fazer e não pensar tanto

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A escuridão na mente da pessoa em crise vem do sentimento de desespero, e o desespero vem da crença de que nada que se faz importa. Embora esse sentimento seja comum, quase sempre não é verdadeiro.

Não importa o quão ruins acabem por ser as circunstâncias externas, provavelmente não serão tão terríveis quanto Auschwitz, e mesmo naquele local, você poderia deparar com a grande descoberta de Viktor Frankl — a descoberta de que ninguém pode nos tirar a liberdade de escolher como nos relacionamos com nossas circunstâncias.

Onde quer que se esteja, é possível fazer algo para tornar o resto do dia melhor, e isso quer dizer que não se está numa situação desesperadora. Não importa quão pequena seja a ação, uma vez que se reconheça que se é capaz de melhorar a situação, o sentimento de desespero não vai continuar, a não ser que se queira.

O desespero é uma aflição de pensamentos confusos, e não tanto de circunstâncias confusas, e isso se torna mais claro quando se começa a agir sobre as circunstâncias. Várias vezes ao longo de minha vida vi um dia infernal se tornar tolerável no instante em que dou um peteleco em pelo menos um de meus dilemas. Isso destrói a miragem de uma catástrofe total, e assim fica difícil permanecer um mero participante passivo do dia ruim.

6. É mais tentador não fazer as coisas quando mais se precisa

Office Worker Falls Asleep Under Pile of File Folders

Esse é outro hábito de autossabotagem da mente humana normal. Há uma tendência para congelar quando as coisas começam a parecer que vão descarrilhar, por duas razões.

A primeira razão é que tememos piorar as coisas. O chão está sacudindo por toda parte, e em nosso evidente torpor de incompetência não queremos pisar no lugar errado. Mas a razão principal é que ao tomar a decisão de fazer algo, essa é a decisão de tomar responsabilidade pela situação que nos encontramos, e isso não é um reflexo natural para a maioria de nós.

Particularmente, quando acreditamos que nosso problema é culpa de outra pessoa, é tentador esperar que pessoa responsável assuma enfim sua responsabilidade. Isso não ocorre frequentemente, e no mais das vezes estamos mesmo errados sobre quem botamos a culpa, de todo modo. Sei que sempre quero que a culpa seja de outra pessoa, e não acho que eu seja a exceção aqui.

Acreditar que o outro é responsável é tentador porque nos deixa fantasiar um fim de deus ex machina para sua crise, a cavalaria que chega bem na hora, o que acaba sendo um filme bem ruim porque faz o protagonista de bobo, e, na verdade, nunca acontece na vida real.

Desafie a tentação de cruzar os braços e esperar por alguma forma de salvação por justiça cósmica – ou pelo menos lembre que haverá uma tentação de não fazer nada, bem no momento em que se devia estar fazendo alguma coisa.

~ David Cain. Este artigo foi publicado originalmente no Raptitude e traduzido por Eduardo Pinheiro, sob autorização do autor, para o Papo de Homem. Imagens do Getty Images.

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A rejeição é para os fortes

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Ame-se com força que passa.

Não é por mal. Um dia, alguém vai fazer você esperar mais do que o suportável. Vai testar a sua paciência mais do que você merece. Vai lhe dar a impressão de que você é uma espécie de brinquedo de montar cujas peças sempre voltam para a caixa. Vai demorar um desaforo para responder a uma mensagem simples no telefone. “Oi. Tudo bem?”. Nada. Depois nada. E nada de novo. Você vai fazer duzentas conjecturas, imaginar dois mil motivos, um milhão de razões. O celular caiu no bueiro. Só pode! Será um sequestro? Um assalto. Claro! Chamem a polícia! Não, ela perdeu o telefone. Ele ainda está dormindo, faz dois dias que ele dorme. Será? Vai saber? Acontece, ué!

E fará tudo, tudo para não assumir o óbvio: a pessoa do outro lado não quer falar com você. E ela desaparece assim, exatamente como chegou. Do nada.

