A generosidade supera a ganância

Dinheiro não cai do céu e é uma coisa que todo mundo precisa. Então, o que você faria se visse um monte de dólares dando sopa, com uma placa que diz “dê o que você puder, pegue o que for necessário”? Num experimento social surpreendente, capturado em vídeo, o grupo Ark Project mostra que não somos tão gananciosos quanto parecemos.

Um painel com algumas notas, que somavam em torno de US$ 20, foi pendurado em Mission Beach, uma praia da Califórnia, onde circulam centenas de pessoas diariamente.

Veja só o que aconteceu:


~ Fonte: Hypeness.

15 práticas para 2015

Por mais que a mudança de ano seja uma construção onírica, vamos admitir: a maioria das pessoas fica mais aberta, tanto é que em vez de “Tenha um bom dia!” ou “Boa semana para você!”, expandimos nossa percepção: “Que você tenha um ótimo ano!”

Para aproveitar esse momento, convidamos várias pessoas para contar qual prática têm testado e que poderiam sugerir de coração para reorientar outras vidas. A lista abaixo é um compilado do que elas enviaram.

Esta não é uma lista de curiosidade, apenas para ler e compartilhar. Se você, por exemplo, realmente parar todo dia e não mais compartilhar inutilidades (duas das 15 práticas), é certo: sua vida vai ficar mais leve e sua presença mais benéfica às pessoas ao redor.

Vamos lá?

Para ilustrar, as novas tirinhas de André Dahmer na série "Para viver 120 anos"
Para ilustrar, as novas tirinhas de André Dahmer na série “Para viver 120 anos”

1) Escutar um a um

“O maior presente que podemos dar ao outro é nossa atenção” ~ Laurence Freeman

Começar a fazer uma coisa tão simples quanto realmente ouvir as pessoas, com interesse, sem pressa e julgamento, é uma coisa que pode, aos poucos, impactar toda a forma como vivemos, conduzimos as relações e vemos o mundo.

É simples. Todos tem o que falar. Quando sentimos que o outro tem algo a dizer, que tem alguma dificuldade, nós apenas ouvimos — paramos para isso, chamamos para um café, para um Skype, oferecemos nossa presença. Não fazemos como se fosse uma coisa que já fazemos (para um barzinho etc.), chamamos para fazer isso, explicitamente, especialmente, fazemos uma coisa nova.

Para isso, não precisamos ser mestres e sempre saber o que fazer. Ouvimos e então falamos com o coração: “Olha, eu não sei o que é o melhor para se fazer, mas eu queria muito ajudar, de verdade, queria muito aprender. Podemos descobrir juntos como destravar isso…”

2) Parar cinco minutos a cada dia

“Numa era de velocidade, nada é mais revigorante quanto ir devagar. Numa era de distração, nada é mais luxuoso quanto prestar atenção. E numa era de constante movimento nada é mais urgente quanto se sentar quieto.” ~ Pico Iyer

Apenas sente. Exerça a liberdade radical de tomar nas mãos 5 dos 1440 minutos do seu dia. Faça a experiência, sente-se, pare, relaxe, respire. E se achar difícil, desconfie: de quanta liberdade você realmente desfruta?

3) Não compartilhar bobagem e conteúdos danosos

Vale para o Facebook, mas também para a vida: lembre-se que o tempo e a atenção, nossas e dos outros, são as coisas mais valiosas. Ao compartilhar algo, pense: isso poderá causar maior benefício e abertura ou maior dano e fechamento? Poderá ajudar a quem e de que forma? Com qual motivação estou fazendo isso — raiva, orgulho, inveja… ou compaixão, empatia, generosidade, cuidado?

Nós temos responsabilidade sobre o mundo e sobre as pessoas. Melhor lembrar o quanto antes que todos desejamos estar bem e nos apoiarmos nisso, enfim, mais e mais. Melhor parar de prejudicar e distrair os outros e a nós mesmos o quanto antes e de todos os jeitos.