A sensação do desprezo na pele é uma barra pesada de ferro pelando. Dói como um murro de canguru na boca do estômago, coice de mula no ego, notícia ruim, estremece como o frio do medo na espinha, tortura como unha encravada no inverno, pedra no rim. Arde feito corte de papel sulfite entre os dedos. Chateia, decepciona, desalenta, brocha. Mas é assim. É da vida. E o melhor jeito de ganhar a vida é não perder tempo com besteira. Deixe passar.

Sentimento de rejeição é coisa que nasce com a gente. Feito as orelhas, o nariz, as unhas. Esteve cá entre nós a vida toda. Lá está você, um bebê adorado em toda a sua fofura, sugando o amor do seio poderoso de sua santa mãezinha. Você não tem olhos para mais nada. É só ela. A mãe. Sua referência inicial de amor e afeto e aconchego e… posse. Ela é sua, sua e de mais ninguém!

Aí acontece assim. Um dia ela deixa você esperando mais do que devia no berço. Porque vai dar atenção a alguém maior e mais forte. Seu pai, seu irmão mais velho, uma visita, o caminhão do gás. E pela eternidade insuportável de trinta segundos você a espera em seu canto e nada. Você chora, grita, esperneia. E nada ainda. Pela primeira vez na vida o sentimento de rejeição bateu-lhe na cara. Lá no berço. Você pode não se lembrar desse dia. Mas você também não esquece. Você nunca mais esquece. Porque esse sentimento vai tornar e retornar e voltar de novo a lhe dar na cara pelo resto da vida.

Está escrito. Todos haveremos de rejeitar e de ser rejeitados aqui e ali. Eu, você, todo mundo. Todos voltaremos a sofrer a mesma dor inicial da espera no berço. De zero a cento e tantos anos, seremos para sempre pouco mais que bichos loucos às voltas com as delícias e misérias, conquistas e fracassos, sucessos e rejeições da vida. Essa dor é nossa. Estamos juntos! Paciência.

Verdade é que aceitar o sentimento de rejeição é um poderoso exercício de tolerância. O primeiro. Sei aqui dentro, aqui para mim, que quem me rejeita não o faz por mal, apenas tem coisas mais importantes a fazer do que responder às minhas expectativas. Espero, então, que aqueles a quem eu por acaso rejeite também me compreendam e, quem sabe, um dia me queiram bem. Decerto que dói. Mas fazer o quê? O que fazer senão seguir em frente? A rejeição é para os fortes. Dói como a verdade. Mas aceitá-la nos liberta.

Amores não correspondidos não são sinais de que o amor não vale a pena, mas de que o ser amado está em outro lugar que você ainda não sabe. Nem ele. Um dia vocês se encontram por aí e todo sentimento de rejeição restará guardado em velhas gavetas, como as roupas de um bebê que não servem mais.

A quem não perde mais que os segundos necessários de choro e pesar pela rejeição sofrida ou cometida, o tempo é generoso. O dia rende, a noite é franca e a tardinha é uma moça gentil de olhar amoroso. Uma moça que chega e parte, nos aceita e nos rejeita, nos ama e nos esquece. Até a manhã seguinte, a próxima esperança, um novo amor no poente, soprando frio na barriga na Hora da Ave Maria.

Quando o sentimento pálido da rejeição vier, capriche no amor próprio. Ame-se com força, honestidade, empenho. E deixe o resto estar. Desenxabida e envergonhada, a decepção há de partir como chegou. Do nada. Para nada. Por nada.

~ André J. Gomes para o CONTI outra.

“Onde não puderes amar não te demores”

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Sai, corre logo. Afasta-te das ventanias cruéis que ameaçam revirar-te a vida e os sonhos pelo avesso. Aqueles pedaços de histórias rotas e cerzidas, atiradas no cesto de roupas de sorrir — e que já usaste tantas vezes em festas enxovalhadas. Foge das tempestades. Das estradas sem rumo. Das folhas ressequidas, espalhadas em terrenos áridos e desconexos.