4) Entender o dinheiro como energia

Assim como o tempo, os projetos para os quais direcionamos nosso dinheiro são (ou deveriam ser) os projetos em que realmente acreditamos. Nosso extrato diz muito sobre nossas crenças. Não adianta postar no Facebook sobre como nossos políticos erram ao direcionar a verba que lhes é confiada, mas não conseguir direcionar minimamente nosso próprio recurso financeiro.

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5) Parar de ignorar a morte

A clareza de que a morte é certa e inesperada reorienta nossas prioridades e traz à tona o que realmente importa. Além de lembrar diariamente de que vai morrer, você pode começar a preparar tanto a logística do processo quanto sua mente, pode começar já a se despedir das pessoas queridas e não resistir tanto à realidade da impermanência — do corpo, das ideias, do jeito como passamos os fins de semana, de cada momento que parece estável…

Marcar o fim, ritualizar as passagens nos deixa mais confortáveis nesse mundo de despedidas. Pouco a pouco, vamos incorporar o hábito de falar abertamente sobre a morte, para que ela se torne cada vez menos um tabu.

6) Quebrar a diferença entre estranhos e conhecidos

Num grupo de estudos realizado em São Paulo, muita gente se surpreendeu com o quanto cada um sem querer acaba se estreitando em um grupinho de amizades. Ao se dispor a falar com estranhos sobre questões íntimas (relacionamento, trabalho, dinheiro, morte, tempo…), descobrimos que quase não fazemos isso, não colocamos nossas visões e ações na mesa para serem contestadas, entendidas, revisitadas, muito menos entre desconhecidos.

Olhe ao redor: é cada vez mais difícil para adultos abrirem novas amizades. No fundo, mais do que amigos, queremos ser parceiros de absolutamente cada e toda pessoa, então já podemos começar mesmo antes do primeiro “Oi”, ao não mais pensar em termos de estranhos e familiares.

7) Fazer um caderno de seres

Escreva o nome de todas as pessoas que você já encontrou na vida, adicione as recentes sempre e leia com alguma frequência. Isso nos ajuda a acompanhar, se alegrar e ajudar mais vidas, além de evidenciar quais relações precisamos pacificar, quais pessoas estamos excluindo ou olhando de modo inferior.

Assim que escrevemos um nome inteiro a cada linha, começa a parecer absurda nossa tendência a ver uma pessoa como “ex-namorada”, outra pessoa como “vizinho com quem nunca converso”, outra pessoa como “cliente de tal empresa”… E assim fica mais fácil ampliar a relação que temos com ela, unilateralmente, sem precisar necessariamente entrar em contato.

8) Parar de culpar pessoas e situações

Podemos nos debater e encontrar mil justificativas, mas a realidade é a seguinte: nosso sofrimento e nossa felicidade não surgem de algum evento externo, mas de uma presença interna. Tanto é que depois de alguns anos somos capazes de sorrir ao lembrar de uma situação que na época parecia completamente densa e intransponível — mesmo quando nada mudou, como no caso de uma relação paralela (“traição”) que deu origem a um outro casamento duradouro.

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9) Cultivar compaixão consigo mesmo

A medida de compaixão que temos com os outros é exatamente a mesma medida que conseguimos ter com nós mesmos. Quando não temos compaixão conosco, não temos com mais ninguém. E se agimos como se tivéssemos, é provável que, em alguma medida, seja uma farsa, algo que demande grande energia e esforço, feito por entendermos que agir desse modo será bem percebido.

Muitas vezes nós somos nossos piores inimigos, principalmente quando buscamos algum tipo de autoestima (algo bem diferente de autocompaixão). Somos duros, impacientes, não aceitamos o ponto em que estamos e não confiamos em nosso potencial de transformação.

10) Agradecer e apreciar

Se você não tem a quem agradecer, desconfie: você não está olhando direito ou você está isolado.

É muito saudável agradecer (às vezes explicitamente) pelas coisas que geralmente tomamos como certas. Isso vale para o jantar preparado pelo marido ou pela esposa, para o garçom que nos serve, para alguém que me ajuda quando deixo algo cair, para o lixeiro, para o carteiro… enfim, oferecer um “Obrigado” de coração pelas pequenas gentilezas burocráticas que acontecem vez ou outra.