Rejeita os lábios que não beijam mais e dos quais escorre apenas amargura, fel e impropérios. Sim. Tranca a porta, os ouvidos, a sensatez e vira as costas sem remorsos para tudo o que te causa mal e tristezas. Teus dias pinta-os com aquarelas leves e doces, mescladas a tons pastel.

As horas não devem ser transformadas inexoravelmente em cinzas, quem te disse? Embora saibamos que se trata de horas mortas, inertes em relógios de parede enferrujados pelo cansaço. Relógios, cujos ponteiros foram derretidos pelos vastos incêndios que se apossaram silentes da tua alma atônita.

Sai! Despede-te rapidamente das águas turvas, habitadas apenas por sinuosas enguias. Não enxergas peixes dourados, nem vermelhos? O lodo não te serve, então. Tampouco a escuridão de um dia sem sóis nem estrelas. As árvores morreram, alguns tocos ainda repousam no jardim abandonado. Raízes secas gemem por água. Mas o jardineiro se foi, levando junto com as despedidas os antigos cuidados dispensados ao verde que aí vicejava.

Há esconderijos disponíveis para cultivar a paz. Um sentimento que parece ter escorrido pelas vielas de tempos imorredouros. Olha e te surpreende. Pois há linhas de seda para tricotar novas promessas de amores leves, já nascidos com asas. Amores azuis que flertam com a presença suprema da liberdade.

Se porventura entrares num bar escuro e sujo e perceberes que os frequentadores flertam somente com o álcool mantendo o rosto duro, impassível e macilento. Os olhos de pedra fosca cravados no fundo do copo, no qual mágoas flutuam sobre escassas pedras de gelo, não te aproximes. Abandona o recinto. Pois aí não há amor. Somente amarguras e nostalgias graves e empoeiradas

Foge também de quem tiver o aperto de mão indiferente e áspero, os sorrisos ausentes no rosto exausto de mentiras, o nariz empinado de arrogâncias vãs.

Despreza indivíduos sem ouvidos, concentrados em lamber unicamente a própria fala. Àqueles aficionados em solilóquios, em discursos sem eco, voltados regiamente para o próprio espelho das vaidades, adornado pelo gigantismo do ego.

Alheia-te também de quem perdeu os braços de abraçar. Esqueceu-se de abrir as janelas para as visitas das alvoradas e lacrou os sentidos para os cantos felizes dos pássaros matutinos.

Os que não regam plantas. Pais que esquecem crianças trancadas no carro, enquanto se deleitam em levianas compras nos shoppings. Não entres jamais em casas onde não se escuta música, aonde o fogão chore de desusos, sem o cheiro vivo do feijão fumegando delícias.

Não te acomodes nunca em mesas sem toalhas, copos, nem talheres, antes destinados a servir convidados sempre ausentes. Ninguém aparecerá para o almoço inexistente. Pois faltam amor e acolhimentos.

Não te esqueças de cerrar em seguida as cortinas do coração para os que desprezam a luz, as cirandas e as crianças. Os que chutam por tédio pequeninos animais órfãos, perdidos a esmo nas ruas. Refuta com veemência as trepadas mornas e maquínicas exigidas pelo marido ou namorado, cujas ardorosas amantes tu intuis, certamente.

O bom sexo demanda uivos gloriosos, saudáveis e selvagens desatinos. Assim, aguarda paciente pela entrega plena e desarmada. Ela virá sem avisos prévios e te surpreenderá com danças e valsas. Recusa de imediato o namoro insípido, porque não há sal que dê jeito em afetos falidos.

Outro alerta: desanda a correr da inveja, do escárnio, do ódio fantasiado de gentilezas em oferta. Todas elas por R$ 9,99. Este pacote de desmazelos se acumula no enfado e no desamor de lojas vazias. A maldade ronda a vizinhança, se intromete em eclipses, passeia com os pés descalços em imensos desertos brancos.