Abrir o olho da gratidão naturalmente desvela o universo de bondade no qual estamos imersos. E a bondade nos leva a apreciar a riqueza da nossa condição presente, seja ela qual for. Depois é mais fácil ver qualidades, elogiar, agir para que floresçam, desejar a felicidade de mais e mais pessoas (treinando na arte rara do amor genuíno), e criar relações a partir dessas qualidades amplas uns dos outros.

11) Boicotar iniciativas danosas

Pesquise e pare de apoiar pelo menos uma empresa ou marca que piora nossa vida ou age contra suas visões de bem-estar coletivo. Se você não boicota nenhuma organização, é fácil começar: pare, por exemplo, de tomar refrigerantes e instale um adblock no seu navegador de internet. Se você já boicota e quiser uma inspiração adicional, veja essa lista de corporações e a lista de boicotes do Eduardo Pinheiro.

12) Parar de falar mal dos outros

Por mais “espiritualizados” que alguns se considerem, ainda não superamos esse mal hábito coletivo de fofocar e falar mal, congelando as pessoas e nos afastando uns dos outros. Melhor ficar quieto ou experimentar um outro tipo de fofoca: “O outro está passando por tal obstáculo, o que podemos fazer?”

Além disso, podemos fazer o voto de evitar piadas, discursos e comportamentos que reforcem preconceitos contra grupos dos quais não fazemos parte. Podemos reconhecer o racismo, a homofobia ou o machismo e a cultura do estupro, por exemplo, e apoiar iniciativas focadas em reduzir o sofrimento.

13) Substituir o “Tudo bem?”

Ao retomar contato com alguma pessoa, veja se um “Como vai?” funciona sem que você se abra primeiro, não apenas listando fatos, mas falando de seu mundo interno sem pés atrás. Experimente brincar com a pergunta clássica, trocando-a por algo como “Você está sonhando e avançando em que direção?”, “O que você realmente tem feito?”, “Qual foi o momento mais importante dessa semana?”, “Aflito por algo?” ou o que fizer mais sentido na hora.

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14) Não exigir

Exigir é talvez a ação que mais destrói uma relação. Exigir é um tipo de violência. Exigimos com o olhar, exigimos com atitudes indiretas, exigimos incessantemente até ao pensar nos outros. Quem somos nós para interromper uma pessoa no meio da rua e forçá-la em alguma direção? E o que muda quando essa pessoa vive conosco há 10 anos?

Guardem isso no coração: o outro é livre, o outro é criativo. Antes de ligar para a esposa (marido, filha, funcionário, amiga…), lembre-se que naquele exato momento a pessoa está seguindo com sua vida; antes do “oi”, depois do “tchau” e até durante a conversa, ela não é sua esposa. Melhor liberar o outro, dispensá-lo do trabalho de nos fazer feliz. E assim nos desobrigar de fazê-lo feliz, intensificando a alegria em ajudá-lo em seu florescimento, sem a sensação de cobrar ou pagar dívidas.

15) Ter um sonho claro para 2015

Diferente de fazer um planejamento, apenas permita-se sonhar o que você gostaria que acontecesse de realmente relevante e positivo para este ano. E então bote no papel, liste 5, 10, 15 itens, coisas que te causam alegria só de pensar.

Por relevante e positivo, podemos entender as coisas que são mais condizentes com nossa aspiração fundamental por felicidade genuína, ainda que sejam simples — entrar em tal curso, fazer tal formação, iniciar um encontro semanal para chá, conversa e silêncio, ir a três retiros, se empoderar das finanças e fazer as mudanças de trabalho, cidade ou casa…

Ao sonhar, consideramos que as circunstâncias podem mudar a qualquer momento e que sito não é um problema. A lista pode sempre ser refeita, como um GPS que nunca se cansa de encontrar a melhor rota. Para algum lugar nós vamos de qualquer jeito, então é melhor que tenhamos algum direcionamento.

~ Gustavo Gitti reuniu este texto colaborativo escrito também por Fábio Rodrigues, Eduardo Amuri, Leiliane Abreu, Daniel Gisé, Marcos Bauch, Isabella Ianelli, Guilherme Valadares, Tatiana Monnerat, Mel Oliver, Rafael Peron, Paulo Carvalho, Vítor Barreto, Alan Nakano, Mirian Hasegawa e Daniela Godoi, para O Lugar.

[Nota do Editor: Já se passou 1/3 de 2015, mas é daí? Das suas “resoluções de Ano Novo”, quantas conseguiu colocar em prática até este exato momento? Não seria este mais um estímulo para tentarmos ser alguém melhor?]

Dez coisas que realmente fazem o ser humano feliz

O site BuzzFeed reuniu uma série de estudos internacionais para montar uma lista das dez coisas que realmente fazem o ser humano feliz.

Chocolate e sexo são quase unanimidade nas pesquisas. Amigos e elogios, segundo estudos de centros universitários,  também trazem considerável melhora de humor às pessoas. Confira a lista completa:

10. Cuidar de criança – Segundo um estudo da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, cuidar de crianças deixa as pessoas muito felizes. Porém, um outro estudo apontou que cuidar dos próprios filhos é uma das atividades que as pessoas menos gostam.

9. Compras – Em 2011 descobriu-se que comprar alguma coisa deixava as pessoas mais felizes. Mas a mesma pesquisa detectou que o gasto em excesso pode afetar a vida erótica e, assim, diminuir a alegria de viver.

8. Religião – Entre 2005 e 2009, uma pesquisa mostrou que religião deixa as pessoas mais felizes. O resultado, no entanto, refere-se apenas a pessoas de países onde há falta de comida, trabalho ou assistência média – em países ricos não ocorre o mesmo efeito.

7. Exercícios – Outra pesquisa, compilada pelo site, apontou que as pessoas ficavam mais felizes quando se exercitavam. Mas a prática de exercícios físicos não está entre as dez coisas apontadas na pesquisa da Universidade de Canterbury.

6. Dinheiro – Um estudo inglês mostrou que dinheiro traz menos felicidade que sexo. Em um comparativo, fazer sexo uma vez por semana traz mais felicidade do que US$ 50 mil por ano.

5. Amigos – Segundo o estudo da Universidade de Canterbury, “socializar” é uma das atividades que mais deixam as pessoas bem humoradas.

4. Beber – A mesma pesquisa da Universidade de Canterbury, mostrou que mostrou que beber é a segunda atividade mais prazerosa para as pessoas, só perde para o sexo.

3. Chocolate – A rivalidade entre chocolate e sexo em estudos sobre prazer e felicidade é sempre grande. Um dos mais recentes, feito em 2011, apontou que as mulheres preferiam um ótimo sexo a um chocolate. Um segundo estudo, porém, apontou que 52% das mulheres escolheriam chocolate em vez de sexo quando querem melhorar o humor. Já um terceiro mostrou que 39% das mulheres solteiras das solteiras preferiam ficar sem sexo durante um ano a abrir mão do chocolate.

2. Sexo – O pesquisador Carsten Grimm, da Universidade de Canterbury, pediu às pessoas que respondessem, por mensagens de texto, em qual ocasião foram mais felizes. Sexo foi apontada como a atividade mais prazerosa.

1. Elogios – Uma das pesquisas mais inusitadas, compilada pelo “BuzzFeed” – patrocinada por uma empresa de refrigerantes – mostrou que ser elogiado molhara o humor de 41% dos pesquisados, índice maior do que o sexo ou chocolate.

Fonte: Catraca Livre. Indicação de Elisabete Monteiro via Twitter @betemmonteiro.

Quanto custa para virar um super-herói?

Achei muito bacana esses infograficos que o site MoneySupermarket fez ilustrando quanto custaria para você se tornar o Homem de Ferro ou o Batman. No comparativo o Homem de Ferro acaba saindo um pouco mais caro com um valor estimado em US$ 1,61 bilhão. Já o Batman sairia por volta de US$ 682,45 milhões. O,O

 

 

 

 

 

Fonte: Hypeness.