Mas lá tu não irás, temos certeza, pois falta amor — teu coração já anunciou. Além disso, felizmente também contas com os afáveis sussurros da natureza, que entremeiam tuas histórias e caminhos, sempre rodeados de ideais e de esperanças.

~ Graça Taguti para a Revista Bula.

*A frase-título desta crônica é do poeta e escritor brasileiro Augusto Branco – falsamente atribuída a pintora mexicana Frida Kahlo.

10 coisas que você deve fazer todos os dias para melhorar sua vida

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1) Passeie ao ar livre

Você provavelmente subestima seriamente como isso é importante. (Na verdade, há uma pesquisa que diz que você faz justamente isso: subestimar os benefícios da natureza!) Passear perto de áreas verdes reduz o estresse, proporciona mais criatividade, melhora sua memória e pode até fazer você uma pessoa melhor.

2) Exercite-se

Nós todos sabemos como isso é importante, mas poucas pessoas fazem isso de forma consistente. Além de todos os benefícios relacionados à saúde que poderíamos mencionar, praticar regularmente alguma atividade física faz você mais inteligente, mais feliz, melhora o sono, aumenta a libido e faz você se sentir melhor sobre o seu corpo . Um estudo de Harvard tem monitorado um grupo de homens com idade acima de 70 anos e identificou que a prática de exercícios regulares é um dos segredos para uma vida longa e feliz.

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3) Passe mais tempo com amigos e família

O especialista em felicidade da Universidade de Harvard, Daniel Gilbert, identificou este aspecto como uma das maiores fontes de felicidade em nossas vidas. Relações valem mais do que você pensa (em termos monetários, cerca de $ 131,232 por ano). Não se sentir socialmente conectado pode torná-lo mais estúpido e até matá-lo. A solidão pode te tornar mais sucétivel à ataques cardíacos, derrames e diabetes. Os povos com maior expectativa de vida no planeta possuem uma forte ênfase no envolvimento social, e acreditam que bons relacionamentos são até mais importantes do que exercícios físicosAmigos são a chave para melhorar a sua vidaCompartilhe boas notícias e seja entusiástico ao responder quando outros compartilharem boas notícias com você. Quer ser instantaneamente mais feliz? Faça algo bom para eles.

4) Expresse sua gratidão

Vai fazer você mais feliz.

Vai melhorar seus relacionamentos.

Pode fazer-lhe uma pessoa melhor.

E pode tornar a vida dos outros melhor também.

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5) Medite

A meditação pode aumentar a felicidade, o sentido da vida, o apoio social e concentração, reduzindo a raiva, a ansiedade, a depressão e a fadiga. Na mesma linha, a oração pode fazer você se sentir melhor – mesmo que você não seja religioso.

6) Durma o suficiente

Você não pode enganar-se com a ideia de que o sono não o afeta. Estar cansado, na verdade, faz com que seja mais difícil ser feliz! Falta de sono = mais propensão à doença. Dormir melhora suas decisões, e a falta de sono pode fazer você se comportar de forma antiética. E aquele famoso sono de beleza, não existe!

Sonecas são boas também. Elas podem aumentar a agilidade e desempenho no trabalho, melhorar a capacidade de aprendizagem e limpar as emoções negativas, reforçando simultaneamente as positivas. Veja como melhorar suas sonecas.

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7) Desafie-se

Aprender outro idioma pode manter sua mente afiada. Lições de música podem aumentar sua inteligência. Desafiar suas crenças fortalece sua mente. Aumentar a força de vontade só leva um pouco de esforço a cada dia e é responsável por aumentar seu QI . Estatisticamente, não estudar ou aproveitar as oportunidades que aparecem nas nossas vidas são as duas coisas pelas quais as pessoas mais se arrependem

8) Sorria

As pessoas que usam o humor para lidar com o estresse melhoram seu sistema imunológico, reduzem o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, sentem menos dor no dentista e vivem mais tempo. O riso deve ser ministrado como uma vitamina diária. Até mesmo relembrar momentos engraçados pode melhorar seu relacionamento. O bom humor tem muitos benefícios.

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9) Toque em alguém

O contato com outras pessoas pode reduzir o estresse, melhorar o trabalho em equipe, e ajudar a ser mais persuasivo. Abraços podem fazer você mais feliz! Sexo pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e câncer, melhorar o seu sistema imunológico e prolongar a sua vida. Só não fique cutucando os outros toda hora!

10) Seja otimista

O otimismo pode torná-lo mais saudável, mais feliz e prolongar a sua vida. E o próprio Exército incentiva, a fim de aumentar a resistência mental dos soldados. Excesso de confiança melhora o seu desempenho em todos os aspectos.

~ Tradução livre do texto de Erik Barker para a Revista Time. [N. do E.: Todos os links estão em inglês; a ideia inicial era traduzi-los em posts separados para facilitar a leitura caso tivessem interesse em saber mais sobre os assuntos mencionados. Mas um projeto que ficou mais de um ano engavetado aguardando a tradução de outros 74 não iria ser concluído nunca, não é verdade? Aproveite a sugestão do item 7 e treine um pouquinho.]

Carta a uma seleção derrotada

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Meninos,

(sim, meninos, porque quando uma seleção é eliminada na Copa do Mundo, não há mais homens no gramado. Há meninos. Com olhos vazios, sem rumo e sem qualquer indício de vergonha ou de pudor.)

Escrevo só para agradecer.

Agradecer porque vocês nos fizeram sentir o que há muito tempo não sentíamos.

O nervosismo. A voz embargada. Tensão. Alegria. Nó na garganta. Dor de garganta. Explosão. Tristeza. Desilusão. Um turbilhão de sentimentos condensados em 4 semanas.

Agradeço porque vocês conseguiram mexer com muitas emoções que andavam paradas. Bandeiras na janela por amor a um país (e não apenas a uma seleção), acima de qualquer outra questão.

Porque vocês fizeram mais do que colocar corações para bater mais forte. Vocês colocaram corações absolutamente brasileiros para bater.

Agradeço porque a cada jogo que passava, me sentia mais parecida com os desconhecidos na rua. Mais próxima do meu país, da minha gente.

Agradeço porque o desfecho traumático não anula a alegria vivida.

E por saber que vocês vão ter que encarar aqueles brasileiros de momento, que até ontem tinham orgulho e hoje já acham que “isso é Brasil”.

Mas não se preocupem, para nós também é difícil suportá-los. Tamo junto.

E o fato é que a tristeza é geral: do campo, do banco de reservas, da arquibancada, do sofá da sala, do banco do bar, da sarjeta.

Mas, por favor, entendam, nós não estamos tristes com vocês, estamos tristes JUNTO com vocês.

E tanto é assim que posso garantir que milhares de brasileiros queriam poder dar em vocês hoje o abraço que o David Luiz deu no James depois da eliminação da Colômbia.

Obrigada, meninos.

Obrigada por me lembrarem que eu nunca quis ser europeia. Alemã, holandesa, francesa, belga… Nem que me dessem um belo par de olhos claros.

Que o que eu quero sempre é minha camisa amarela, minhas emoções escancaradas, quero o choro embriagado de hoje, esquizofrenicamente orgulhoso de ser quem somos até quando estamos apanhando como apanhamos.

Abracem seus pais. Seus filhos. Suas mulheres. Seus amigos.

Façam isso por nós, que queríamos abraçá-los talvez até mais do que iríamos querer se ganhássemos a Copa.

E continuem sendo assim, brasileiros, acima de tudo.

No cabelo enrolado, nas danças no vestiário, nos abraços verdadeiros, nos choros sofridos, na oração sincera e na certeza de que, bem ou mal, a gente segue em frente.

7 a 1? Dane-se.

Vocês me representam. E não é pela bola que jogam, é pelos caras que são.

~ Ruth Manus para O Estadão.